Como armazenar medicamentos na câmara de vacina?

Já sabemos que as vacinas devem ser corretamente armazenadas para aplicação. Para garantir isso é necessário contar com uma câmara de vacina eficiente para essa armazenagem e evitar desperdício e perda de imunizantes, como já aconteceu em algumas partes do Brasil.

Os medicamentos são essenciais para proteger a saúde da população e prevenir o aparecimento de doenças. Não é a toa que tomamos vacinas desde os primeiros meses de vida e isso é continuado ao longo de toda vida.

Além das vacinas que já costumamos tomar e conhecer, existem aquelas que vão surgindo de acordo com novas doenças. Esse é o caso das vacinas para Covid-19, que estão com força total. Se essas vacinas, tão importantes e esperadas por todos, forem mal acondicionadas ou estarem expostas a oscilações de temperatura, elas podem estragar ou causar efeitos adversos nos pacientes.

Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde tenham pleno conhecimento da correta armazenagem e contem com equipamentos adequados para tal função, como é o caso da câmara de vacina. 

Leia também nosso artigo sobre correta conservação de vacinas

O que é a Rede Frio do PNI? 

Como as vacinas são consideradas medicamentos imunológicos termolábeis, ou seja, que são sensíveis as diferenças de temperatura, elas requerem cuidados específicos e especiais para sua preservação. 

Pensando nisso, foi criado um regulamento chamado Rede de Frio, que é um sistema do PNI (Programa Nacional de Imunização) responsável por essa regulamentação dos processos envolvidos na cadeia de frio. 

E quais são esses processos? 

A manutenção em baixas temperaturas, a garantia da qualidade, eficácia e segurança dos produtos imunobiológicos seja dentro do laboratório, no hospital ou ainda no transporte de um lugar ao outro até ser administrado ao paciente. 

Esse sistema e regulamento orienta os profissionais da área sobre o transporte, recebimento, armazenamento, conservação, distribuição e manipulação. 

Exigências da Rede de Frio 

Na instância local, ocorre o processo operacional de vacinação nas unidades da Rede de Atenção Básica de Saúde e hospitais, que devem contar com uma sala de vacinação. O armazenamento das vacinas nessas salas deve ser feito em câmara de vacina ou outros equipamentos de refrigeração apropriados e em condições adequadas: 

  • Os equipamentos de refrigeração devem ter volume suficiente para um mês de armazenamento;  
  • As salas de vacinação devem ser climatizadas;  
  • As condições de armazenamento devem estar de acordo com as especificações do laboratório produtor, segundo seu tipo, composição, forma farmacêutica e apresentação;  
  • Na sala de vacinação, os imunobiológicos são armazenados em temperaturas positivas que variam de +2°C a +8°C;  
  • Os equipamentos de armazenamento devem ser de uso exclusivo dos imunobiológicos;  
  • A temperatura deve ser diariamente aferida, no início e no fim do dia, através de um termômetro calibrado e de um conjunto de operações padronizadas;  
  • Refrigeradores de uso doméstico não são indicados para o armazenamento de imunobiológicos;  
  • O sistema de refrigeração deve possui alarme para indicar temperaturas fora da faixa de armazenamento dos imunobiológicos;  
  • O equipamento de refrigeração deve ficar longe da radiação solar;  
  • A porta do aparelho de refrigeração deve ficar constantemente fechada;  
  • As vacinas devem ficar sempre nas prateleiras centrais e nunca nas inferiores e na porta.  
  • Na apresentação multidose, deve ser observada a data de validade após a abertura do frasco, preconizada na bula. 

Dúvidas frequentes sobre vacinas 

A vacina pode ser congelada? 

Alguns tipos de vacinas não devem ser congelados, pois perdem sua potência e imunização em caráter permanente. Alguns exemplos são as vacinas inativadas e as que contêm derivados de hidróxido de alumínio. Nesse caso, elas deverão ser descartadas após congelamento. As vacinas contra covid recebem a mesma orientação de serem descartadas caso sejam congeladas. 

O que fazer se a câmara de vacina para de funcionar? 

Quando alguma vacina for submetida à mudança de temperatura, principalmente mais elevada do que foi estabelecida para sua conservação é necessário encaminhá-las para laboratórios especializados para verificação de sua estabilidade. Porém, nesses casos abaixo elas devem ser imediatamente descartadas:

  • Frascos abertos;
  • Exposição anteriores à variação de temperatura;
  • Exposição igual ou acima de 25°C por mais de 24h;
  • Validade do lote inferior a 6 meses.

Se tiver outras dúvidas, leia essas matérias abaixo:

Caso esteja precisando de câmara de vacina, acesse aqui e confira nossas opções. Qualquer dúvida entre em contato!

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Como oferecer mais segurança à equipe médica na pandemia?

Um nível adequado e seguro da equipe médica é crucial para manter o atendimento ao paciente durante a pandemia de COVID-19. A equipe de saúde da linha de frente avalia e gerencia pacientes com COVID-19, pacientes que apresentam emergências não relacionadas ao COVID-19 e pacientes com rotina essencial necessidades de cuidados. 

Um dos maiores riscos para o sistema de saúde é uma alta taxa de infecção por síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) entre os profissionais de saúde e a consequente falta de pessoal qualificado para garantir uma resposta local ou regional funcional para a pandemia.

Este risco foi aumentado pela necessidade de aumento rápido da capacidade da unidade de terapia intensiva (UTI) nas regiões afetadas, a redistribuição de pessoal clínico para posições de linha de frente (por exemplo, UTIs ou enfermarias COVID-19) e recrutamento de equipe médica menos experiente (por exemplo, estudantes recém-qualificados ou pessoal de saúde mudando de sua especialidade) para a força de trabalho em resposta à pandemia.

A equipe médica pode adquirir o SARS-CoV-2 no trabalho por meio do contato direto ou indireto com pacientes infectados ou outros profissionais de saúde, ou como resultado de uma transmissão contínua na comunidade. 

A transmissão comunitária do SARS-CoV-2 é direcionada por medidas de saúde pública, enquanto a infecção pelo paciente ou contato do profissional de saúde é principalmente abordada por medidas de prevenção e controle de infecção (IPC). No entanto, as fontes de infecção podem não ser claras e essa incerteza pode ter efeitos negativos na força de trabalho clínica. As medidas de IPC são extensas em hospitais que administram pacientes infectados com SARS-CoV-2 e, de modo geral, incluem limpeza e desinfecção rigorosas para reduzir a contaminação ambiental e o uso de equipamento de proteção individual (EPI) e isolamento.

Recomendações nacionais e internacionais para avaliação de risco e gerenciamento da equipe médica em hospitais que trabalham com pacientes infectados com SARS-CoV-2 são detalhadas e estão disponíveis publicamente.

No entanto, as recomendações podem não ser facilmente transferíveis porque os sistemas são altamente variáveis ​​em termos de sua estrutura e composição da força de trabalho.

