AFS recebe homenagem e é premiada no Prêmio Health Arq 2021

Na última quinta-feira (09/09) ocorreu o Prêmio Health Arq 2021. Durante o evento, que aconteceu  no Centro de Convenções Rebouças e que teve início às 13h20, debateram-se assuntos importantes sobre arquitetura, construção e saúde.

O terceiro debate que teve início às 17h foi sobre “As grandes apostas do setor de facilities para a Saúde no próximo ano” e teve a participação de importantes nomes do setor, como Ivan Carlos Ferreira (– Gerente de FM – Inovação Tecnológica no Grupo Brasanitas), Fernando Bottene (CEO da Via Luz e VP da AFS), Edson Cumpian Paulossi Jr. (Diretor Administrativo na Unimed Sorocaba)  e Rodrigo Motta (diretor da Teto).

A Biocam marcou presença no evento para prestigiar a nossa parceira AFS (Associação Fornecedores da Saúde) que recebeu um prêmio e uma homenagem.

Na data, Sandra Uliana, presidente da AFS recebeu o prêmio pelo Grupo Mídia, que reconheceu a dedicação na gestão simplificada e por compatibilizar projetos.

A entidade cumpre com excelência o seu propósito de integrar os fornecedores do setor a fim de proporcionar soluções de qualidade e desempenhar, ao mesmo tempo, a função de ser facilitadora para hospitais e outras unidades do segmento.

Para tanto, a AFS conseguiu, nesses seus cinco anos de atuação, unir marcas relevantes do mercado que se complementam e que oferecem uma variada gama de soluções e serviços como infraestrutura, construção e edificação para os hospitais.

As associadas que acreditam nesse propósito da AFS são empresas referências na saúde, fornecedores de alto nível e experientes em atender de forma eficiente e responsável as particularidades desse segmento e a Biocam é uma delas!

“O mercado demanda que as empresas que atendem um ramo específico dialoguem, para que a prestação de serviços seja eficiente, ágil, segura e sem desperdícios, já que esse é um segmento com muitas especificidades”, ressalta Sandra Uliana, presidente da AFS.

“Congregamos fornecedores com a vocação de atender hospitais e congêneres, buscando melhores soluções dentro de sua linha de produtos e serviços, reduzindo riscos, custos e oferecendo uma solução refinada e longeva”, defende Sandra.

É com essa visão holística que a AFS e seus associados trabalham de forma a oferecer melhores resultados através de soluções sinérgicas; benefícios de produtos integrados com outros produtos e serviços; otimização das qualidades e especificidades de cada fornecedor; e soluções compartilhadas.

Leia a matéria completa clicando aqui (páginas 56 e 57).

Como funciona o teste de Covid?

Com a pandemia que se instalou no Brasil e no mundo há mais de um ano, os teste de covid se tornaram muito comuns. Certamente você já realizou algum deles em algum momento ou, pelo menos, alguém que você conhece teve que fazer.

Eles são ferramentas essenciais, pois nos auxiliam no controle da propagação da doença. Mas é importante lembrar que existem diferentes testes e nesse artigo vamos explicada cada um deles e como funcionam. Vamos saber mais?

Teste de Covid RT-PCR 

Esse é o teste considerado mais exato. A sigla significa “Reação da Transcriptase Reversa e Reação em Cadeia de Polimerase”. Parece complexo, mas esses nomes são apenas processos que facilitam a identificação do vírus.

Como funciona? 

O teste de covid PCR é feito a partir de amostras que são coletadas no trato respiratório inferior ou superior. Esse é o teste mais incômodo, pois um cotonete longo e estéril chamado de “swab” é colocado na região nasal e faríngea que é a região da garganta logo atrás do nariz e da boca. 

Outra forma de fazer é através da lavagem broncoalveolar, realizada diretamente dentro do pulmão em casos muito específicos. 

Quando fazer? 

swab cotonete covid

A partir do terceiro dia com sintomas já é possível fazer o teste. Na verdade, até o décimo dia dos sintomas ainda é possível fazer e identificar a presença do vírus. Importante lembrar que esses testes devem ser aplicados por um profissional de saúde qualificado e pode haver a necessidade da repetição do teste.

Laboratórios e unidades de saúde públicas ou privadas vêm aplicando esses testes. Você pode consultar na sua cidade os locais no site da Prefeitura. Existem planos de saúde com cobertura para pacientes depois do oitavo dia do aparecimento de sintomas, desde que haja pedido médico.  

Os resultados são seguros? 

Feito na janela de tempo correta, o exame tem alto grau de confiabilidade, acima de 90%, e dificilmente apresenta um resultado falso positivo. Os resultados costumam sair em até dois dias. 

Teste de Covid Sorológico 

teste covid sorologico

Esses testes devem ser feitos geralmente no oitavo dia da data de início dos sintomas, pois precisa haver já produção de anticorpos, principalmente o IgM. 

Esses testes são realizados diretamente em laboratórios através da obtenção de amostrar de soro que é feita através da coleta de sangue. 

Como funciona? 

Na verdade, esse teste de covid não detecta o vírus em si, mas a presença de anticorpos, que é a resposta do nosso organismo ao vírus. Por isso, ela identifica quem já teve a doença ou contato com o vírus Sars-Cov-2 . 

O teste sorológico é realizado a partir de diferentes tecnologias. O imunoensaio enzimático (ELISA) revela a presença de IgA e  IgG. Já o sorológico por quimioluminescência (CLIA) é baseado na emissão de luz produzida por reações químicas e discrimina IgM (fase aguda da doença) e IgG (os anticorpos de memória). A sorologia eletroquimioluminescência (ECLIA), por sua vez, identifica os anticorpos totais, sem fazer diferenciação entre eles.  

Quando fazer? 

Após alguns dias do aparecimento da doença, a quantidade de vírus vai diminuindo e começam a surgir os anticorpos – por essa razão, nesse exame a amostra de sangue deve ser coletada após sete ou dez dias do início dos sintomas.

Esses testes são feitos na rede pública quando o paciente procura unidades com sintomas da doença. Também está disponível nas principais redes de laboratórios privados. 

Os resultados são seguros? 

O teste de covid sorológico tem uma sensibilidade menor para o diagnóstico da doença quando comparado ao RT-PCR. Principalmente se for feito logo no início dos sintomas, pode ser que dê um falso negativo, por conta de anticorpos ainda não suficientes. 

Ainda em alguns casos pode ser que o resultado dê um falso positivo para Covid-19, sendo que existe presença de anticorpos para outros vírus como o H1N1, por exemplo. Isso é raro, mas pode acontecer. 

Os resultados costumam sair em dois a três dias. 

Teste de covid rápido 

teste covid rápido

Esses chamados “testes rápidos” tem um nome mais técnico que é “imunocromatografia de fluxo lateral”. Ele tem essa denominação pela alteração de cor do sangue coletado quando entra em contato com o reagente. 

Como funciona? 

A amostra é coletada por meio de uma pequena incisão na ponta do dedo e colocada em um kit, similar àqueles aparelhos para medir a glicemia no sangue dos diabéticos. Então, basta aguardar e ver a indicação visual do resultado. 

Quando fazer? 

Caso esteja com sintomas leves e queira ter uma resposta mais rápida. Esses testes estão disponíveis em farmácias e você mesmo pode aplicar seguindo as instruções. 

Ideal para investigação de grandes grupos da população, fornecendo informação a gestores de saúde na hora de elaborar a reabertura das atividades.   

Os resultados são seguros? 

A confiabilidade desse teste de covid varia muito e pode apresentar alta taxa de falso negativo. Ou seja, eles têm menor sensibilidade e há um risco da pessoa ter sido exposta ao vírus, mas apresentar um resultado negativo, principalmente em população de baixa prevalência. 

Os resultados costumam sair em poucos minutos e não exige aparato laboratorial.

Outros testes de Covid 

testes para diagnostico de covid

Teste de Covid POCT-PCR 

A sigla significa “Point of Care Test” e esse teste é uma variação do teste acima. Também é feito com a coleta da secreção do nariz e garganta através do swab. A diferença é que esse resultado sai em poucos minutos. É realizado em laboratórios hospitalares. 

Sequenciamento genético (Sanger) 

Esse teste é realizado exclusivamente por laboratórios da rede Dasa. O teste usa uma metodologia de sequenciamento e não precisa de reagentes para extrair o RNA do vírus. Ele tem a mesma precisão do RT-PCR. 

CRISPR

Igualmente disponível apenas na Dasa e com acurácia também semelhante ao RT-PCR, trata-se de uma técnica de edição gênica que demanda menos tempo para flagrar o RNA do vírus – cerca de uma hora. cerca de uma hora. O material biológico é coletado da mesma forma que o RT-PCR. 

