Biocam e Expedicionários da Saúde no Combate ao Coronavírus

A Associação Expedicionários da Saúde (EDS), com o fundamental apoio da BIOCAM, está se mobilizando para ajudar no combate ao Sars-CoV-2 (COVID-19) com o objetivo de garantir assistência médica especializada, gratuita e eficaz aos pacientes acometidos pelo novo coronavírus.

A ONG, em conjunto com seus parceiros, tem como expertise a sinergia entre pessoas e instituições e oferecer uma logística e tecnologia de primeira linha para todos. A EDS irá trabalhar em Campinas, cooperando com o Hospital de Clínicas da UNICAMP, com um Pronto Atendimento para demandas relacionadas ao novo coronavírus a partir de amanhã, dia 01/04.

Além disso, está em fase de implementação uma nova estrutura médica de apoio que funcionará como enfermaria semi-intensiva com 100 leitos e equipamentos médico-hospitalares que ficará à disposição da população. Na Missão COVID-19, trabalharão voluntários EDS e profissionais da saúde pública, em uma parceria com governos estaduais e municipais da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

A Biocam vem colaborando com todo o dimensionamento da rede e painéis de gases, com a organização da beira do leito para otimizar o trabalho dos profissionais e garantir o máximo de segurança e conforto para os pacientes atendidos.

Interessados em contribuir com a instituição devem acessar o portal www.eds.org.br e fazer suas doações.

Associação Expedicionários da Saúde e Biocam

A Associação Expedicionários da Saúde é uma organização brasileira sem fins lucrativos criada em 2003 por um grupo de médicos voluntários da cidade de Campinas (SP), que tem como objetivo levar medicina especializada, principalmente atendimento cirúrgico, às populações que vivem isoladas na Amazônia brasileira. 

Até o momento, a EDS realizou 44 expedições com o total de 8.763 cirurgias, 62.881 atendimentos especializados e 97.060 exames e procedimentos, todos gratuitos. Além disso, também realizou 7 Expedições SOS Haiti no ano de 2010, logo após o terremoto que devastou aquele país.

Rogério Ulbrich, CEO da Biocam, se envolve com esse projeto desde 2009, quando viajou mais de 3 mil km até São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para prestar assistência junto a médicos e voluntários. Desde então contribui com o projeto em nome da Biocam, com empréstimo de equipamentos e captação de parcerias de tecnologia.

Será que nanopartículas de óxido de prata e óxido de cobre repelem vírus de carga positiva como o coronavírus?

Alguns estudos já comprovaram a eficiência de materiais com carga de nanopartículas de óxido de prata e óxido de cobre na redução da proliferação de bactérias e amenização do riscos de contaminação cruzada, como é o caso dos laudos da linha NOBAC produzido pela WEG, que utiliza este material em seus produtos e a BIOCAM que aplica nanopartículas de óxido de prata nas capas e manípulos de suas válvulas reguladoras de pressão.

Entretanto, ainda não se sabe se esse mesmo metal é eficaz no combate ao vírus. Nanopartículas de óxido de prata possuem íons positivos que, quando em contato com outras moléculas de carga positiva, promovem um afastamento dessa partícula.

Portanto, sugere-se que quando esse metal entra em contato com vírus de carga positiva como o coronavírus ocorra uma força repulsiva que afaste o vírus da superfície de equipamentos que utilizam esse princípio ativo.

Porém, ainda é necessário a realização de pesquisas que comprovem a ação de repulsão das nanopartículas com relação ao vírus.

Confira o vídeo explicativo sobre o assunto:

Saiba um pouco mais sobre o assunto no artigo completo “Equipamentos hospitalares a base de óxido de prata x vírus de carga positiva”, de autoria da Lais Regina Rossi, Mestre em Ciências pela USP e doutoranda no programa de Cirurgia e Anatomia do HC-RP.

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Por que as centrífugas quebram?

O principal motivo de quebra de tubos da centrífuga se deve à má alocação dos tubos no porta-tubos. Você certamente sabe que todo equipamento possui um limite para a sua vida útil. Não se deve ultrapassar esse limite, pois a corrosão do metal debilita a máquina e diminui seu desempenho. Fique sempre atento ao seu estado de conservação.

Motivos da quebra dos tubos da centrífuga

A quebra pode ocorrer pela utilização de tubos de tamanho menor do que a capacidade do porta-tubo seja em espessura ou comprimento. Caso elas fiquem soltas dentro do porta-tubo, elas correm o risco de quebrar. 