As orientações disponíveis podem se tornar rapidamente inadequadas quando a situação na linha de frente da prestação de cuidados de saúde muda continuamente. Portanto, recomendações gerais precisam ser traduzidas em soluções pragmáticas e aplicáveis ​​localmente. Aqui, delineamos e discutimos possíveis abordagens para informar o desenvolvimento de políticas locais relacionadas à exposição e gerenciamento da equipe médica durante a pandemia de COVID-19.

Risco de infecção por SARS-CoV-2 na força de trabalho clínica 

Sabe-se que várias doenças virais emergentes tiveram um grande efeito na equipe médica, o que está sendo observado também com o SARS-CoV-2.11,12. Em uma série de casos iniciais em Wuhan, China, 29% dos pacientes com SARS-CoV -2 eram profissionais de saúde e presume-se que contraíram a infecção no hospital.

As mortes entre profissionais de saúde infectados com SARS-CoV-2 são raras e afetaram principalmente pessoas com mais de 50 anos.

Tragicamente, a saúde – trabalhadores da área de saúde recontratados após a aposentadoria para ajudar na linha de frente têm comumente experimentado a mortalidade mais alta em comparação com seus colegas em idade produtiva.

Com uma compreensão cada vez maior da doença, a proporção de trabalhadores de saúde que contratam COVID-19 no hospital diminuiu, mas são necessárias medidas rigorosas de IPC e vigilância contínua.

O perfil de risco de exposição e infecção de SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde difere substancialmente de outros grupos. Em enfermarias ou hospitais de COVID-19 designados, a equipe médica corre alto risco de infecção. 

A exposição potencial ao SARS-CoV-2 é inerente ao seu trabalho e é evitada apenas por uma excelente adesão a todas as medidas de IPC, incluindo o uso de EPI adequado. Há incerteza sobre qual é o EPI ideal, mas está claro que a aplicação padronizada e rigorosa do EPI e outras medidas de IPC pode reduzir drasticamente as transmissões nosocomiais.

A equipe médica tende a entrar em contato com pacientes e colegas que apresentam sintomas atípicos, poucos ou nenhum sintoma, embora ainda sejam altamente contagiosos.

Uma alta proporção desses indivíduos estará presente no hospital, inclusive em áreas com consciência insuficiente ou necessidade identificada de medidas de IPC, à medida que o vírus se espalha. É necessária atenção especial para a equipe médica que cuida de pacientes altamente dependentes e que vivem em instalações de cuidados de longa duração, que podem ser construídas para se assemelharem a ambientes domésticos, comprometendo a capacidade de aplicar EPI rigoroso e outras medidas de IPC semelhantes. 

A presença de profissionais de saúde oligossintomáticos infectados com SARS-CoV-2 em situações em que o EPI não é normalmente aplicado, como reuniões programadas, grandes rodadas, eventos educacionais e intervalos, se tornará mais provável à medida que a pandemia progride.

Finalmente, com o aumento da transmissão na comunidade, o maior risco de exposição ao SARS-CoV-2 da equipe médica pode ser fora do hospital. Muitas pessoas da equipe médica irão contrair SARS-CoV-2 por meio de interações com membros da família infectados ou outros contatos próximos, ou da comunidade em áreas com transmissão ativa e não mitigada.

Uso impróprio de EPI, adesão abaixo do ideal às medidas de IPC e ter um membro da família com COVID-19 pode dobrar ou triplicar o risco de infecção de SARS-CoV-2 subsequente por trabalhador de saúde. Um estudo detalhado da prevalência de SARS-CoV-2 entre trabalhadores de saúde levemente sintomáticos em hospitais holandeses mostra que muitas infecções foram provavelmente adquiridas na comunidade.

Estratificação de risco de infecção por SARS-CoV-2 

Definir o risco de um profissional de saúde ser infectado com SARS-CoV-2 pode ser o primeiro passo para selecionar a abordagem de monitoramento e avaliação mais adequada.

As categorias de risco para exposições em hospitais são frequentemente com base no tipo de contato que ocorreu e se o EPI foi usado de forma consistente e adequada. Especificações adicionais às vezes são incluídas em algoritmos de avaliação de risco – por exemplo, presença durante procedimentos de geração de aerossol ou distância exata de pacientes com COVID-19 (geralmente mais perto ou mais longe que 2 m).

Focar na adesão ao EPI implica que o EPI ideal para todas as situações de contato potencial seja conhecido e esteja disponível. No entanto, o efeito do EPI ideal e outras medidas de IPC está sendo debatido porque evidências robustas para combinar as intervenções de EPI e IPC com o perfil de risco de uma determinada exposição são escassas.

Exposições ao SARS-CoV-2 através de casos comunitários colegas infectados podem ser frequentes dependendo da fase do surto. A avaliação do risco de exposição da equipe médica, em nossa opinião, será mais útil em fases epidêmicas com baixas taxas de transmissão na comunidade. Em todas as outras situações, toda a equipe médica deve ser considerada com risco moderado a alto de contrair SARS-CoV-2, especialmente quando medidas estendidas de IPC, incluindo algum uso de EPI, não podem ser implementadas para todos os contatos com pacientes e interações da equipe. 

Os dados que mostram que a eliminação viral e a transmissão potencial de SARS-CoV-2 podem ocorrer 2-3 dias antes do início dos sintomas destacam a importância do uso de EPI adequado em hospitais durante as fases de alta incidência de SARS-CoV-2. Portanto, EPI apropriado para risco e a adesão ideal às medidas de IPC reduzirá o risco de infecção do profissional de saúde àquela encontrada na comunidade.

Monitoramento da equipe médica em risco de SARS-CoV-2 

A orientação fornecida pelo Peking Union Medical College Hospital (Pequim, China) sugere que toda a equipe médica de saúde em contato próximo com pacientes com COVID-19, independentemente do uso de EPI, devem ser submetidos a testes de PCR nasofaríngeo e orofaríngeo e um hemograma completo após um teste não especificado bloco período de trabalho na área designada.

Outras decisões de gerenciamento são determinadas pelos resultados desses testes, mas, se negativos, os profissionais de saúde são monitorados por 1 semana e podem retomar o trabalho após esse período se assintomáticos.

Chamadas foram feitas pela equipe médica para melhorar a disponibilidade de testes para a equipe médica assintomática e permitir a triagem. Em nossa opinião, essa abordagem tem a desvantagem de exigir avaliação muito frequente, visto que o teste intermitente pode não capturar SARS assintomático -CoV-2 indivíduos positivos. 

Por exemplo, em uma série de casos de 13 pacientes com infecção assintomática por SARS-CoV-2, oito foram RT-PCR negativos até 14 dias após a primeira identificação de SARS-CoV-2 e poderiam ter passado despercebidos na triagem quinzenal. 