Agora que você já sabe mais sobre como funcionam os testes, você pode ler também nossos outros conteúdos relacionados:

Fontes: https://saude.abril.com.br/medicina/testes-do-novo-coronavirus/

https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/65-como-funcionam-os-testes-para-coronavirus

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7 dicas para abrir um consultório de sucesso

Quer abrir um consultório de sucesso, mas não sabe por onde começar? Em um mercado cada vez mais competitivo, os profissionais da área da saúde precisam ficar atentos ao que funciona e o que não é mais válido na hora de ter um consultório e fazer a captação de pacientes. Por isso, confira neste post, as 7 dicas para abrir um consultório de sucesso.

Nos últimos anos, os consultórios médicos cresceram no Brasil, o que aumentou a competitividade do setor, o que traz mais desafios, mas também melhora as oportunidades e permite inovar. 

Com isso, quem ganha é o paciente, que tem cada vez mais opções de qualidade para receber atendimento médico e ter acompanhamento de sua saúde, e também os profissionais que atuam de forma inovadora, atraindo mais pacientes para o seu consultório. 

Como abrir seu próprio consultório?

Para abrir um consultório próprio é necessário cumprir algumas etapas, como a obtenção de licenças em órgãos públicos, como alvará de funcionamento, autorização do corpo de bombeiros, licença da vigilância sanitária, CNES e também o certificado da LIMPURB.

Quanto custa abrir um consultório médico?

O custo para abrir um consultório médico varia de acordo com diversos fatores e especialidade médica. Os valores podem variar bastante, a partir de 100 mil, em média para um consultório inicial e passar de 800 mil, conforme o tamanho, quantidade de profissionais, equipamentos e estrutura necessária. 

Não se esqueça de consultar um contador para ajudar nesta etapa, pois o planejamento contábil e tributário é essencial para todos os tipos de empresas, inclusive para os consultórios médicos. 

Como abrir consultório pessoa física?

consultório

Para abrir um consultório pessoa física, é preciso dos documentos pessoais, como comprovante de residência, RG e CPF. O registro é feito no próprio nome

Confira agora, nossas 7 dicas para abrir um consultório de sucesso.

1. Escolha um local adequado

O local faz toda a diferença na hora de abrir um consultório de sucesso, pois é necessário que ele seja de fácil acesso aos pacientes e que ofereça as comodidades para garantir um bom atendimento. 

Se o público-alvo do seu consultório utiliza mais transporte público para chegar até o local, é preciso escolher um imóvel que fique perto desses transportes, facilitando o acesso. 

Agora, se o público é variado, além de pensar nos transportes públicos, é necessário também pensar se o local fica perto de vias de acesso a veículos, que ofereçam segurança e, dependendo, até estacionamento próprio. 

Caso o consultório seja para atender público com poder aquisitivo maior, é necessário que o local seja em um bairro nobre da cidade, com todas as comodidades para atender as exigências desses pacientes. 

2. Verifique a estrutura necessária

Verificar a estrutura necessária é outro ponto importante para abrir um consultório de sucesso. 

Assim, verifique os equipamentos necessários, quantidades de salas, e outros itens que fazem parte da estrutura de um consultório do mesmo segmento e com as mesmas características que pretende abrir o seu. 

Depois de definir a estrutura e outros pontos importantes, já é possível iniciar a montagem. Os recursos necessários para cada etapa da obra devem ser verificados com antecedência, para evitar atrasos na entrega do consultório. 

Um consultório bem construído, com decoração moderna e bem cuidado transmite mais segurança e conforto para os pacientes, que verificam esses pontos depois da consulta, sendo uma forma de fidelização,

3. Tenha um planejamento de custos

O planejamento de custos também não deve ser menosprezado na hora de abrir um consultório. Saiba quanto é preciso para abrir um consultório conforme o tipo e nível de estrutura desejada.

Alguns custos são comuns e devem ser colocados no planejamento do consultório, como os que são recorrentes, chamados de custos fixos, como:

  • Aluguel do imóvel do consultório
  • Folha de pagamento dos colaboradores
  • Conta de consumo da energia elétrica
  • Conta de consumo de água
  • Internet

Lembre-se: a legalização de uma empresa envolve diversos custos que não podem ser ignorados durante o planejamento, alguns deles são: 

  • Alvará de funcionamento solicitado na prefeitura
  • Licença da Vigilância Sanitária
  • Certificado da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana
  • Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNS)

4. Separe a documentação necessária

Abrir um consultório envolve também uma parte burocrática que precisa ser realizada corretamente. Por isso, separe a documentação exigida para abrir esse tipo de estabelecimento. 

Para evitar transtornos, a documentação também deve ser separada com antecedência, evitando que o consultório seja impedido de funcionar devido a falta de algum documento necessário. 

5. Defina seu público-alvo

 O público-alvo da clínica também precisa ser definido com antecedência, afinal, é a partir dessa definição que outras ações podem ser decididas, desde o local que a empresa será instalada até a infraestrutura necessária para atender os pacientes. 

Atender pacientes requer todo um cuidado específico e, ao definir o público-alvo é a garantia que o consultório atenderá as necessidades dos pacientes. 

6. Monte a sua equipe

Para abrir um consultório de sucesso, é necessário contar com profissionais competentes para fazer parte da equipe. Assim, faça a seleção com bastante antecedência para começar o atendimento.

O ideal é verificar com outros colegas que já possuem um consultório e saber quais são os profissionais essenciais para ter em sua equipe. 

Para montar a equipe, você pode escolher tanto contratar por indicação de outros profissionais, quanto utilizar as seguintes formas de contratação:

  • Divulgação de vagas em portais de emprego
  • Realizar testes de personalidade, habilidades e entrevista
  • Verificar se o profissional lida bem com a tecnologia

Atualmente, os profissionais precisam ter noções em outras áreas que vão além da saúde, seja a equipe de médicos e profissionais da saúde, ou do administrativo e operacional, dominar a tecnologia é essencial para que o dia a dia no consultório seja realizado com dinamismo e segurança. 

Dessa forma, todos os que fazem parte da equipe devem saber utilizar as ferramentas tecnológicas necessárias para desenvolver suas atividades laborais. 

7. Faça o planejamento financeiro do consultório

Fazer o planejamento financeiro do consultório também é necessário. Para isso, tenha um fluxo de caixa organizado, faça a categorização dos gastos e o acompanhamento contínuo da parte financeira do consultório e evite transtornos e imprevistos. 

Agora que já sabe como abrir um consultório de sucesso, siga as nossas dicas e nos acompanhe para ficar sempre por dentro de novidades e conteúdos. 

Por que a imunização é tão importante? 10 Motivos Para Se Vacinar

Você sabia que a imunização através da vacina evitam 3 milhões de mortes todos os anos ao redor do mundo? A vacinação é a coisa mais importante que podemos fazer por nós mesmos e pelo próximo. 

Doenças como varíola, poliomielite e tétano que costumavam matar ou incapacitar milhões de pessoas desapareceram ou foram controladas por conta da vacina. Outras doenças como sarampo e difteria também foram reduzidas quase que completamente desde o surgimento da vacina e da sua aplicação na população.

O mesmo vale para o Covid-19, a nova doença que já matou mais de 500 mil pessoas no Brasil e mais de 4 milhões no mundo, que pode ser controlada através da imunização. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou a hesitação à vacina como uma das maiores ameaças à saúde global. A hesitação vacinal ocorre quando as pessoas com acesso às vacinas atrasam ou recusam a imunização.

Ter uma vacina também beneficia toda a comunidade por meio da “imunidade de rebanho”.

Se um número suficiente de pessoas for vacinado, é mais difícil para a doença se espalhar para as pessoas que não podem tomar as vacinas. Por exemplo, pessoas que estão doentes ou com o sistema imunológico enfraquecido.

E se você ainda tem dúvidas sobre isso, veja 10 motivos para se vacinar!

1- As doenças não desaparecem sozinhas 

Os vírus e bactérias que causam doenças e morte ainda existem e podem ser transmitidos para aqueles que não estão protegidos pelas vacinas. Embora muitas doenças não sejam comuns no Brasil, as viagens globais facilitam a propagação de doenças e se você não estiver vacinado contra elas, poderá correr riscos e levar a doença para outras pessoas do seu convívio. 

2- As vacinas ajudam a te manter saudável 

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendam vacinas durante toda a vida para proteger contra muitas infecções. Quando você pula as vacinas, fica vulnerável a doenças como herpes zoster, doença pneumocócica, gripe e HPV e hepatite B, ambas as principais causas de câncer.