A tampa precisa ter uma trava e um botão de interrupção de movimento, pois isso pode trazer problemas, além de prejudicar o resultado. 

Outro agravante é não utilizar assentos para tubos menores que não alcançam o fundo do porta-tubo. A distribuição dos tubos de forma incorreta entre os porta-tubos ocasiona vibração excessiva na rotação e leva à quebra de tubos de vidro.

Como solucionar esse problema?

O mais aconselhável ao distribuir os porta-tubos na cruzeta é deixar todos com o mesmo peso (se for o caso adicionar pesos com tubos vazios com outro líquido apenas para equilibrar).

Em caso de lâminas o mais indicado é verificar a fixação correta para não deixar solta e nem muito comprimida. Se for o caso, procure uma equipe técnica especializada para ajustar molas da cruzeta, para que a lâmina e filtro fiquem fixas e sem compressão.

Como limpar?

Mesmo com todos esses cuidados é possível que aconteça quebra de tubos e/ou vazamento de substâncias. Por isso, a limpeza da centrífuga para laboratórios e seus acessórios devem ser realizados constantemente.

Conforme manual técnico, deve-se utilizar pano úmido com material desinfectante sem solução alcoólica. A limpeza frequente do local é necessária para que não gere cultura de bactérias ou vírus que podem contaminar o equipamento e prejudicar novos exames.

Manutenção Preventiva

  • Diário: verificar se há vibração e barulho; verificar a vedação da tampa (borracha).
  • Semestral: verificar a velocidade da centrífuga com tacômetro calibrado; verificar timer do equipamento com cronômetro calibrado e verificar a refrigeração com termômetro calibrado.
  • Trimestral: verificar carvão/escova e coletor e verificar lubrificação.

Dicas gerais

  • A tampa da centrífuga nunca deve ser aberta com o equipamento ainda em funcionamento (girando), pois isso pode interferir no resultado da pesquisa.
  • Não deve-se diminuir a velocidade da coroa com as mãos.
  • Centrífugas devem ser instaladas em mesa firme sem equipamentos com sistema ótico perto.

Leia também esses assuntos relacionados:

A calibração e a verificação do funcionamento da sua centrífuga devem seguir as orientações do fabricante. Consulte o manual.

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IoT nos Hospitais: Impactos e Vantagens para a Área da Saúde

O IoT nos hospitais pode oferecer vantagens indispensáveis e facilitar o trabalho de médicos, enfermeiros, gestores e, ao mesmo tempo, trazer mais bem estar aos pacientes. Muitas mudanças no campo da saúde acontecem todos os anos. As tecnologias modernas melhoram o atendimento ao paciente e tornam o trabalho dos médicos mais eficientes. 

A Internet das Coisas desempenha um papel importante nos campos da saúde. Esta tecnologia está ativamente integrada a diferentes dispositivos médicos. Neste artigo, discutiremos como o IoT nos hospitais pode ser usado para aprimorar o campo da assistência médica.

Importância do IoT nos hospitais

O campo da medicina tem um grande potencial para a Internet das Coisas. As tecnologias que usam informações de sensores oferecem muitos benefícios em todos os níveis, desde o tratamento hospitalar até o monitoramento das condições de saúde da população

As tecnologias de IoT médicas são capazes de reunir automaticamente as informações necessárias dos pacientes e detectar possíveis doenças, a fim de evitá-las.

Aplicações da IoT na saúde

A IoT na saúde pode ter um grande impacto na criação de medicamentos mais personalizados e orientados ao paciente. De acordo com pesquisas mais recentes, as despesas para a criação de uma solução com base na IoT atingirão US$ 1 trilhão em 2020. Veja algumas aplicações da Internet das Coisas na área da saúde:

Monitoramento remoto do paciente

Muitas pessoas sofrem de doenças crônicas e precisam visitar médicos regularmente. Alguns dispositivos de monitoramento oferecem um sistema rentável para pessoas com problemas cardíacos ou diabéticos. Portanto, o paciente só precisa transportar o dispositivo junto consigo para os lugares. Ele alerta automaticamente o médico sobre problemas com o paciente.

Wearebles

Atualmente, existem muitos dispositivos que os pacientes podem usar todos os dias para monitoramento da pressão arterial e da frequência cardíaca, etc. Esses aparelhos monitoram não apenas a atividade diária do usuário, mas também coletam dados sobre calorias consumidas, queimadas, quantidade de passos, etc. 