Uma alternativa ao teste de PCR intermitente é adotar uma abordagem responsiva para monitorar os profissionais de saúde. A maioria dos sistemas nacionais de monitoramento incorpora alguma forma de (auto) triagem diária para febre e avaliação de sintomas respiratórios.

Documentação rigorosa e requisitos de relatórios são um fardo adicional para a equipe médica de saúde que já estão sobrecarregados pelas demandas de cuidados ao paciente. O monitoramento ativo dos sintomas por autoridades de saúde pública ou seus delegados de profissionais de saúde considerados em risco de infecção de SARS-CoV-2 em saúde ocupacional não é viável, uma vez que uma epidemia está na fase exponencial. 

O automonitoramento e os relatórios são mais viáveis, mas devem ser combinados com uma excelente comunicação dos oficiais de saúde ocupacional para garantir que a equipe médica se sinta devidamente apoiada e tenha um ponto de contato para discutir quaisquer preocupações ou perguntas. 

O acesso de limiar muito baixo à saúde ocupacional para relatar quaisquer sentimentos de doença é crucial. Os profissionais de saúde podem estar preocupados se tais sintomas podem indicar infecção por SARS-CoV-2 e podem relutar em relatar sintomas leves porque sentem que estão sobrecarregando o sistema. Além disso, mesmo os sintomas leves podem ser indicativos de infecção por SARS-CoV-2, conforme mostrado quando o acesso aprimorado (em que todas as pessoas com quaisquer sintomas respiratórios ou sintomas generalizados sugestivos de uma infecção são convidadas para o teste) ao teste foi disponibilizado para um grupo de hospitais na Holanda.

O acesso direto à saúde ocupacional tem a vantagem adicional de permitir alguma triagem psicossocial do efeito do trabalho durante a pandemia COVID-19.

Confirmando a infecção por SARS-CoV-2: avaliação diagnóstica de profissionais de saúde

Os testes devem ser amplamente disponibilizados para profissionais de saúde sintomáticos e equipes auxiliares de assistência médica aguda. A importância de apoiar o acesso da equipe médica aos testes de SARS-CoV-2 em caso de sintomas não pode ser subestimada, particularmente quando a fonte de infecção muda de pacientes individuais que são claramente identificáveis ​​para transmissão viral generalizada. As interações com colegas que também apresentam risco aumentado de exposição e infecção podem ser classificadas como procedimentos de alto risco.

Durante o período de transmissão comunitária não mitigada no Reino Unido, o acesso a testes para profissionais de saúde, incluindo aqueles com sintomas, não podia ser garantido em um momento em que a força de trabalho médica estava sob forte pressão de casos crescentes de SARS-CoV-2. Após a implantação em um único fundo do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, 18% da equipe sintomática testou positivo para SARS-CoV-2 nas primeiras 2 semanas de teste disponível, mostrando que há potencialmente um grande grupo de indivíduos infectados trabalhando em hospitais em um ambiente com transmissão comunitária sustentada.

Muitos países priorizam os profissionais de saúde para o teste de SARS-CoV-2, geralmente com base nos sintomas relatados e independentemente de uma exposição confirmada. Por exemplo, a Suíça e a Holanda recomendam acesso rápido ao teste de PCR SARS-CoV-2 e aos resultados para profissionais de saúde porque essas informações são usadas para a tomada de decisão sobre o envio de equipe médica.

Tomada de decisão sobre a remoção e retorno do funcionário ao trabalho 

A abordagem mais adequada para gerenciar a remoção e o retorno ao trabalho dos profissionais de saúde depende da estratégia de saúde pública perseguida (isto é, contenção ou mitigação) e das pressões atuais sobre o sistema de saúde.

Durante a contenção, quarentena e isolamento padrão também devem ser aplicados aos profissionais de saúde, visto que é improvável que uma provisão especial para a equipe médica seja necessária ou útil. A realocação prematura de trabalhadores de saúde em quarentena ou isolados provavelmente será necessária apenas em casos excepcionais – por exemplo, para pessoal altamente especializado.

Quando o teste de todos os indivíduos sintomáticos não pode ser garantido, como costuma ser o caso em uma fase de mitigação, o teste PCR de profissionais de saúde sintomáticos deve ser priorizado e pode ser usado para reduzir o esgotamento da força de trabalho causado pela quarentena e isolamento de profissionais de saúde sintomáticos.

As pressões sobre um determinado sistema de saúde são consideráveis; entretanto, é difícil justificar um status especial para a equipe médica de uma perspectiva de saúde pública devido à natureza bidirecional das infecções por SARS-CoV-2 entre esse grupo. Embora os profissionais de saúde possam adquirir o SARS-CoV-2 no trabalho, introduzindo a transmissão na comunidade, eles também podem levar o SARS-CoV-2 para o hospital após exposições na comunidade. O teste de PCR da equipe médica em quarentena assintomáticos fornecerá falsa segurança para indivíduos expostos com resultados negativos iniciais que desenvolvem a doença posteriormente no período de quarentena definido.

O papel do teste de PCR é diferente para indivíduos sintomáticos. Os períodos de isolamento domiciliar variam de um mínimo de 7 dias (sob certas condições) na França e no Reino Unido, a 14 dias na Alemanha e Itália, e o isolamento é frequentemente recomendado independentemente de o SARS-CoV-2 ter sido identificado por teste. Na maioria dos casos, um requisito adicional de pelo menos 48 horas sem sintomas antes de encerrar o isolamento também é especificado. Na Holanda, profissionais de saúde infectados que são considerados essenciais para o cuidado de pacientes com COVID-19 podem retornar ao trabalho após 24 horas sem sintomas, portanto, períodos de isolamento mais curtos são concebíveis.

O teste PCR da equipe médica deve ser usada para garantir que o isolamento da equipe sintomática seja limitado a indivíduos que foram confirmados como SARS-CoV-2 positivos. 

Em alguns casos, o teste de PCR é recomendado para apoiar o rápido retorno ao trabalho de profissionais de saúde infectados se eles se tornarem negativos na PCR antes de decorrido o período de isolamento. Por exemplo, a orientação alemã recomenda que os profissionais de saúde que precisaram de tratamento hospitalar possam voltar ao trabalho imediatamente se dois testes PCR com pelo menos 24 horas de intervalo forem negativos. Na Suíça, novo teste de profissionais de saúde infectados com SARS- O CoV-2 no final do período de isolamento é proposto para aqueles que trabalham em áreas de alto risco (hemato-oncologia, UTIs, unidades de transplante) e aqueles com doença prolongada.

Há uma incerteza considerável sobre a relevância da detecção prolongada de SARS-CoV-2 em testes de PCR para transmissibilidade; portanto, a função de repetir o teste para determinar a redistribuição da equipe médica após a infecção por SARS-CoV-2 não está clara. Para profissionais de saúde com infecção confirmada de SARS-CoV-2, o teste no final do período de isolamento às vezes é usado para confirmar a adequação para o retorno ao trabalho, geralmente com dois testes de PCR com pelo menos 24 horas de intervalo.