3- As vacinas são tão importantes para a sua saúde quanto dieta e exercícios 

Assim como comer alimentos saudáveis, praticar exercícios e fazer check-ups regulares no médico, as vacinas desempenham um papel vital para mantê-lo saudável. As vacinas são um dos cuidados preventivos mais convenientes e seguros disponíveis.

4- A vacinação pode significar a diferença entre a vida e a morte 

As infecções evitáveis ​​por vacinas podem ser mortais. Para se ter uma ideia, todos os anos nos EUA, antes da pandemia de COVID-19, aproximadamente 50.000 adultos morriam de doenças evitáveis ​​por vacinas. Esse é mais um motivo que prova a importância da imunização. 

5- As vacinas são seguras 

Existe um processo de aprovação robusto para garantir que todas as vacinas licenciadas para uso sejam seguras. Os potenciais efeitos colaterais associados às vacinas são incomuns e muito menos graves do que as doenças que elas previnem. Por isso, diferente do que muitas pessoas pensam e das fake news propagadas, as vacinas são sim super seguras. 

6- As vacinas não causarão as doenças que foram desenvolvidas para prevenir 

As vacinas contêm vírus mortos ou enfraquecidos, tornando impossível se infectar com a vacina, ela está justamente para fazer o movimento contrário e fortalecer seu sistema imunológico. 

7- Pessoas jovens e saudáveis ​​também podem ficar muito doentes 

Bebês e adultos mais velhos correm maior risco de infecções e complicações graves, mas as doenças evitáveis ​​por vacinas podem atingir qualquer pessoa. Se você é jovem e saudável, a vacinação pode ajudá-lo a permanecer assim. 

8- Doenças evitáveis ​​por vacinas são caras 

As doenças não apenas impactam diretamente os indivíduos e suas famílias, mas também custam caro para a sociedade como um todo. Uma doença gripal média pode durar até 15 dias, normalmente com cinco ou seis dias perdidos no trabalho ou na escola. Os adultos que contraem hepatite A perdem em média um mês de trabalho.

9- Quando você fica doente, seus filhos, netos e pais podem estar em risco também 

Os adultos são a fonte mais comum de infecção por coqueluche (tosse convulsa) que pode ser mortal para os bebês. Ao ser vacinado, você está protegendo a si mesmo e sua família, bem como aqueles em sua comunidade que podem não ser vacinados.

10- Sua família e colegas de trabalho precisam de você 

A cada ano, milhões de adultos adoecem devido a doenças evitáveis ​​por vacinas, fazendo com que faltem ao trabalho e deixando-os incapazes de cuidar de seus dependentes, incluindo seus filhos e / ou pais idosos. Por isso, vacinar também é uma questão de responsabilidade social, financeira e profissional. 

Se você quiser se aprofundar mais sobre o assunto, recomendo fortemente a leitura desses outros artigos informativos sobre imunização e vacinas:

Fontes: https://www.nfid.org/immunization/10-reasons-to-get-vaccinated/

https://www.nhs.uk/conditions/vaccinations/why-vaccination-is-safe-and-important/

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Como armazenar medicamentos na câmara de vacina?

Já sabemos que as vacinas devem ser corretamente armazenadas para aplicação. Para garantir isso é necessário contar com uma câmara de vacina eficiente para essa armazenagem e evitar desperdício e perda de imunizantes, como já aconteceu em algumas partes do Brasil.

Os medicamentos são essenciais para proteger a saúde da população e prevenir o aparecimento de doenças. Não é a toa que tomamos vacinas desde os primeiros meses de vida e isso é continuado ao longo de toda vida.

Além das vacinas que já costumamos tomar e conhecer, existem aquelas que vão surgindo de acordo com novas doenças. Esse é o caso das vacinas para Covid-19, que estão com força total. Se essas vacinas, tão importantes e esperadas por todos, forem mal acondicionadas ou estarem expostas a oscilações de temperatura, elas podem estragar ou causar efeitos adversos nos pacientes.

Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde tenham pleno conhecimento da correta armazenagem e contem com equipamentos adequados para tal função, como é o caso da câmara de vacina. 

Leia também nosso artigo sobre correta conservação de vacinas

O que é a Rede Frio do PNI? 

Como as vacinas são consideradas medicamentos imunológicos termolábeis, ou seja, que são sensíveis as diferenças de temperatura, elas requerem cuidados específicos e especiais para sua preservação. 

Pensando nisso, foi criado um regulamento chamado Rede de Frio, que é um sistema do PNI (Programa Nacional de Imunização) responsável por essa regulamentação dos processos envolvidos na cadeia de frio. 

E quais são esses processos? 

A manutenção em baixas temperaturas, a garantia da qualidade, eficácia e segurança dos produtos imunobiológicos seja dentro do laboratório, no hospital ou ainda no transporte de um lugar ao outro até ser administrado ao paciente. 

Esse sistema e regulamento orienta os profissionais da área sobre o transporte, recebimento, armazenamento, conservação, distribuição e manipulação. 

Exigências da Rede de Frio 

Na instância local, ocorre o processo operacional de vacinação nas unidades da Rede de Atenção Básica de Saúde e hospitais, que devem contar com uma sala de vacinação. O armazenamento das vacinas nessas salas deve ser feito em câmara de vacina ou outros equipamentos de refrigeração apropriados e em condições adequadas: 

  • Os equipamentos de refrigeração devem ter volume suficiente para um mês de armazenamento;  
  • As salas de vacinação devem ser climatizadas;  
  • As condições de armazenamento devem estar de acordo com as especificações do laboratório produtor, segundo seu tipo, composição, forma farmacêutica e apresentação;  
  • Na sala de vacinação, os imunobiológicos são armazenados em temperaturas positivas que variam de +2°C a +8°C;  
  • Os equipamentos de armazenamento devem ser de uso exclusivo dos imunobiológicos;  
  • A temperatura deve ser diariamente aferida, no início e no fim do dia, através de um termômetro calibrado e de um conjunto de operações padronizadas;  
  • Refrigeradores de uso doméstico não são indicados para o armazenamento de imunobiológicos;  
  • O sistema de refrigeração deve possui alarme para indicar temperaturas fora da faixa de armazenamento dos imunobiológicos;  
  • O equipamento de refrigeração deve ficar longe da radiação solar;  
  • A porta do aparelho de refrigeração deve ficar constantemente fechada;  
  • As vacinas devem ficar sempre nas prateleiras centrais e nunca nas inferiores e na porta.  
  • Na apresentação multidose, deve ser observada a data de validade após a abertura do frasco, preconizada na bula. 

Dúvidas frequentes sobre vacinas 

A vacina pode ser congelada? 

Alguns tipos de vacinas não devem ser congelados, pois perdem sua potência e imunização em caráter permanente. Alguns exemplos são as vacinas inativadas e as que contêm derivados de hidróxido de alumínio. Nesse caso, elas deverão ser descartadas após congelamento. As vacinas contra covid recebem a mesma orientação de serem descartadas caso sejam congeladas. 

O que fazer se a câmara de vacina para de funcionar? 

Quando alguma vacina for submetida à mudança de temperatura, principalmente mais elevada do que foi estabelecida para sua conservação é necessário encaminhá-las para laboratórios especializados para verificação de sua estabilidade. Porém, nesses casos abaixo elas devem ser imediatamente descartadas:

  • Frascos abertos;
  • Exposição anteriores à variação de temperatura;
  • Exposição igual ou acima de 25°C por mais de 24h;
  • Validade do lote inferior a 6 meses.

Se tiver outras dúvidas, leia essas matérias abaixo:

Caso esteja precisando de câmara de vacina, acesse aqui e confira nossas opções. Qualquer dúvida entre em contato!

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Como oferecer mais segurança à equipe médica na pandemia?

Um nível adequado e seguro da equipe médica é crucial para manter o atendimento ao paciente durante a pandemia de COVID-19. A equipe de saúde da linha de frente avalia e gerencia pacientes com COVID-19, pacientes que apresentam emergências não relacionadas ao COVID-19 e pacientes com rotina essencial necessidades de cuidados. 

Um dos maiores riscos para o sistema de saúde é uma alta taxa de infecção por síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) entre os profissionais de saúde e a consequente falta de pessoal qualificado para garantir uma resposta local ou regional funcional para a pandemia.

Este risco foi aumentado pela necessidade de aumento rápido da capacidade da unidade de terapia intensiva (UTI) nas regiões afetadas, a redistribuição de pessoal clínico para posições de linha de frente (por exemplo, UTIs ou enfermarias COVID-19) e recrutamento de equipe médica menos experiente (por exemplo, estudantes recém-qualificados ou pessoal de saúde mudando de sua especialidade) para a força de trabalho em resposta à pandemia.