Esses dispositivos melhoram a qualidade de vida dos pacientes, principalmente idosos, porque permite rastrear frequentemente suas condições de saúde. Os wearables podem enviar notificações aos membros da família sobre mudanças nas atividades de rotina ou qualquer outra variação sobre a condição do usuário.

Gerenciamento de medicamentos

Para produzir e gerenciar medicamentos, as pessoas gastam muito dinheiro. Os dispositivos IoT nos hospitais podem oferecer uma oportunidade de seguir todos os padrões de segurança do mercado farmacêutico.

Um dos melhores exemplos é a geladeira inteligente de vacinas. Essa geladeira é capaz de impedir que as vacinas estraguem através do monitoramento das suas condições 24 horas por dia. O sistema alerta em caso de oscilação da temperatura, que pode comprometer a integridade das vacinas. 

Gestão hospitalar

Na verdade, existem várias maneiras de usar o IoT nos hospitais para otimizar as atividades diárias e reduzir custos. Equipamentos perdidos ou roubados trazem vários prejuízos quando pensamos nos desafios da gestão hospitalar

O problema pode ser resolvido integrando sensores ao equipamento através de RFID ou Bluetooth. Esta solução permite o rastreamento de ativos nos hospitais a qualquer momento.

Vantagens do IoT na área da saúde

Melhores resultados de tratamento: Tecnologias como computação em nuvem e conectividade de dispositivos médicos permitem que os médicos vejam dados em tempo real sobre pacientes com o sistema de monitoramento de saúde baseado na IoT. Como resultado, os médicos podem analisar os sintomas mais rapidamente e oferecer tratamento no momento certo. 

Melhor controle da doença: Há um controle ininterrupto devido às tecnologias modernas. Assim, recebendo novos dados todos os dias, os médicos podem detectar doenças mais cedo e iniciar o tratamento mais rapidamente.

Menos erros: Processos automatizados como segmentação, recebimento e decisões orientadas a dados podem reduzir erros de diagnóstico.

Controle de medicamentos: A IoT e os dispositivos relevantes podem ajudar no controle do consumo de medicamentos. Além disso, o processo de controle se tornará mais preciso.

Atendimento remoto ao paciente: Em alguns países, a telemedicina já é usada com sucesso. Com os recursos disponíveis, os médicos podem consultar seus pacientes a qualquer momento, utilizando um sistema de monitoramento de saúde.

Manutenção de dispositivos médicos: Os dispositivos médicos costumam ter altos custos e qualquer equipamento precisa de um procedimento de manutenção adequado para funcionar normalmente. A IoT nos hospitais pode ajudar nisso, porque identificará com facilidade possíveis problemas nos softwares e dispositivos. Com essa rápida identificação, você poderá acionar a manutenção com agilidade, antes que isso gere mais gastos para sua empresa como a aquisição de novos equipamentos. 

Mais confiança em relação aos médicos: a IoT na medicina oferece aos pacientes a oportunidade de se comunicar com seus médicos facilmente. Além disso, os médicos podem ajudar os pacientes a qualquer momento. Essa relação irá aumentar a confiança dos pacientes e melhorar o relacionamento entre eles. 

Se interessou pelo artigo? Leia também nosso conteúdo sobre exemplos de IoT na saúde, com aplicações práticas. 

A Biocam possui uma série de soluções de tecnologia voltadas para a IoT, como o I-Vigilant e Criquet, confira mais aqui.  

Fontes: https://theiotmagazine.com/iot-in-healthcare-how-it-improves-medical-software-4ca703ea1130

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Calibração de equipamentos: prazos e por que é importante?

A calibração de equipamentos nada mais é do que a avaliação de erro de um equipamento de medição. Caso seja necessário, deverá ser aplicada a eventual correção dos parâmetros para estar de acordo com os níveis estabelecidos. A calibração de equipamentos de laboratório e neonatal deve ser efetuada em intervalos regulares para obter o máximo de precisão na medição de diferentes materiais. 

Equipamentos da área neonatal e laboratorial que trabalham com sensores para regular o valor de trabalho precisam ser calibrados periodicamente para não causarem desvios e riscos que comprometam a performance do equipamento. 

Em períodos estabelecidos é necessário realizar a calibração do equipamento. Este procedimento é feito comparando os valores indicados do equipamento com um equipamento de medição com certificação RBC, a fim de comparar os valores e, se necessário, ajustar o sensor do equipamento para que tenha o valor mais próximo possível ao equipamento de medição RBC.