No entanto, na prática, essas recomendações são problemáticas. Um estudo comparando o teste de RT-PCR e a cultura de vírus descobriu que os pacientes com sintomas leves eram positivos por RT-PCR por até 28 dias, enquanto nenhum vírus infeccioso poderia ser recuperado após o dia 10 após o início da doença. Portanto, um algoritmo baseado em sintomas que informa quando os trabalhadores de saúde isolados devem retornar ao trabalho parece ser melhor quando os trabalhadores de saúde expostos ou infectados são considerados cruciais para a manutenção do serviço e longos períodos de quarentena ou isolamento não são viáveis. Estudos estão em andamento para avaliar o possível papel da sorologia como um marcador de eliminação viral em pessoas com doença leve.

Conclusão 

Recomendações específicas para monitorar profissionais de saúde quanto a infecção potencial por SARS-CoV-2 devem estar disponíveis para todos os funcionários que estão esperando ver ou atualmente tratando de pacientes com COVID-19. Acreditamos que, em uma fase de contenção estrita com baixos níveis de circulação na comunidade, as estratégias de manejo devem estar alinhadas com aquelas definidas para membros expostos e infectados do público em geral, o que significa que a quarentena e o isolamento serão aplicados com rigor. 

Dado que os surtos colocam uma pressão excessiva no sistema de saúde, é improvável que sejam necessárias ou justificáveis ​​disposições especiais para a equipe médica. No entanto, além desse estágio, algoritmos para reimplantação acelerada de profissionais de saúde moderadamente sintomáticos podem ser necessários para salvaguardar níveis adequados de pessoal para atendimento ao paciente, e um limite muito baixo para acesso a testes deve ser instituído para apoiar isso. 

Claramente, os profissionais de saúde que retornam ao trabalho devem priorizar seu bem-estar clínico e psicológico e a consequente capacidade de reingressar no ambiente de trabalho. De modo geral, observou-se que a equipe médica é extremamente dedicada a garantir que seus pacientes sejam tratados de forma adequada em circunstâncias muito difíceis. 

Apoiar os profissionais de saúde no automonitoramento e autocuidado, proporcionando acesso fácil a diagnósticos e apoio médico e psicossocial e oferecendo orientações claras para uma transição segura e oportuna de volta ao trabalho fortalecerá o atendimento ao paciente como um todo e poderá, em última instância, melhorar resultados para muitos pacientes e equipe médica.

* Estudo traduzido do artigo: https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30458-8/fulltext

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Como a tecnologia está mudando os rumos da odontologia

Nas últimas décadas o desenvolvimento da tecnologia tem crescido de forma exponencial, e os benefícios têm abrangido as mais diversas áreas, inclusive, a odontologia.

Os frutos desse avanço tecnológico têm se mostrado efetivos e convenientes, tanto para os pacientes quanto para os consultórios, que agora podem desfrutar de uma maior facilidade, agilidade e modernização dos processos e atendimentos.

Novos procedimentos e novas tecnologias

Muitos pacientes, lamentavelmente, ainda apresentam o medo de ir ao dentista e realizar procedimentos odontológicos, desde a remoção de cáries até o clareamento dental.

No entanto, as novas tecnologias – que têm sido cada vez mais presentes nos consultórios –, podem servir para mudar esse cenário.

1.   Aparelho transparente

Segundo a Sociedade Brasileira de Odontologia e Estética (SBOE), a procura por tratamentos cosméticos tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.

Essa busca por dentes mais bonitos e alinhados têm resultado em avanços notáveis para a área da dentística, que otimizaram diferentes procedimentos ao longo dos anos.

O aparelho transparente é uma dessas evoluções que proporciona resultados rápidos e mais confortáveis para o paciente.

Além disso, por ser moldado digitalmente em um material invisível, é mais discreto e deixa o paciente mais confortável com a própria aparência durante o período de tratamento.

Utilizado como método para corrigir as anomalias com a mordida, o aparelho ortodôntico transparente pode ser removível. Essa característica facilita a higienização e o uso do fio dental, diminuindo a ocorrência dos típicos problemas de inflamação gengival.

2.   Facetas de porcelana

As facetas de porcelana têm ganhado bastante notoriedade graças às redes sociais e a busca pelo sorriso perfeito e simétrico.

Também conhecida como lente de contato dental, o tratamento para a aplicação de placas ultrafinas de cerâmica, ao redor dos dentes originais, demora apenas três sessões para ser finalizado e proporciona um resultado agradável e indolor.

Essa técnica é utilizada para corrigir as manchas e a tonalidade amarelada, os tamanhos assimétricos e o formato imperfeito dos dentes.

Contudo, cabe ressaltar que apesar de serem tidos como sinônimos e serem procedimentos parecidos, a lente e a faceta são diferentes.

3.   Cirurgia guiada

Esse procedimento tornou as cirurgias de fixação do implante dentário mais fáceis de serem desempenhadas e menos incômodas para o paciente, permitindo que o dentista realize incisões menores e mais precisas no local necessário.

O procedimento consiste na modelagem digital e na confecção de um guia cirúrgico, que será fixado na gengiva do paciente.

Esse molde evita cortes desnecessários que possam dificultar a recuperação, causando dores e aumentando as chances de infecção e sangramentos.

Ferramentas que modernizam o consultório

Mas não são apenas as técnicas de tratamento que têm sido aprimoradas, a tecnologia tem tornado os consultórios cada vez mais modernos, acessíveis e fáceis de ser administrados.

1.   IoT

Também conhecida como Internet of Things – ou internet das coisas –, essa ferramenta é responsável pela troca fácil de informações entre consultórios/clientes e a melhora na conexão entre os dispositivos do próprio escritório.

Por meio desses aplicativos de IoT na saúde é possível lembrar o paciente de um agendamento de consulta, diminuindo as faltas e atrasos, além de possibilitar o envio de prescrições medicamentosas por meio de mensagens no celular ou e-mail.

2.   Softwares de monitoramento

Os softwares de gestão têm sido cada vez mais populares nos escritórios odontológicos. Isso porque eles permitem o controle de todos os setores do consultório e o acesso pode ser feito com aplicativos de celular, tablets ou PC.

Deste modo, com o apoio dessas ferramentas, é possível consultar:

  • Serviço de agenda;
  • Ficha médica dos pacientes;
  • Resultados de exames e laudos;
  • Controlar o setor financeiro;
  • Emitir boletos e realizar pagamento de contas;
  • Organizar estoque, entre muitas outras funções.

Existe uma grande variedade de programas que cabem nas mais diversas necessidades.