A equipe médica pode adquirir o SARS-CoV-2 no trabalho por meio do contato direto ou indireto com pacientes infectados ou outros profissionais de saúde, ou como resultado de uma transmissão contínua na comunidade. 

A transmissão comunitária do SARS-CoV-2 é direcionada por medidas de saúde pública, enquanto a infecção pelo paciente ou contato do profissional de saúde é principalmente abordada por medidas de prevenção e controle de infecção (IPC). No entanto, as fontes de infecção podem não ser claras e essa incerteza pode ter efeitos negativos na força de trabalho clínica. As medidas de IPC são extensas em hospitais que administram pacientes infectados com SARS-CoV-2 e, de modo geral, incluem limpeza e desinfecção rigorosas para reduzir a contaminação ambiental e o uso de equipamento de proteção individual (EPI) e isolamento.

Recomendações nacionais e internacionais para avaliação de risco e gerenciamento da equipe médica em hospitais que trabalham com pacientes infectados com SARS-CoV-2 são detalhadas e estão disponíveis publicamente.

No entanto, as recomendações podem não ser facilmente transferíveis porque os sistemas são altamente variáveis ​​em termos de sua estrutura e composição da força de trabalho.

As orientações disponíveis podem se tornar rapidamente inadequadas quando a situação na linha de frente da prestação de cuidados de saúde muda continuamente. Portanto, recomendações gerais precisam ser traduzidas em soluções pragmáticas e aplicáveis ​​localmente. Aqui, delineamos e discutimos possíveis abordagens para informar o desenvolvimento de políticas locais relacionadas à exposição e gerenciamento da equipe médica durante a pandemia de COVID-19.

Risco de infecção por SARS-CoV-2 na força de trabalho clínica 

Sabe-se que várias doenças virais emergentes tiveram um grande efeito na equipe médica, o que está sendo observado também com o SARS-CoV-2.11,12. Em uma série de casos iniciais em Wuhan, China, 29% dos pacientes com SARS-CoV -2 eram profissionais de saúde e presume-se que contraíram a infecção no hospital.

As mortes entre profissionais de saúde infectados com SARS-CoV-2 são raras e afetaram principalmente pessoas com mais de 50 anos.

Tragicamente, a saúde – trabalhadores da área de saúde recontratados após a aposentadoria para ajudar na linha de frente têm comumente experimentado a mortalidade mais alta em comparação com seus colegas em idade produtiva.

Com uma compreensão cada vez maior da doença, a proporção de trabalhadores de saúde que contratam COVID-19 no hospital diminuiu, mas são necessárias medidas rigorosas de IPC e vigilância contínua.

O perfil de risco de exposição e infecção de SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde difere substancialmente de outros grupos. Em enfermarias ou hospitais de COVID-19 designados, a equipe médica corre alto risco de infecção. 

A exposição potencial ao SARS-CoV-2 é inerente ao seu trabalho e é evitada apenas por uma excelente adesão a todas as medidas de IPC, incluindo o uso de EPI adequado. Há incerteza sobre qual é o EPI ideal, mas está claro que a aplicação padronizada e rigorosa do EPI e outras medidas de IPC pode reduzir drasticamente as transmissões nosocomiais.

A equipe médica tende a entrar em contato com pacientes e colegas que apresentam sintomas atípicos, poucos ou nenhum sintoma, embora ainda sejam altamente contagiosos.

Uma alta proporção desses indivíduos estará presente no hospital, inclusive em áreas com consciência insuficiente ou necessidade identificada de medidas de IPC, à medida que o vírus se espalha. É necessária atenção especial para a equipe médica que cuida de pacientes altamente dependentes e que vivem em instalações de cuidados de longa duração, que podem ser construídas para se assemelharem a ambientes domésticos, comprometendo a capacidade de aplicar EPI rigoroso e outras medidas de IPC semelhantes. 

A presença de profissionais de saúde oligossintomáticos infectados com SARS-CoV-2 em situações em que o EPI não é normalmente aplicado, como reuniões programadas, grandes rodadas, eventos educacionais e intervalos, se tornará mais provável à medida que a pandemia progride.

Finalmente, com o aumento da transmissão na comunidade, o maior risco de exposição ao SARS-CoV-2 da equipe médica pode ser fora do hospital. Muitas pessoas da equipe médica irão contrair SARS-CoV-2 por meio de interações com membros da família infectados ou outros contatos próximos, ou da comunidade em áreas com transmissão ativa e não mitigada.

Uso impróprio de EPI, adesão abaixo do ideal às medidas de IPC e ter um membro da família com COVID-19 pode dobrar ou triplicar o risco de infecção de SARS-CoV-2 subsequente por trabalhador de saúde. Um estudo detalhado da prevalência de SARS-CoV-2 entre trabalhadores de saúde levemente sintomáticos em hospitais holandeses mostra que muitas infecções foram provavelmente adquiridas na comunidade.

Estratificação de risco de infecção por SARS-CoV-2 

Definir o risco de um profissional de saúde ser infectado com SARS-CoV-2 pode ser o primeiro passo para selecionar a abordagem de monitoramento e avaliação mais adequada.

As categorias de risco para exposições em hospitais são frequentemente com base no tipo de contato que ocorreu e se o EPI foi usado de forma consistente e adequada. Especificações adicionais às vezes são incluídas em algoritmos de avaliação de risco – por exemplo, presença durante procedimentos de geração de aerossol ou distância exata de pacientes com COVID-19 (geralmente mais perto ou mais longe que 2 m).

Focar na adesão ao EPI implica que o EPI ideal para todas as situações de contato potencial seja conhecido e esteja disponível. No entanto, o efeito do EPI ideal e outras medidas de IPC está sendo debatido porque evidências robustas para combinar as intervenções de EPI e IPC com o perfil de risco de uma determinada exposição são escassas.

Exposições ao SARS-CoV-2 através de casos comunitários colegas infectados podem ser frequentes dependendo da fase do surto. A avaliação do risco de exposição da equipe médica, em nossa opinião, será mais útil em fases epidêmicas com baixas taxas de transmissão na comunidade. Em todas as outras situações, toda a equipe médica deve ser considerada com risco moderado a alto de contrair SARS-CoV-2, especialmente quando medidas estendidas de IPC, incluindo algum uso de EPI, não podem ser implementadas para todos os contatos com pacientes e interações da equipe. 

Os dados que mostram que a eliminação viral e a transmissão potencial de SARS-CoV-2 podem ocorrer 2-3 dias antes do início dos sintomas destacam a importância do uso de EPI adequado em hospitais durante as fases de alta incidência de SARS-CoV-2. Portanto, EPI apropriado para risco e a adesão ideal às medidas de IPC reduzirá o risco de infecção do profissional de saúde àquela encontrada na comunidade.

Monitoramento da equipe médica em risco de SARS-CoV-2 

A orientação fornecida pelo Peking Union Medical College Hospital (Pequim, China) sugere que toda a equipe médica de saúde em contato próximo com pacientes com COVID-19, independentemente do uso de EPI, devem ser submetidos a testes de PCR nasofaríngeo e orofaríngeo e um hemograma completo após um teste não especificado bloco período de trabalho na área designada.

Outras decisões de gerenciamento são determinadas pelos resultados desses testes, mas, se negativos, os profissionais de saúde são monitorados por 1 semana e podem retomar o trabalho após esse período se assintomáticos.

Chamadas foram feitas pela equipe médica para melhorar a disponibilidade de testes para a equipe médica assintomática e permitir a triagem. Em nossa opinião, essa abordagem tem a desvantagem de exigir avaliação muito frequente, visto que o teste intermitente pode não capturar SARS assintomático -CoV-2 indivíduos positivos. 

Por exemplo, em uma série de casos de 13 pacientes com infecção assintomática por SARS-CoV-2, oito foram RT-PCR negativos até 14 dias após a primeira identificação de SARS-CoV-2 e poderiam ter passado despercebidos na triagem quinzenal. 

Uma alternativa ao teste de PCR intermitente é adotar uma abordagem responsiva para monitorar os profissionais de saúde. A maioria dos sistemas nacionais de monitoramento incorpora alguma forma de (auto) triagem diária para febre e avaliação de sintomas respiratórios.

Documentação rigorosa e requisitos de relatórios são um fardo adicional para a equipe médica de saúde que já estão sobrecarregados pelas demandas de cuidados ao paciente. O monitoramento ativo dos sintomas por autoridades de saúde pública ou seus delegados de profissionais de saúde considerados em risco de infecção de SARS-CoV-2 em saúde ocupacional não é viável, uma vez que uma epidemia está na fase exponencial. 