Devido ao desgaste natural dos equipamentos ou alterações nas configurações pelos usuários, pode haver alterações em alguns parâmetros. A correta calibração deve ser feita por profissionais especializados para realizar o procedimento para cada tipo de máquina de acordo com as especificações técnicas exigidas.

O que é calibração e ajuste?

A calibração é um procedimento experimental e pode ser definido como “conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados por um equipamento de medição ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência e os valores correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões”.

Uma explicação mais simples seria: a calibração é o ato de comparar o valor do equipamento e instrumento de medição. Ajuste é o ato de ajustar o sensor do equipamento o mais próximo possível do valor indicado no instrumento de medição RBC. Antigamente a nomenclatura usada referente ao ajuste era aferição.

Prazo de calibração de equipamentos

Equipamentos laboratoriais necessitam de renovação de calibração a cada 1 ano. No caso dos equipamentos da linha neonatal incubadora, de transporte ou estacionária o seu prazo é a cada 6 meses.

A calibração em equipamentos neonatal é importante, pois o paciente pode correr riscos vitais e não progredir o seu desenvolvimento incubado. A calibração em equipamentos laboratoriais também é importante para que o resultado dos ensaios tenha resultado adequado e não tenha perda de coleta.

Importância da calibração

Os instrumentos de laboratório deve ser periódico e feito de forma confiável para não haver erros na produção industrial ou pesquisas em institutos. A calibração assegura que o instrumento está medindo corretamente os valores dentro do seu ambiente de uso, tranquilizando as pessoas que trabalham com esses instrumentos em relação aos valores auferidos.

Por mais que você adquira um produto novo, procure realizar a calibração para garantir que a medição conforme os valores de referência dentro do processo de produção. 

O que considerar na calibração de equipamentos?

Conte com uma empresa e profissionais especializados em manutenção e calibração de equipamentos laboratoriais. Os profissionais devem ser treinados para executar a calibração de equipamentos com eficiência e segurança. 

Manter os equipamentos em pleno funcionamento é importante para evitar imprevistos, o que pode atrapalhar os prazos da sua empresa e gerar perdas. 

É necessário realizar a calibração com equipamentos com tecnologia de ponta. Todas as calibrações são feitas de acordo com as mais rigorosas normas de qualidade e segurança, tendo como principal padrão as normas do INMETRO.

Quando falamos em qualidade, a calibração é um dos pré-requisitos para garantir que os produtos e processos da sua empresa estejam devidamente alinhados conforme os regulamentos. As normas da ISO 9000 estabelecem requisitos para auxiliar as empresas na constante melhoria da qualidade. 

Confira os produtos da Fanem que oferecemos. Qualquer dúvida, entre em contato conosco.

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Biocam na mídia: Valor Econômico e Frost & Sullivan

Nesta semana foi publicada matéria no Valor Econômico, trazendo o case da Santa Casa de Valinhos, projeto que foi desenvolvido em parceria com a Taggen Soluções IoT e Genesys.

A matéria fala sobre tecnologias IoT implementadas para identificação e localização dos equipamentos da UTI, com o uso de beacons, dispositivos que emitem sinais que são captados por antenas conectadas.

Essa semana também saímos na Frost & Sullivan, a mais conceituada fonte de informação para investidores em tecnologia. A reportagem fala sobre soluções tecnológicas focadas em IoT e RFID e traz o case da Santa Casa de Valinhos, onde foi implementado o Criquet, um sistema de rastreabilidade inteligente de ativos hospitalares.


Para ler o material completo, clique no botão abaixo!

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LGPD na saúde: 5 impactos dessa transformação no setor

A LGPD na saúde é um assunto que vem levantando dúvidas em clínicas médicas, hospitais, consultórios e demais instituições da área da saúde. Há pouco tempo, entidades como o Conselho Nacional da Justiça e Netshoes tiveram seus sistemas invadidos, o que levou a dados particulares vazados. 

Em 2018, uma falha de segurança no aplicativo E-Health, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, expôs os dados pessoais de milhares de usuários brasileiros do SUS. Por conta de uma brecha no sistema, foram acessados nome do titular, número do cartão, agendamentos, histórico de consultas e outros dados sensíveis dos pacientes. Por conta desses vazamentos, se fez cada vez mais necessário aprovar uma legislação que dê esse suporte e fiscalize a segurança da informação. 