Por isso, ainda que seja um consultório pequeno ou uma rede com diversas localidades, esses softwares podem unificar as informações em nuvens e modernizam o gerenciamento do seu negócio, agilizando os processos de atendimento e burocráticos.

3.   CAD

O escaneamento oral é um procedimento que substitui a necessidade dos moldes dentários físicos, à base de gesso, por moldes digitais que são mais precisos e ficam prontos em até cinco minutos.

Possuir este serviço pode ser ainda mais benéfico se usado em conjunto de um bom software de CAD/CAM.

Esse programa poderá disponibilizar o molde do paciente em impressões 3D e ainda pode projetar uma simulação do tratamento que irá acontecer e o resultado final.

Mas, para isso, é necessário que a equipe seja bem treinada e acostumada com o serviço e o programa.

Considerações finais

Deste modo, por meio das diferentes aplicações da tecnologia no cotidiano de clínicas e consultórios é possível conferir ainda mais qualidade aos consultórios, bem como mais segurança nos tratamentos realizados, contribuindo para a qualidade de vida e otimização da rotina dos pacientes.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

Tipos de máscaras: quais as melhores contra a covid-19?

Dentre os variados tipos de máscaras disponíveis e comercializados no mercado, o público em geral pode ficar confuso ao decidir a melhor opção. Por mais que muitas vezes o preço influencie na compra final, os consumidores devem ficar atentos ao que dizem os especialistas para comprar uma máscara que seja realmente eficaz e proteja contra a covid-19.

Após mais de um ano de pandemia, a máscara já virou um item fundamental de qualquer pessoa ao sair de casa. Ela é de uso obrigatório em estabelecimentos e até mesmo nas ruas. Desde o surgimento da doença, foram fabricados diversos tipos de máscaras e modelos, estilos e estampas para deixá-las mais atrativas visualmente, como é o caso das máscaras de tecido. Mas, será que ela é realmente eficaz?

Existem algumas regras e cuidados básicos para considerar na escolha da máscara que se refere ao formato, higienização do material e a forma de colocar. Confira abaixo um guia para te ajudar na escolha ideal. 

Tipos de máscaras de proteção 

Máscara de Tecido 

máscara de tecido

Dentre todos os tipos de máscaras essas são as mais populares e as mais baratas, uma vez que podem ser reutilizadas depois de lavadas. A questão é que pesquisas apontam que esse modelo não é tão eficaz assim, ainda mais agora com as novas variantes mais infecciosas. Essa máscara deixa brechas entre a pele e o material, e pode ocorrer contaminação. 

Essa máscara ainda pode ser utilizada, mas por cima ou embaixo da máscara cirúrgica para aumentar a vedação e colocando uma camada extra de proteção. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as máscaras de pano tenham três camadas de tecido, ou seja, a camada exterior com material resistente à água (polipropileno e/ou poliéster); a do meio de material sintético ou algodão para atuar como filtro, e a interior de material que absorva a água como o algodão. 

Máscara cirúrgica 

máscara cirúrgica

Essas máscaras são descartáveis, portanto não são tão econômicas, mas são muito eficientes e conseguem filtrar partículas menores do que outros tecidos, aumentando a proteção contra covid-19. 

Alguns fabricantes colocam um arame na parte superior que ajuda a ajustar a máscara no nariz e rosto de cada um, vedando melhor. Lembrando que essa máscara deve ter também três camadas de proteção, preferencialmente. 

Máscara N95 

máscara N95

Esse é um dos tipos de máscaras mais seguros para usar segundo a OMS. É utilizada por profissionais da saúde e oferece cinco camadas de proteção que se encaixam no rosto vedando todas as extremidades do nariz, bochecha e queixo. É um pouco mais cara do que as outras opções, mas garante uma excelente proteção. Fique atento aos selos para ver se máscara é original. 

Máscara PFF2 

máscara PFF2

Nos últimos tempos, a PFF2 ganhou mais força por oferecer alta proteção por um valor mais ajustado. Esse tipo de máscara vem com um clipe nasal e adere muito bem ao rosto. 

Ela é indicada para locais mais fechados, como transportes públicos e outros locais aglomerados. Dentre todos os tipos de máscaras essa é uma das mais rígidas e evita que fique raspando no nariz, gerando mais conforto para quem usa. 

Dicas para comprar 

  • Confira se os elásticos prendem atrás da cabeça (e não da orelha).
  • Confira se a PFF2 tem o selo do Inmetro.
  • Se estiver escrito na embalagem que a máscara é lavável, não compre, porque as PFF2 não são laváveis.
  • Se a máscara tem costura de máquina – com linha – não é uma PFF2, porque elas são seladas.
  • A máscara pode ter a nomenclatura (S) ou (SL) na embalagem; isso simboliza a capacidade de reter partículas sólidas e líquidas à base de água (S) ou sólidas e líquidas à base de óleo ou outro líquido diferente de água (SL). Para o coronavírus, a sigla S já é suficiente.

Máscara com válvula 

máscara com válvula

Esse modelo vem com uma válvula que facilita a saída de ar. Porém, essa marca não é indicada e inclusive está proibida em voos, pois se uma pessoa está contaminada ela pode expelir partículas virais e ser um risco para as outras pessoas. 

Máscara de vinil ou M85 

máscara de vinil

A máscara de vinil, ou M85, ficou conhecida por ser um dos poucos modelos transparentes, mas além de não ter uma boa adesão, o material não é capaz de filtrar o ar tanto inspirado quanto expirado. Ou seja, não é uma boa opção. 

Face shield ou protetor facial 

face shield

Essa aqui não é uma máscara na verdade, ela é colocada para cobrir todo o rosto, mas ela não protege as vias respiratórias, portanto, não filtra o ar. Ela só deve ser usada combinada com a máscara e pode funcionar como um aliado na proteção. 

São muito recomendados para profissionais que trabalham em contato com pessoas como vendedores, caixa de mercado e de farmácia, cabeleireiros, garçons, dentre outros. 

Como usar a máscara? 

Primeiramente o importante é se certificar que a máscara escolhida cubra completamente a boca e o nariz. É essencial que nenhuma fresta entre o material e a bochecha fique aberta, por menor que seja, pois o vírus poderá entrar por ali e chegar até as narinas. 

Para verificar a vedação realize esse teste: cubra a maior parte possível da superfície da máscara com as mãos e expire. Veja se o ar está vazando pelas laterais. Você pode também passar um espelho nas laterais e ver se ele embaça. Se embaçar é porque o ar está saindo. 

Uma forma de garantir que a máscara não fique solta é usar uma máscara de pano por baixo ou por cima da cirúrgica para filtrar melhor, ou ainda fazer um pequeno nó no elástico para melhor fixação.

Outra dica importante é nunca encostar na máscara enquanto está usando e sempre retirar pelas alças laterais e higienizar as mãos antes e logo depois de descartar. Evite encostar nos olhos. 