O automonitoramento e os relatórios são mais viáveis, mas devem ser combinados com uma excelente comunicação dos oficiais de saúde ocupacional para garantir que a equipe médica se sinta devidamente apoiada e tenha um ponto de contato para discutir quaisquer preocupações ou perguntas. 

O acesso de limiar muito baixo à saúde ocupacional para relatar quaisquer sentimentos de doença é crucial. Os profissionais de saúde podem estar preocupados se tais sintomas podem indicar infecção por SARS-CoV-2 e podem relutar em relatar sintomas leves porque sentem que estão sobrecarregando o sistema. Além disso, mesmo os sintomas leves podem ser indicativos de infecção por SARS-CoV-2, conforme mostrado quando o acesso aprimorado (em que todas as pessoas com quaisquer sintomas respiratórios ou sintomas generalizados sugestivos de uma infecção são convidadas para o teste) ao teste foi disponibilizado para um grupo de hospitais na Holanda.

O acesso direto à saúde ocupacional tem a vantagem adicional de permitir alguma triagem psicossocial do efeito do trabalho durante a pandemia COVID-19.

Confirmando a infecção por SARS-CoV-2: avaliação diagnóstica de profissionais de saúde

Os testes devem ser amplamente disponibilizados para profissionais de saúde sintomáticos e equipes auxiliares de assistência médica aguda. A importância de apoiar o acesso da equipe médica aos testes de SARS-CoV-2 em caso de sintomas não pode ser subestimada, particularmente quando a fonte de infecção muda de pacientes individuais que são claramente identificáveis ​​para transmissão viral generalizada. As interações com colegas que também apresentam risco aumentado de exposição e infecção podem ser classificadas como procedimentos de alto risco.

Durante o período de transmissão comunitária não mitigada no Reino Unido, o acesso a testes para profissionais de saúde, incluindo aqueles com sintomas, não podia ser garantido em um momento em que a força de trabalho médica estava sob forte pressão de casos crescentes de SARS-CoV-2. Após a implantação em um único fundo do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, 18% da equipe sintomática testou positivo para SARS-CoV-2 nas primeiras 2 semanas de teste disponível, mostrando que há potencialmente um grande grupo de indivíduos infectados trabalhando em hospitais em um ambiente com transmissão comunitária sustentada.

Muitos países priorizam os profissionais de saúde para o teste de SARS-CoV-2, geralmente com base nos sintomas relatados e independentemente de uma exposição confirmada. Por exemplo, a Suíça e a Holanda recomendam acesso rápido ao teste de PCR SARS-CoV-2 e aos resultados para profissionais de saúde porque essas informações são usadas para a tomada de decisão sobre o envio de equipe médica.

Tomada de decisão sobre a remoção e retorno do funcionário ao trabalho 

A abordagem mais adequada para gerenciar a remoção e o retorno ao trabalho dos profissionais de saúde depende da estratégia de saúde pública perseguida (isto é, contenção ou mitigação) e das pressões atuais sobre o sistema de saúde.

Durante a contenção, quarentena e isolamento padrão também devem ser aplicados aos profissionais de saúde, visto que é improvável que uma provisão especial para a equipe médica seja necessária ou útil. A realocação prematura de trabalhadores de saúde em quarentena ou isolados provavelmente será necessária apenas em casos excepcionais – por exemplo, para pessoal altamente especializado.

Quando o teste de todos os indivíduos sintomáticos não pode ser garantido, como costuma ser o caso em uma fase de mitigação, o teste PCR de profissionais de saúde sintomáticos deve ser priorizado e pode ser usado para reduzir o esgotamento da força de trabalho causado pela quarentena e isolamento de profissionais de saúde sintomáticos.

As pressões sobre um determinado sistema de saúde são consideráveis; entretanto, é difícil justificar um status especial para a equipe médica de uma perspectiva de saúde pública devido à natureza bidirecional das infecções por SARS-CoV-2 entre esse grupo. Embora os profissionais de saúde possam adquirir o SARS-CoV-2 no trabalho, introduzindo a transmissão na comunidade, eles também podem levar o SARS-CoV-2 para o hospital após exposições na comunidade. O teste de PCR da equipe médica em quarentena assintomáticos fornecerá falsa segurança para indivíduos expostos com resultados negativos iniciais que desenvolvem a doença posteriormente no período de quarentena definido.

O papel do teste de PCR é diferente para indivíduos sintomáticos. Os períodos de isolamento domiciliar variam de um mínimo de 7 dias (sob certas condições) na França e no Reino Unido, a 14 dias na Alemanha e Itália, e o isolamento é frequentemente recomendado independentemente de o SARS-CoV-2 ter sido identificado por teste. Na maioria dos casos, um requisito adicional de pelo menos 48 horas sem sintomas antes de encerrar o isolamento também é especificado. Na Holanda, profissionais de saúde infectados que são considerados essenciais para o cuidado de pacientes com COVID-19 podem retornar ao trabalho após 24 horas sem sintomas, portanto, períodos de isolamento mais curtos são concebíveis.

O teste PCR da equipe médica deve ser usada para garantir que o isolamento da equipe sintomática seja limitado a indivíduos que foram confirmados como SARS-CoV-2 positivos. 

Em alguns casos, o teste de PCR é recomendado para apoiar o rápido retorno ao trabalho de profissionais de saúde infectados se eles se tornarem negativos na PCR antes de decorrido o período de isolamento. Por exemplo, a orientação alemã recomenda que os profissionais de saúde que precisaram de tratamento hospitalar possam voltar ao trabalho imediatamente se dois testes PCR com pelo menos 24 horas de intervalo forem negativos. Na Suíça, novo teste de profissionais de saúde infectados com SARS- O CoV-2 no final do período de isolamento é proposto para aqueles que trabalham em áreas de alto risco (hemato-oncologia, UTIs, unidades de transplante) e aqueles com doença prolongada.

Há uma incerteza considerável sobre a relevância da detecção prolongada de SARS-CoV-2 em testes de PCR para transmissibilidade; portanto, a função de repetir o teste para determinar a redistribuição da equipe médica após a infecção por SARS-CoV-2 não está clara. Para profissionais de saúde com infecção confirmada de SARS-CoV-2, o teste no final do período de isolamento às vezes é usado para confirmar a adequação para o retorno ao trabalho, geralmente com dois testes de PCR com pelo menos 24 horas de intervalo.

No entanto, na prática, essas recomendações são problemáticas. Um estudo comparando o teste de RT-PCR e a cultura de vírus descobriu que os pacientes com sintomas leves eram positivos por RT-PCR por até 28 dias, enquanto nenhum vírus infeccioso poderia ser recuperado após o dia 10 após o início da doença. Portanto, um algoritmo baseado em sintomas que informa quando os trabalhadores de saúde isolados devem retornar ao trabalho parece ser melhor quando os trabalhadores de saúde expostos ou infectados são considerados cruciais para a manutenção do serviço e longos períodos de quarentena ou isolamento não são viáveis. Estudos estão em andamento para avaliar o possível papel da sorologia como um marcador de eliminação viral em pessoas com doença leve.

Conclusão 

Recomendações específicas para monitorar profissionais de saúde quanto a infecção potencial por SARS-CoV-2 devem estar disponíveis para todos os funcionários que estão esperando ver ou atualmente tratando de pacientes com COVID-19. Acreditamos que, em uma fase de contenção estrita com baixos níveis de circulação na comunidade, as estratégias de manejo devem estar alinhadas com aquelas definidas para membros expostos e infectados do público em geral, o que significa que a quarentena e o isolamento serão aplicados com rigor. 

Dado que os surtos colocam uma pressão excessiva no sistema de saúde, é improvável que sejam necessárias ou justificáveis ​​disposições especiais para a equipe médica. No entanto, além desse estágio, algoritmos para reimplantação acelerada de profissionais de saúde moderadamente sintomáticos podem ser necessários para salvaguardar níveis adequados de pessoal para atendimento ao paciente, e um limite muito baixo para acesso a testes deve ser instituído para apoiar isso. 

Claramente, os profissionais de saúde que retornam ao trabalho devem priorizar seu bem-estar clínico e psicológico e a consequente capacidade de reingressar no ambiente de trabalho. De modo geral, observou-se que a equipe médica é extremamente dedicada a garantir que seus pacientes sejam tratados de forma adequada em circunstâncias muito difíceis. 

Apoiar os profissionais de saúde no automonitoramento e autocuidado, proporcionando acesso fácil a diagnósticos e apoio médico e psicossocial e oferecendo orientações claras para uma transição segura e oportuna de volta ao trabalho fortalecerá o atendimento ao paciente como um todo e poderá, em última instância, melhorar resultados para muitos pacientes e equipe médica.