O setor de saúde, por sua própria natureza, coleta uma grande quantidade de dados pessoais para prestar serviços aos pacientes. O modo como esses dados dos pacientes são gerenciados está prestes a ser radicalmente alterado, quando a Lei Geral de Proteção de Dados entrar em vigor no Brasil em agosto de 2020.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Serada Experian, 85% das empresas ainda não se sentem preparadas para a LGPD. O setor da saúde ocupa a última posição das empresas em conformidade com a lei, ou seja, apenas 8,7% das instituições de saúde estão adaptadas à nova regulação. 

Penalidades e multas altíssimas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento da instituição serão aplicadas às empresas que não estiverem em conformidade com as novas regras.

Qual o objetivo da LGPD na saúde?

A nova lei LGPD afetará todas as empresas, mas na área da saúde, os novos regulamentos darão a cada paciente mais controle sobre os dados pessoais que são coletados, além de informações sobre como essas informações serão usadas e onde serão mantidas. 

A lei número 13.709 aprovada irá restringir e assegurar o compartilhamento de informações de pacientes (e clientes no geral) sem consentimento. 

A proposta tem como objetivo acabar com a utilização discriminada de informações pessoais para fins comerciais sem autorização do usuário. A lei irá trazer mais segurança para essas informações e tratará com rigor os dados coletados dos clientes seja em clínicas, hospitais, laboratórios ou operadoras de saúde.

Todas as informações coletadas devem ser criptografadas ou codificadas para que não sejam vazadas. 

Proteção contra o crime organizado digital

Devemos lembrar que no meio digital existe um conglomerado de informações que são trocadas entre empresas que podem cair nas mãos de pessoas maliciosas. Principalmente no setor da saúde, faz parte da rotina médica repassar informações de pacientes para laboratórios, farmácias, agentes de saúde e outros órgãos. 

Devido a esse grande volume de informações pessoais trocadas que esse setor atrai os olhos de quadrilhas do crime organizado digital, que se utilizam das brechas no sistema para realizar sequestro de dados e cometer crimes de extorsão.

Os impactos da LGPD na saúde

Os gestores da saúde precisam ficar atentos às mudanças que a lei trará para a realidade das empresas. As principais estão listadas abaixo!

Exigência de autorização

Os dados de pacientes só poderão ser coletados e armazenados após autorização prévia deles. Isso é válido tanto para fichas e prontuários novos e também os já existentes. Ou seja, isso significa que as empresas deverão ir atrás dos pacientes já cadastrados para obter essa autorização.

Documentos digitais e físicos

A lei vale tanto para documentos, fichas e prontuários eletrônicos quanto os armazenados em papel. A LGPD na saúde se aplica a troca de dados entre diferentes áreas como telemedicina, cobrança de serviços de saúde, SUS, intercâmbio de informações com laboratórios e outros. 

Mensagens entre médicos e pacientes

A troca de informações via Whatapp entre médicos e pacientes ou laboratórios e pacientes ainda pode ser mantida normalmente, mas todas as conversas devem ser criptografadas. 

Contratação de profissional

Essa lei exige que seja feita a contratação de um funcionário especificamente para controlar essa parte. Um responsável interno ou terceirizado deverá realizar a gestão da segurança da informação dos dados dos clientes, seguindo as normas da ISO 27.001 e ISO 27.799. Em caso de comprovação da insegurança do sistema, tanto a empresa quanto o profissional serão responsabilizados.

Transparência com pacientes

Os pacientes terão direito de ter conhecimento sobre quais dados seus constam no sistema e para que finalidade são mantidos. Poderá revogar esse direito, exigindo a exclusão dessas informações no momento que julgar pertinente. 

Controle da ANPD

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será o órgão federal responsável por realizar a fiscalização das empresas com relação à segurança dos dados pessoais dos usuários.

O que fazer para garantir a segurança de dados dos pacientes?

Como já mencionado, o principal objetivo da LGPD na saúde é garantir a segurança dos dados dos pacientes. Para que as empresas do setor se blindem, evitem as multas e ofereçam proteção de dados dos pacientes, o mais indicado é a contratação de serviços tecnológicos de ponta. Saiba mais aqui

Sistemas e profissionais qualificados

Ter profissionais qualificados da Tecnologia da Informação, bem como sistemas robustos e eficientes pode ser a solução. O primeiro passo é realizar uma auditoria interna com um especialista em segurança da informação para que faça um diagnóstico dos pontos fracos dentro da organização. 

O que for identificado como em não conformidade deve ser ajustado e aquilo que estiver em conformidade, mas puder ser melhorado, deve ser otimizado. Os fornecedores de software, banco de dados e provedor de hospedagem devem ser adequados às novas regras.