Conclusão 

Agora você já sabe quais os tipos de máscaras mais recomendadas para usar, então fica mais fácil fazer a escolha. Porém, lembre-se que apenas usar máscara não é o suficiente para se proteger do coronavírus. A máscara deve ser utilizada em conjunto com outras práticas de proteção como uso de álcool em gel nas mãos e distanciamento social. Por isso, se possível fique em casa.

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Médico online: saiba como funciona e conheça 4 benefícios

As tecnologias virtuais de comunicação, junto com as inovações da medicina, têm criado novos tipos de relações e práticas que facilitam e aceleram os atendimentos, como a consulta com médico online.

Para as clínicas que desejam estar sempre atualizadas e ativas no mercado, investir nessas tecnologias é um caminho quase que indispensável.

Fazer marcação de consultas online ou até realizar atendimentos por meio de vídeos são tecnologias que já chegaram nas clínicas e consultórios mais modernos do País. 

Para entender melhor como esse tipo de tecnologia com atendimentos médicos online pode se encaixar no seu negócio, continue a leitura!

Entenda como funciona a telemedicina  

telemedicina

A telemedicina nada mais é do que o atendimento médico online, feito à distância. 

Ela pode ser feita por meio de videoconferências realizadas em computadores, além de celulares e tablets conectados à internet.

Basicamente, essa é uma tecnologia que já está em uso na maior parte do mundo de forma legalizada e segura para todos. 

Entretanto, de acordo com o G1, esse tipo de serviço ainda se encontra em fase de aprimoramento e consolidação por parte dos consultórios médicos no País.

Empresas e instituições de saúde, além dos próprios governos federal e estaduais vêm colocando muito esforço para disseminação da prática, especialmente após a pandemia da Covid-19.

Para conhecer melhor como a telemedicina funciona na prática, vamos entender suas principais frentes de atuação. 

Confira!

Teleassistência

A teleassistência é o tipo de atendimento médico online em que os pacientes são monitorados em suas próprias casas ou centros clínicos por um médico.

Neste tipo de consulta, a comunicação com outros profissionais e até mesmo com o paciente acontecem de forma totalmente digital e à distância.

Basicamente, ela tem o foco de oferecer mais conforto e bem-estar aos pacientes, em especial idosos ou doentes acamados.

Para que seja eficiente, atualmente existem ferramentas e equipamentos que avaliam em tempo real os sinais vitais e outros parâmetros clínicos dos pacientes.

Esses recursos ajudam a enviar dados diretamente aos especialistas à distância, facilitando o trabalho do médico online. 

Teleconsulta

Como o próprio nome diz, é uma consulta ao médico usual, só que feita à distância.

Nessa modalidade, o médico possui um prontuário eletrônico online, em que confere as informações do paciente, tira dúvidas e orienta. 

A teleconsulta proporciona muitos benefícios, tantos para os médicos, tais como:

  •  Ampliar o alcance geográfico das consultas;
  • Atender mais pacientes em um mesmo período;
  • Segurança no uso de dados e informações do paciente;
  •  Redução de custos.

Teleducação

Já pensou em ganhar conhecimento prático da sua profissão sem sair de casa? A teleducação oferece isso graças ao avanço das tecnologias.

Além disso, a democratização e o acesso às informações médicas também foram beneficiadas com essa mudança de comportamento do setor. 

Desta maneira, os médicos podem se aperfeiçoar fazendo cursos e desenvolvendo novas capacidades profissionais por meio da educação à distância. 

Emissão de laudos à distância

Essa é uma das aplicações da telemedicina de maior eficiência, pois permite que médicos e pacientes tenham acesso aos resultados de laudos médicos de forma online.

Os exames são realizados nas clínicas e laboratórios especializados e o resultado fica disponível em uma página web, onde paciente e médico podem acessar remotamente.

Aliando a emissão de laudos à distância com as Teleconsultas, médico e paciente podem dialogar sobre saúde com base em dados e resultados concretos.

Isso resulta em médicos com atendimentos mais eficazes e pacientes mais satisfeitos com os resultados. 

4 benefícios de conversar com um médico online

teleconsultas

Ir até um consultório médico e conversar pessoalmente com o profissional é uma cultura brasileira, de um povo que se sente muito confortável com o “olho no olho”.

Porém, na prática, é um costume que pode ser moldado, já que as tecnologias que chegam no mercado da saúde permitindo que consultas com médicos online sejam realizadas, sem perder qualidade e atenção no atendimento.

Os benefícios são muitos e vão ser apresentados a você agora, basta continuar a leitura.

1. Permite tirar dúvidas simples

É comum termos dúvidas médicas que são mais simples do que parecem, e podem ser resolvidas em apenas alguns minutos de conversa com o profissional.

Para os casos mais simples, o ideal para médico e paciente é que a consulta aconteça de forma online. 

Assim, é possível economizar o tempo do deslocamento, a passagem de transporte ou gasolina, e claro, aproveitar o conforto da sua casa ou consultório.

2. Amplia a relação entre médico e paciente  

A relação entre médico e paciente também pode ser aperfeiçoada e até mais próxima utilizando recursos tecnológicos.

Essa, inclusive, é uma forma fácil e prática de criar uma relação mais estreita com esse profissional, que pode ter acesso às suas dúvidas e condições de saúde de forma muito mais rápida.

No caso de alguns profissionais, também se torna possível usar o WhatsApp para criar um canal de comunicação direto com os pacientes, facilitando ainda mais o serviço do médico online.

3. Em tempos de pandemia, evita exposição

A pandemia do coronavírus nos apresentou um cenário sem precedentes, em que ficar em casa é o mais seguro para todos. 

Em caso de necessitar passar por consultas médicas, nada melhor do que resolver todos os seus problemas de saúde dentro de casa.

Se antes da pandemia a regularização da Telemedicina no Brasil andava a passos lentos, no cenário da pandemia essa tecnologia foi percebida como uma aliada importante nos tratamentos médicos. 

Com esse tipo de prática ativa, mais precisamente em abril de 2020, se tornou possível evitar a circulação por locais onde passam muitas pessoas. Evitando, assim, o risco de ser contaminado pelo vírus.

A Lei nº 13.989/20, regulamenta de forma oficial o uso da telemedicina no Brasil, principalmente durante o período considerado como “calamidade pública”. 

Com isso, podemos afirmar que, sim, a telemedicina foi um recurso importante para promoção e controle da saúde nesse momento de pandemia, dentro e fora do Brasil. 

4. Beneficia pessoas com mobilidade reduzida

Para quem tem dificuldade de se locomover, como pessoas com deficiência (PCD) ou pessoas acamadas, a telemedicina é um alívio.

Essa modalidade surge como uma forma de proporcionar atendimento médico de qualidade e com a segurança e conforto que essas pessoas precisam.

Isso, basicamente, é humanizar e democratizar a saúde para todos os públicos de maneira simples e eficiente.