* Estudo traduzido do artigo: https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30458-8/fulltext

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Como a tecnologia está mudando os rumos da odontologia

Nas últimas décadas o desenvolvimento da tecnologia tem crescido de forma exponencial, e os benefícios têm abrangido as mais diversas áreas, inclusive, a odontologia.

Os frutos desse avanço tecnológico têm se mostrado efetivos e convenientes, tanto para os pacientes quanto para os consultórios, que agora podem desfrutar de uma maior facilidade, agilidade e modernização dos processos e atendimentos.

Novos procedimentos e novas tecnologias

Muitos pacientes, lamentavelmente, ainda apresentam o medo de ir ao dentista e realizar procedimentos odontológicos, desde a remoção de cáries até o clareamento dental.

No entanto, as novas tecnologias – que têm sido cada vez mais presentes nos consultórios –, podem servir para mudar esse cenário.

1.   Aparelho transparente

Segundo a Sociedade Brasileira de Odontologia e Estética (SBOE), a procura por tratamentos cosméticos tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.

Essa busca por dentes mais bonitos e alinhados têm resultado em avanços notáveis para a área da dentística, que otimizaram diferentes procedimentos ao longo dos anos.

O aparelho transparente é uma dessas evoluções que proporciona resultados rápidos e mais confortáveis para o paciente.

Além disso, por ser moldado digitalmente em um material invisível, é mais discreto e deixa o paciente mais confortável com a própria aparência durante o período de tratamento.

Utilizado como método para corrigir as anomalias com a mordida, o aparelho ortodôntico transparente pode ser removível. Essa característica facilita a higienização e o uso do fio dental, diminuindo a ocorrência dos típicos problemas de inflamação gengival.

2.   Facetas de porcelana

As facetas de porcelana têm ganhado bastante notoriedade graças às redes sociais e a busca pelo sorriso perfeito e simétrico.

Também conhecida como lente de contato dental, o tratamento para a aplicação de placas ultrafinas de cerâmica, ao redor dos dentes originais, demora apenas três sessões para ser finalizado e proporciona um resultado agradável e indolor.

Essa técnica é utilizada para corrigir as manchas e a tonalidade amarelada, os tamanhos assimétricos e o formato imperfeito dos dentes.

Contudo, cabe ressaltar que apesar de serem tidos como sinônimos e serem procedimentos parecidos, a lente e a faceta são diferentes.

3.   Cirurgia guiada

Esse procedimento tornou as cirurgias de fixação do implante dentário mais fáceis de serem desempenhadas e menos incômodas para o paciente, permitindo que o dentista realize incisões menores e mais precisas no local necessário.

O procedimento consiste na modelagem digital e na confecção de um guia cirúrgico, que será fixado na gengiva do paciente.

Esse molde evita cortes desnecessários que possam dificultar a recuperação, causando dores e aumentando as chances de infecção e sangramentos.

Ferramentas que modernizam o consultório

Mas não são apenas as técnicas de tratamento que têm sido aprimoradas, a tecnologia tem tornado os consultórios cada vez mais modernos, acessíveis e fáceis de ser administrados.

1.   IoT

Também conhecida como Internet of Things – ou internet das coisas –, essa ferramenta é responsável pela troca fácil de informações entre consultórios/clientes e a melhora na conexão entre os dispositivos do próprio escritório.

Por meio desses aplicativos de IoT na saúde é possível lembrar o paciente de um agendamento de consulta, diminuindo as faltas e atrasos, além de possibilitar o envio de prescrições medicamentosas por meio de mensagens no celular ou e-mail.

2.   Softwares de monitoramento

Os softwares de gestão têm sido cada vez mais populares nos escritórios odontológicos. Isso porque eles permitem o controle de todos os setores do consultório e o acesso pode ser feito com aplicativos de celular, tablets ou PC.

Deste modo, com o apoio dessas ferramentas, é possível consultar:

  • Serviço de agenda;
  • Ficha médica dos pacientes;
  • Resultados de exames e laudos;
  • Controlar o setor financeiro;
  • Emitir boletos e realizar pagamento de contas;
  • Organizar estoque, entre muitas outras funções.

Existe uma grande variedade de programas que cabem nas mais diversas necessidades.

Por isso, ainda que seja um consultório pequeno ou uma rede com diversas localidades, esses softwares podem unificar as informações em nuvens e modernizam o gerenciamento do seu negócio, agilizando os processos de atendimento e burocráticos.

3.   CAD

O escaneamento oral é um procedimento que substitui a necessidade dos moldes dentários físicos, à base de gesso, por moldes digitais que são mais precisos e ficam prontos em até cinco minutos.

Possuir este serviço pode ser ainda mais benéfico se usado em conjunto de um bom software de CAD/CAM.

Esse programa poderá disponibilizar o molde do paciente em impressões 3D e ainda pode projetar uma simulação do tratamento que irá acontecer e o resultado final.

Mas, para isso, é necessário que a equipe seja bem treinada e acostumada com o serviço e o programa.

Considerações finais

Deste modo, por meio das diferentes aplicações da tecnologia no cotidiano de clínicas e consultórios é possível conferir ainda mais qualidade aos consultórios, bem como mais segurança nos tratamentos realizados, contribuindo para a qualidade de vida e otimização da rotina dos pacientes.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

Tipos de máscaras: quais as melhores contra a covid-19?

Dentre os variados tipos de máscaras disponíveis e comercializados no mercado, o público em geral pode ficar confuso ao decidir a melhor opção. Por mais que muitas vezes o preço influencie na compra final, os consumidores devem ficar atentos ao que dizem os especialistas para comprar uma máscara que seja realmente eficaz e proteja contra a covid-19.

Após mais de um ano de pandemia, a máscara já virou um item fundamental de qualquer pessoa ao sair de casa. Ela é de uso obrigatório em estabelecimentos e até mesmo nas ruas. Desde o surgimento da doença, foram fabricados diversos tipos de máscaras e modelos, estilos e estampas para deixá-las mais atrativas visualmente, como é o caso das máscaras de tecido. Mas, será que ela é realmente eficaz?

Existem algumas regras e cuidados básicos para considerar na escolha da máscara que se refere ao formato, higienização do material e a forma de colocar. Confira abaixo um guia para te ajudar na escolha ideal. 

Tipos de máscaras de proteção 

Máscara de Tecido 

máscara de tecido

Dentre todos os tipos de máscaras essas são as mais populares e as mais baratas, uma vez que podem ser reutilizadas depois de lavadas. A questão é que pesquisas apontam que esse modelo não é tão eficaz assim, ainda mais agora com as novas variantes mais infecciosas. Essa máscara deixa brechas entre a pele e o material, e pode ocorrer contaminação. 

Essa máscara ainda pode ser utilizada, mas por cima ou embaixo da máscara cirúrgica para aumentar a vedação e colocando uma camada extra de proteção. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as máscaras de pano tenham três camadas de tecido, ou seja, a camada exterior com material resistente à água (polipropileno e/ou poliéster); a do meio de material sintético ou algodão para atuar como filtro, e a interior de material que absorva a água como o algodão. 

Máscara cirúrgica 

máscara cirúrgica

Essas máscaras são descartáveis, portanto não são tão econômicas, mas são muito eficientes e conseguem filtrar partículas menores do que outros tecidos, aumentando a proteção contra covid-19. 

Alguns fabricantes colocam um arame na parte superior que ajuda a ajustar a máscara no nariz e rosto de cada um, vedando melhor. Lembrando que essa máscara deve ter também três camadas de proteção, preferencialmente. 

Máscara N95 

máscara N95

Esse é um dos tipos de máscaras mais seguros para usar segundo a OMS. É utilizada por profissionais da saúde e oferece cinco camadas de proteção que se encaixam no rosto vedando todas as extremidades do nariz, bochecha e queixo. É um pouco mais cara do que as outras opções, mas garante uma excelente proteção. Fique atento aos selos para ver se máscara é original. 

Máscara PFF2 

máscara PFF2

Nos últimos tempos, a PFF2 ganhou mais força por oferecer alta proteção por um valor mais ajustado. Esse tipo de máscara vem com um clipe nasal e adere muito bem ao rosto. 

Ela é indicada para locais mais fechados, como transportes públicos e outros locais aglomerados. Dentre todos os tipos de máscaras essa é uma das mais rígidas e evita que fique raspando no nariz, gerando mais conforto para quem usa. 