Certificação de softwares e aplicativos

O segundo passo é obter a certificação de softwares e aplicativos que contém informações confidenciais e pessoais dos pacientes. Os softwares utilizados deverão ser aprovados por instituições como a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).

Deve-se providenciar a criptografia de todos os bancos de dados e transações digitais. Obter a assinatura digital também será requisitada, conforme a Lei de Digitalização do Prontuário. Um sistema de gestão hospitalar eficiente e seguro também pode ajudar na preservação das informações médicas.

Criar novas políticas internas

Será preciso rever os processos, criar novas políticas internas, de modo que todos os funcionários estejam conscientes sobre a LGPD na saúde e se adaptem às novas exigências, incorporando as normas nas suas atividades diárias de trabalho, de modo a não comprometer a segurança de informações. Se for necessário deverá ser introduzido isso na cultura da empresa através de treinamentos.

É indicado também criar documentos informativos a serem repassados aos pacientes informando sobre o fluxo de coleta de informações, como é feito, como é armazenado, para passar mais confiança aos usuários. 

Custos de investimento

Todas essas mudanças terão altos custos de investimento e envolvem a cultura organizacional da empresa, treinamento e capacitação dos funcionários, além de aquisição de softwares e profissionais específicos de TI, por isso que haverá um certo período de adaptação antes da lei entrar em vigor efetivamente. 

Evite deixar para última hora, uma vez que o prazo é apertado. Ignorar essa nova lei não é uma boa ideia, uma vez que arcar com uma multa terá um custo muito mais elevado para a sua empresa, além de prejudicar a reputação da sua instituição.

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Biocam apoia o EDS nas expedições junto às populações indígenas e ribeirinhas

A Biocam é uma empresa com responsabilidade social que procura se envolver em iniciativas que impactem e tragam alguma contribuição para a sociedade. Por isso, se envolve no projeto da EDS (Expedicionários da Saúde), organização não governamental fundada em 2003 por médicos, que têm como missão levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, até populações indígenas que vivem geograficamente isoladas. 

Com o objetivo de diminuir a distância que separa a população indígena dos hospitais dos grandes centros, a EDS facilita o acesso a um atendimento médico de alta qualidade e gestão responsável. 

Próxima expedição e números expressivos

A próxima expedição será a de número 44, na comunidade de São Miguel do Arapiuns, Rio Arapiuns (PA), entre os dias 29 de novembro 07 de dezembro deste ano. 

Ao longo dos 16 anos de existência, o EDS coleciona números expressivos. Já são mais de 300 voluntários ativos, 43 expedições realizadas até agosto de 2019, 8 mil cirurgias, 60 mil atendimentos médicos, 90 mil exames e procedimentos, 3 mil óculos doados e uma área coberta de 500 mil km².

Os 4 meses de preparação logística que antecedem a expedição envolvem: 

  • Reunião com lideranças indígenas e instituições responsáveis pela saúde local
  • Capacitação das equipes de saúde
  • Triagem de pacientes
  • Transporte
  • Alimentação
  • Hospedagem
  • Mobilização da comunidade
  • Infraestrutura local (as obras ficam de melhoria para as comunidades)
  • Gestão de 15 toneladas de equipamentos

Nessa iniciativa a equipe voluntária com médicos, enfermeiros e profissionais da área de logística atendem as populações indígenas e ribeirinhas em centros cirúrgicos móveis, onde realizam cirurgias de baixa e média complexidade. Contam com apoio do Ministério da Saúde, Ministério da Defesa e Ministério da Justiça. 

São realizadas três expedições por ano. Cada uma delas dura 7 dias e nesse período são realizados inúmeros procedimentos e exames, cirurgias e atendimentos Em cada expedição, mais de 70 voluntários EDS entram em ação para atender as comunidades indígenas.

Participação da Biocam

Rogério Ulbrich, CEO da Biocam, se envolve pessoalmente com esse projeto desde 2009, quando viajou mais de 3 mil km até São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para prestar assistência junto de médicos e voluntários. Desde então contribui com o projeto em nome da Biocam, com empréstimo de equipamentos e captação de parcerias de tecnologia. 

“O que fica de cada expedição é o prazer de fazer parte do Expedicionários da Saúde, mesmo que seja à distância. Tenho a satisfação de contribuir de alguma forma com esse projeto responsável. Todos os colaboradores da Biocam se envolvem na expedição, seja separando material, emitindo uma nota fiscal ou até embalando materiais na logística, cada um colabora de alguma forma”, comenta Rogério.

Saiba mais sobre a EDS e participe através de doações! 

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