Médico Online: atendimento por WhatsApp

Segundo a Associação Paulista de Medicina (APM), 65% dos médicos se comunicam com seus pacientes via aplicativos de mensagens, como o Whatsapp.

Os aplicativos de mensagem instantâneas, como o WhatsApp, permitem o envio de textos, áudios e fotos de forma prática, rápida e dinâmica. 

A única exigência é o sinal de internet ativo.

Da marcação de consultas online até o atendimento médico online, a Teleconsulta tem se tornado uma ferramenta muito importante para salvar vidas em todo mundo.

Esse é um tipo de tecnologia na área de saúde que se mostra cada vez mais promissora e um caminho sem volta para as clínicas médicas que desejaem se modernizar e sair na frente do mercado.

Afinal, faz todo sentido usarmos toda a tecnologia disponível no mercado para levar atendimento médico online e de qualidade para todos, já que a experiência de ter um médico online permite até mesmo que mais vidas sejam salvas. 

Como garantir a correta conservação de vacinas?

A conservação de vacinas é um tema muito importante, uma vez que notícias recentes repercutiram em várias cidades e estados sobre a perda de doses de vacinas contra Covid no Brasil. As falhas nos processos, temperatura e distribuição têm ocasionado esses problemas. 

A perda de doses de imunizantes, em um momento que o país desesperadamente precisa dessas vacinas para salvar vidas é muito grave. A desorganização e falta de preparo do país para um programa de imunização desse nível e no prazo estipulado, além da má gestão do presidente Jair Bolsonaro estão contribuindo para o caos da saúde pública. 

Um dos erros mais comuns com relação à conservação de vacinas é com relação à cadeia de frio, também chamada de “cold chain” que envolve o teste de armazenagem, conservação, manuseio, distribuição até o transporte. 

Os estudos são necessários para garantir a eficácia e estabilidade da temperatura da geladeira de vacina, principalmente nos deslocamentos. 

Desperdício de vacinas 

Grande parte das vacinas são produzidas, usando ativos biológicos que exigem uma temperatura entre 2° a 8º C, conhecidas como vacinas termolábeis e, por conta disso, não podem sofrer alterações de temperatura durante toda a rede de frio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou que cerca de 50% das vacinas em todo o mundo são desperdiçadas, principalmente, em decorrência de problemas na temperatura. Porém, a Cadeia de Frio é algo que existem há muito tempo, uma vez que qualquer medicamento ou vacina transportada deve seguir rigorosas regras e protocolos. 

É essencial garantir um controle de temperatura eficiente para fazer com que essas vacinas cheguem à população a tempo e com qualidade

A perda de vacina pode ser derivada de vários problemas, como um transporte ineficiente, problemas com a geladeira ou freezer do posto de saúde, dentre outras falhas. 

Por mais que o Brasil já tenha concluído inúmeros outros programas de imunização com sucesso, nunca antes isso havia sido exigido com tanta urgência como agora e isso certamente sobrecarregou a logística e o sistema de imunização como um todo. 

Casos de vacinas em temperatura inadequada 

No começo do mês passado, para se ter uma ideia, tivemos novos casos de problemas na conservação de vacinas. O Ministério Público do RJ constatou irregularidades em São Gonçalo e Itaboraí que utilizaram geladeiras domésticas com temperaturas inadequadas, ao invés das câmaras de vacinas. 

Além disso, nos pontos de vacinação foram encontradas caixas térmicas com termômetro ineficiente ou com temperatura inadequada para conservação de vacinas. 

Já sabemos que, conforme o Manual da Rede de Frio divulgado pelo Ministério da Saúde, os refrigeradores de uso doméstico, projetados para a conservação de alimentos e produtos que não demandam precisão no ajuste da temperatura, não são mais indicados para o armazenamento e conservação dos imunobiológicos. 

Pela resolução RDC 304/2019 ficou estabelecido que as vacinas, como medicamentos termolábeis, devem ser guardadas em equipamentos servidos com fonte de energia alternativa que garanta estabilidade da temperatura e a correta conservação de vacinas. 

Lembrando também que não adianta congelar a vacina, pois o excesso de resfriamento também é prejudicial para sua estabilidade e eficácia.

Veja também como é importante a organização da geladeira de vacinas para garantir a eficácia e segurança dos imunizantes.

Conservação de vacinas da Pfizer em temperatura mais alta 

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no final de fevereiro de 2021, o armazenamento e transporte de vacina desenvolvida pela Pfizer em temperatura de congelador padrão por até duas semanas, ao invés de instalações ultrafrias. 

Isso ajuda a aliviar a carga de aquisição de equipamentos de armazenamento ultrabaixo e deve ajudar a levar vacinas a mais locais inacessíveis e com baixa infra-estrutura. 

Anteriormente, as empresas pediram ao órgão regulador de saúde dos Estados Unidos que alterasse as exigências de temperatura para sua vacina contra Covid-19, permitindo potencialmente que fosse mantida em refrigeradores de farmácia.

Novos dados foram encaminhados à FDA, em apoio a uma proposta de atualização da bula de uso emergencial que permite que as ampolas de vacina sejam armazenadas entre -25 e -15 graus Celsius por até duas semanas, como alternativa ao armazenamento em congelador de temperatura ultrabaixa.

Em dezembro, a FDA concedeu autorização para uso de emergência da vacina da Pfizer/BioNTech armazenada em congelador ultrafrio, com temperaturas entre -80ºC e -60ºC.

Leia na íntegra o nosso guia de controle de temperatura de geladeira para tirar outras dúvidas.

Solução para conservação de vacinas dentro das normas da Anvisa 

O IVigilant V, é um sistema de monitoramento de temperatura de vacinas que foi desenvolvido para controle das câmaras de vacina, hemoderivados, medicamentos de alto custo e produtos termos-sensíveis bem como estufas e incubadoras.

Tais equipamentos precisam ser monitorados 24 horas para que a temperatura não fuja dos parâmetros de temperatura exigidos pela ANVISA.

Com o monitoramento em tempo real, os hospitais podem garantir que seus ativos essenciais estejam no ambiente certo, evitando substituições dispendiosas e melhorando seus resultados.

Composto por um módulo microprocessado autônomo que monitora armazena e processa alarmes em tempo real, permite a configuração de regras de atuação e conexões, baixo consumo de energia 5 watts, opcional com bateria.

Com o monitoramento do ambiente de saúde com o IVigilant V, a equipe recebe alertas instantâneos quando as medidas são detectadas acima ou abaixo dos parâmetros definidos, para que possam tomar medidas imediatas para resolver o problema. 

Além disso, uma assistência técnica preventiva e correta das câmaras de vacinas também é essencial para evitar problemas em curto, médio e longo prazo.