Dicas para comprar 

  • Confira se os elásticos prendem atrás da cabeça (e não da orelha).
  • Confira se a PFF2 tem o selo do Inmetro.
  • Se estiver escrito na embalagem que a máscara é lavável, não compre, porque as PFF2 não são laváveis.
  • Se a máscara tem costura de máquina – com linha – não é uma PFF2, porque elas são seladas.
  • A máscara pode ter a nomenclatura (S) ou (SL) na embalagem; isso simboliza a capacidade de reter partículas sólidas e líquidas à base de água (S) ou sólidas e líquidas à base de óleo ou outro líquido diferente de água (SL). Para o coronavírus, a sigla S já é suficiente.

Máscara com válvula 

máscara com válvula

Esse modelo vem com uma válvula que facilita a saída de ar. Porém, essa marca não é indicada e inclusive está proibida em voos, pois se uma pessoa está contaminada ela pode expelir partículas virais e ser um risco para as outras pessoas. 

Máscara de vinil ou M85 

máscara de vinil

A máscara de vinil, ou M85, ficou conhecida por ser um dos poucos modelos transparentes, mas além de não ter uma boa adesão, o material não é capaz de filtrar o ar tanto inspirado quanto expirado. Ou seja, não é uma boa opção. 

Face shield ou protetor facial 

face shield

Essa aqui não é uma máscara na verdade, ela é colocada para cobrir todo o rosto, mas ela não protege as vias respiratórias, portanto, não filtra o ar. Ela só deve ser usada combinada com a máscara e pode funcionar como um aliado na proteção. 

São muito recomendados para profissionais que trabalham em contato com pessoas como vendedores, caixa de mercado e de farmácia, cabeleireiros, garçons, dentre outros. 

Como usar a máscara? 

Primeiramente o importante é se certificar que a máscara escolhida cubra completamente a boca e o nariz. É essencial que nenhuma fresta entre o material e a bochecha fique aberta, por menor que seja, pois o vírus poderá entrar por ali e chegar até as narinas. 

Para verificar a vedação realize esse teste: cubra a maior parte possível da superfície da máscara com as mãos e expire. Veja se o ar está vazando pelas laterais. Você pode também passar um espelho nas laterais e ver se ele embaça. Se embaçar é porque o ar está saindo. 

Uma forma de garantir que a máscara não fique solta é usar uma máscara de pano por baixo ou por cima da cirúrgica para filtrar melhor, ou ainda fazer um pequeno nó no elástico para melhor fixação.

Outra dica importante é nunca encostar na máscara enquanto está usando e sempre retirar pelas alças laterais e higienizar as mãos antes e logo depois de descartar. Evite encostar nos olhos. 

Conclusão 

Agora você já sabe quais os tipos de máscaras mais recomendadas para usar, então fica mais fácil fazer a escolha. Porém, lembre-se que apenas usar máscara não é o suficiente para se proteger do coronavírus. A máscara deve ser utilizada em conjunto com outras práticas de proteção como uso de álcool em gel nas mãos e distanciamento social. Por isso, se possível fique em casa.

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Médico online: saiba como funciona e conheça 4 benefícios

As tecnologias virtuais de comunicação, junto com as inovações da medicina, têm criado novos tipos de relações e práticas que facilitam e aceleram os atendimentos, como a consulta com médico online.

Para as clínicas que desejam estar sempre atualizadas e ativas no mercado, investir nessas tecnologias é um caminho quase que indispensável.

Fazer marcação de consultas online ou até realizar atendimentos por meio de vídeos são tecnologias que já chegaram nas clínicas e consultórios mais modernos do País. 

Para entender melhor como esse tipo de tecnologia com atendimentos médicos online pode se encaixar no seu negócio, continue a leitura!

Entenda como funciona a telemedicina  

telemedicina

A telemedicina nada mais é do que o atendimento médico online, feito à distância. 

Ela pode ser feita por meio de videoconferências realizadas em computadores, além de celulares e tablets conectados à internet.

Basicamente, essa é uma tecnologia que já está em uso na maior parte do mundo de forma legalizada e segura para todos. 

Entretanto, de acordo com o G1, esse tipo de serviço ainda se encontra em fase de aprimoramento e consolidação por parte dos consultórios médicos no País.

Empresas e instituições de saúde, além dos próprios governos federal e estaduais vêm colocando muito esforço para disseminação da prática, especialmente após a pandemia da Covid-19.

Para conhecer melhor como a telemedicina funciona na prática, vamos entender suas principais frentes de atuação. 

Confira!

Teleassistência

A teleassistência é o tipo de atendimento médico online em que os pacientes são monitorados em suas próprias casas ou centros clínicos por um médico.

Neste tipo de consulta, a comunicação com outros profissionais e até mesmo com o paciente acontecem de forma totalmente digital e à distância.

Basicamente, ela tem o foco de oferecer mais conforto e bem-estar aos pacientes, em especial idosos ou doentes acamados.

Para que seja eficiente, atualmente existem ferramentas e equipamentos que avaliam em tempo real os sinais vitais e outros parâmetros clínicos dos pacientes.

Esses recursos ajudam a enviar dados diretamente aos especialistas à distância, facilitando o trabalho do médico online. 

Teleconsulta

Como o próprio nome diz, é uma consulta ao médico usual, só que feita à distância.

Nessa modalidade, o médico possui um prontuário eletrônico online, em que confere as informações do paciente, tira dúvidas e orienta. 

A teleconsulta proporciona muitos benefícios, tantos para os médicos, tais como:

  •  Ampliar o alcance geográfico das consultas;
  • Atender mais pacientes em um mesmo período;
  • Segurança no uso de dados e informações do paciente;
  •  Redução de custos.

Teleducação

Já pensou em ganhar conhecimento prático da sua profissão sem sair de casa? A teleducação oferece isso graças ao avanço das tecnologias.

Além disso, a democratização e o acesso às informações médicas também foram beneficiadas com essa mudança de comportamento do setor. 

Desta maneira, os médicos podem se aperfeiçoar fazendo cursos e desenvolvendo novas capacidades profissionais por meio da educação à distância. 

Emissão de laudos à distância

Essa é uma das aplicações da telemedicina de maior eficiência, pois permite que médicos e pacientes tenham acesso aos resultados de laudos médicos de forma online.

Os exames são realizados nas clínicas e laboratórios especializados e o resultado fica disponível em uma página web, onde paciente e médico podem acessar remotamente.

Aliando a emissão de laudos à distância com as Teleconsultas, médico e paciente podem dialogar sobre saúde com base em dados e resultados concretos.

Isso resulta em médicos com atendimentos mais eficazes e pacientes mais satisfeitos com os resultados. 

4 benefícios de conversar com um médico online

teleconsultas

Ir até um consultório médico e conversar pessoalmente com o profissional é uma cultura brasileira, de um povo que se sente muito confortável com o “olho no olho”.

Porém, na prática, é um costume que pode ser moldado, já que as tecnologias que chegam no mercado da saúde permitindo que consultas com médicos online sejam realizadas, sem perder qualidade e atenção no atendimento.

Os benefícios são muitos e vão ser apresentados a você agora, basta continuar a leitura.

1. Permite tirar dúvidas simples

É comum termos dúvidas médicas que são mais simples do que parecem, e podem ser resolvidas em apenas alguns minutos de conversa com o profissional.

Para os casos mais simples, o ideal para médico e paciente é que a consulta aconteça de forma online. 

Assim, é possível economizar o tempo do deslocamento, a passagem de transporte ou gasolina, e claro, aproveitar o conforto da sua casa ou consultório.

2. Amplia a relação entre médico e paciente  

A relação entre médico e paciente também pode ser aperfeiçoada e até mais próxima utilizando recursos tecnológicos.

Essa, inclusive, é uma forma fácil e prática de criar uma relação mais estreita com esse profissional, que pode ter acesso às suas dúvidas e condições de saúde de forma muito mais rápida.

No caso de alguns profissionais, também se torna possível usar o WhatsApp para criar um canal de comunicação direto com os pacientes, facilitando ainda mais o serviço do médico online.

3. Em tempos de pandemia, evita exposição

A pandemia do coronavírus nos apresentou um cenário sem precedentes, em que ficar em casa é o mais seguro para todos. 

Em caso de necessitar passar por consultas médicas, nada melhor do que resolver todos os seus problemas de saúde dentro de casa.

Se antes da pandemia a regularização da Telemedicina no Brasil andava a passos lentos, no cenário da pandemia essa tecnologia foi percebida como uma aliada importante nos tratamentos médicos. 

Com esse tipo de prática ativa, mais precisamente em abril de 2020, se tornou possível evitar a circulação por locais onde passam muitas pessoas. Evitando, assim, o risco de ser contaminado pelo vírus.

A Lei nº 13.989/20, regulamenta de forma oficial o uso da telemedicina no Brasil, principalmente durante o período considerado como “calamidade pública”. 

Com isso, podemos afirmar que, sim, a telemedicina foi um recurso importante para promoção e controle da saúde nesse momento de pandemia, dentro e fora do Brasil. 

4. Beneficia pessoas com mobilidade reduzida

Para quem tem dificuldade de se locomover, como pessoas com deficiência (PCD) ou pessoas acamadas, a telemedicina é um alívio.

Essa modalidade surge como uma forma de proporcionar atendimento médico de qualidade e com a segurança e conforto que essas pessoas precisam.

Isso, basicamente, é humanizar e democratizar a saúde para todos os públicos de maneira simples e eficiente.

Médico Online: atendimento por WhatsApp

Segundo a Associação Paulista de Medicina (APM), 65% dos médicos se comunicam com seus pacientes via aplicativos de mensagens, como o Whatsapp.

Os aplicativos de mensagem instantâneas, como o WhatsApp, permitem o envio de textos, áudios e fotos de forma prática, rápida e dinâmica. 

A única exigência é o sinal de internet ativo.

Da marcação de consultas online até o atendimento médico online, a Teleconsulta tem se tornado uma ferramenta muito importante para salvar vidas em todo mundo.

Esse é um tipo de tecnologia na área de saúde que se mostra cada vez mais promissora e um caminho sem volta para as clínicas médicas que desejaem se modernizar e sair na frente do mercado.

Afinal, faz todo sentido usarmos toda a tecnologia disponível no mercado para levar atendimento médico online e de qualidade para todos, já que a experiência de ter um médico online permite até mesmo que mais vidas sejam salvas. 

Como garantir a correta conservação de vacinas?

A conservação de vacinas é um tema muito importante, uma vez que notícias recentes repercutiram em várias cidades e estados sobre a perda de doses de vacinas contra Covid no Brasil. As falhas nos processos, temperatura e distribuição têm ocasionado esses problemas. 

A perda de doses de imunizantes, em um momento que o país desesperadamente precisa dessas vacinas para salvar vidas é muito grave. A desorganização e falta de preparo do país para um programa de imunização desse nível e no prazo estipulado, além da má gestão do presidente Jair Bolsonaro estão contribuindo para o caos da saúde pública. 

Um dos erros mais comuns com relação à conservação de vacinas é com relação à cadeia de frio, também chamada de “cold chain” que envolve o teste de armazenagem, conservação, manuseio, distribuição até o transporte. 

Os estudos são necessários para garantir a eficácia e estabilidade da temperatura da geladeira de vacina, principalmente nos deslocamentos. 

Desperdício de vacinas 

Grande parte das vacinas são produzidas, usando ativos biológicos que exigem uma temperatura entre 2° a 8º C, conhecidas como vacinas termolábeis e, por conta disso, não podem sofrer alterações de temperatura durante toda a rede de frio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou que cerca de 50% das vacinas em todo o mundo são desperdiçadas, principalmente, em decorrência de problemas na temperatura. Porém, a Cadeia de Frio é algo que existem há muito tempo, uma vez que qualquer medicamento ou vacina transportada deve seguir rigorosas regras e protocolos. 

É essencial garantir um controle de temperatura eficiente para fazer com que essas vacinas cheguem à população a tempo e com qualidade

A perda de vacina pode ser derivada de vários problemas, como um transporte ineficiente, problemas com a geladeira ou freezer do posto de saúde, dentre outras falhas. 

Por mais que o Brasil já tenha concluído inúmeros outros programas de imunização com sucesso, nunca antes isso havia sido exigido com tanta urgência como agora e isso certamente sobrecarregou a logística e o sistema de imunização como um todo. 

Casos de vacinas em temperatura inadequada 

No começo do mês passado, para se ter uma ideia, tivemos novos casos de problemas na conservação de vacinas. O Ministério Público do RJ constatou irregularidades em São Gonçalo e Itaboraí que utilizaram geladeiras domésticas com temperaturas inadequadas, ao invés das câmaras de vacinas. 

Além disso, nos pontos de vacinação foram encontradas caixas térmicas com termômetro ineficiente ou com temperatura inadequada para conservação de vacinas. 

Já sabemos que, conforme o Manual da Rede de Frio divulgado pelo Ministério da Saúde, os refrigeradores de uso doméstico, projetados para a conservação de alimentos e produtos que não demandam precisão no ajuste da temperatura, não são mais indicados para o armazenamento e conservação dos imunobiológicos. 

Pela resolução RDC 304/2019 ficou estabelecido que as vacinas, como medicamentos termolábeis, devem ser guardadas em equipamentos servidos com fonte de energia alternativa que garanta estabilidade da temperatura e a correta conservação de vacinas. 

Lembrando também que não adianta congelar a vacina, pois o excesso de resfriamento também é prejudicial para sua estabilidade e eficácia.

Veja também como é importante a organização da geladeira de vacinas para garantir a eficácia e segurança dos imunizantes.

Conservação de vacinas da Pfizer em temperatura mais alta 

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no final de fevereiro de 2021, o armazenamento e transporte de vacina desenvolvida pela Pfizer em temperatura de congelador padrão por até duas semanas, ao invés de instalações ultrafrias. 

Isso ajuda a aliviar a carga de aquisição de equipamentos de armazenamento ultrabaixo e deve ajudar a levar vacinas a mais locais inacessíveis e com baixa infra-estrutura. 

Anteriormente, as empresas pediram ao órgão regulador de saúde dos Estados Unidos que alterasse as exigências de temperatura para sua vacina contra Covid-19, permitindo potencialmente que fosse mantida em refrigeradores de farmácia.

Novos dados foram encaminhados à FDA, em apoio a uma proposta de atualização da bula de uso emergencial que permite que as ampolas de vacina sejam armazenadas entre -25 e -15 graus Celsius por até duas semanas, como alternativa ao armazenamento em congelador de temperatura ultrabaixa.

Em dezembro, a FDA concedeu autorização para uso de emergência da vacina da Pfizer/BioNTech armazenada em congelador ultrafrio, com temperaturas entre -80ºC e -60ºC.

Leia na íntegra o nosso guia de controle de temperatura de geladeira para tirar outras dúvidas.

Solução para conservação de vacinas dentro das normas da Anvisa 

O IVigilant V, é um sistema de monitoramento de temperatura de vacinas que foi desenvolvido para controle das câmaras de vacina, hemoderivados, medicamentos de alto custo e produtos termos-sensíveis bem como estufas e incubadoras.

Tais equipamentos precisam ser monitorados 24 horas para que a temperatura não fuja dos parâmetros de temperatura exigidos pela ANVISA.

Com o monitoramento em tempo real, os hospitais podem garantir que seus ativos essenciais estejam no ambiente certo, evitando substituições dispendiosas e melhorando seus resultados.

Composto por um módulo microprocessado autônomo que monitora armazena e processa alarmes em tempo real, permite a configuração de regras de atuação e conexões, baixo consumo de energia 5 watts, opcional com bateria.

Com o monitoramento do ambiente de saúde com o IVigilant V, a equipe recebe alertas instantâneos quando as medidas são detectadas acima ou abaixo dos parâmetros definidos, para que possam tomar medidas imediatas para resolver o problema. 

Além disso, uma assistência técnica preventiva e correta das câmaras de vacinas também é essencial para evitar problemas em curto, médio e longo prazo.

Realidade atual do Covid-19 

O Brasil vêm enfrentando o crescimento considerável de casos e mortes por Covid-19 diariamente em praticamente todas as regiões e isso é reflexo do descuido da população quanto ao isolamento e distanciamento social, má gestão do governo federal, além da lentidão na imunização somado à circulação de novas variantes. 

Como medicamentos imunobiológicos termossensíveis, as vacinas precisam de cuidados especiais no armazenamento para preservar sua potência e eficácia. 

Para armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte de imunobiológicos, necessita-se de uma rede de frio ou cadeia de frio que assegure todas essas etapas em condições adequadas de refrigeração. Entre em contato e veja como podemos ajudar! 

Leia nossa série de artigos informativos sobre vacina:

Fontes: https://www.metropoles.com/brasil/mp-flagra-vacinas-em-temperatura-inadequada-em-duas-cidades-do-rio

https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-02/fda-autoriza-conservacao-de-vacina-da-pfizer-em-temperatura-mais-alta

https://jornal.usp.br/podcast/pilula-farmaceutica-58-conservacao-de-vacina-contra-covid-19-exige-processo-de-rede-de-frio/

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/03/09/interna_nacional,1244917/falhas-causam-perda-de-doses-de-vacinas-contra-covid-no-brasil-entenda.shtml

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