Realidade atual do Covid-19 

O Brasil vêm enfrentando o crescimento considerável de casos e mortes por Covid-19 diariamente em praticamente todas as regiões e isso é reflexo do descuido da população quanto ao isolamento e distanciamento social, má gestão do governo federal, além da lentidão na imunização somado à circulação de novas variantes. 

Como medicamentos imunobiológicos termossensíveis, as vacinas precisam de cuidados especiais no armazenamento para preservar sua potência e eficácia. 

Para armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte de imunobiológicos, necessita-se de uma rede de frio ou cadeia de frio que assegure todas essas etapas em condições adequadas de refrigeração. Entre em contato e veja como podemos ajudar! 

Leia nossa série de artigos informativos sobre vacina:

Fontes: https://www.metropoles.com/brasil/mp-flagra-vacinas-em-temperatura-inadequada-em-duas-cidades-do-rio

https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-02/fda-autoriza-conservacao-de-vacina-da-pfizer-em-temperatura-mais-alta

https://jornal.usp.br/podcast/pilula-farmaceutica-58-conservacao-de-vacina-contra-covid-19-exige-processo-de-rede-de-frio/

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/03/09/interna_nacional,1244917/falhas-causam-perda-de-doses-de-vacinas-contra-covid-no-brasil-entenda.shtml

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Tudo que precisa saber sobre Programa Nacional de Imunização

O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Brasil é reconhecido no mundo todo. São mais de 300 milhões de doses anuais distribuídas em vacinas, soros e imunoglobulinas, fatos que contribuíram, por exemplo, com a erradicação da varíola e da poliomielite, além da redução dos casos e mortes derivadas do sarampo, da rubéola, do tétano, da difteria e da coqueluche.

O Programa Nacional de Imunização define os calendários de vacinação considerando a situação epidemiológica, o risco, a vulnerabilidade e as especificidades sociais, com orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas. E, para que o programa nacional de imunização continue representando um sucesso na saúde pública, cada vez mais esforços devem ser despendidos. Todas as doenças prevenidas pelas vacinas que constam no calendário de vacinação, se não forem alvo de ações prioritárias, podem voltar a se tornar recorrentes. 

Covid-19: Panorama Geral 

A covid-19 é a maior pandemia da história recente da humanidade causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), que causa infecção respiratória aguda potencialmente grave. Trata-se de uma doença de elevada transmissibilidade e distribuição global. 

A transmissão ocorre principalmente entre pessoas por meio de gotículas respiratórias ou contato com objetos e superfícies contaminadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% das pessoas têm a forma leve ou moderada da doença, porém aproximadamente 15% delas desenvolvem a doença severa necessitando de suporte de oxigênio. 

Tem-se ainda que 5% da população que é afetada com a forma grave da doença e pode vir a desenvolver além das complicações respiratórias, complicações sistêmicas como trombose, complicações cardíacas e renais, sepse e choque séptico.

Dados da doença 

Desde o início de 2020, a covid-19 dispersou-se rapidamente pelo mundo e até 09 de dezembro de 2020, já haviam sido confirmados mais de 67,7 milhões de casos da doença, incluindo mais de 1,5 milhões de óbitos, reportados pela OMS. Na região das Américas, no mesmo período, foram confirmados mais de 28,8 milhões de casos e mais de 756 mil óbitos de covid-19. 

No Brasil, no mesmo período, foram confirmados mais de 6,7 milhões de casos da covid-19 e 178 mil óbitos. Foram notificados cerca de 974 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados, com mais de 54% dos casos confirmados para covid-19 (n=529.549), dos quais 51,6% foram em maiores de 60 anos de idade.

Plano de Vacinação Covid-19 

O plano encontra-se organizado em 10 eixos:

1) Situação epidemiológica e definição da população-alvo para vacinação;

2) Vacinas COVID-19;

3) Farmacovigilância;

4) Sistemas de Informações;

5) Operacionalização para vacinação;

6) Monitoramento, Supervisão e Avaliação;

7) Orçamento para operacionalização da vacinação;

8) Estudos pós-marketing;

9) Comunicação;

10) Encerramento da campanha de vacinação.

Você pode consultar todos eles no plano de vacinação eletrônico disponível aqui

Grupos prioritários 

O Plano de Vacinação desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunização emcooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica, foi baseado em princípios similares aos estabelecidos pela OMS, bem como nas considerações sobre a viabilização operacional das ações de vacinação. 

Optou-se pela seguinte ordem de priorização: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da preservação do funcionamento dos serviços essenciais e proteção dos indivíduos com maior risco de infecção. 

Desta forma foram elencadas as seguintes populações como grupos prioritários para vacinação do Programa Nacional de Imunização: 

  • trabalhadores da área da saúde (incluindo profissionais da saúde, profissionais de apoio, cuidadores de idosos, entre outros), 
  • pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas,
  • população idosa (60 anos ou mais), 
  • indígena aldeado em terras demarcadas aldeados, comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas, 
  • população em situação de rua, 
  • morbidades (Diabetes mellitus; hipertensão arterial grave (difícil controle ou com lesão de órgão alvo); 
  • doença pulmonar obstrutiva crônica; 
  • doença renal;
  • doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares;
  • indivíduos transplantados de órgão sólido; 
  • anemia falciforme; 
  • câncer; 
  • obesidade grau III, 
  • trabalhadores da educação,
  • pessoas com deficiência permanente severa,
  • membros das forças de segurança e salvamento, 
  • funcionários do sistema de privação de liberdade, 
  • trabalhadores do transporte coletivo, 
  • transportadores rodoviários de carga,
  • população privada de liberdade.

Contraindicações à vacina 

Uma vez que ainda não existe registro para uso da vacina no país, não é possível estabelecer uma lista completa de contra indicações, no entanto, considerando os ensaios clínicos em andamento e os critérios de exclusão utilizados nesses estudos, entende-se como contraindicações prováveis:

▪ Pessoas menores de 18 anos de idade (o limite de faixa etária pode variar para cada vacina de acordo com a bula);

▪ Gestantes;

▪ Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma Vacina COVID-19;

▪ Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da(s) vacina(s).

Controle de vacinados 

Para a análise do desempenho da Campanha, informações de doses aplicadas e coberturas vacinais (CV) serão visualizadas a partir de um painel, em desenvolvimento pelo Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS).

Será colocado à disposição o número de doses aplicadas, por UF e municípios, por um determinado período de tempo, por gênero, por faixa etária e por tipo de vacina.

Do mesmo modo serão apresentadas informações relativas ao quantitativo de doses das vacinas distribuídas, viabilizando análise de controle de estoque e de utilização das vacinas recebidas pelos estados e municípios. 

Os dados e indicadores serão disponibilizados aos gestores, profissionais de saúde e público em geral por meio do painel. Salienta-se que os dados individualizados e identificados estarão disponíveis somente para os profissionais de saúde devidamente credenciados e com senhas, resguardando toda a privacidade e confidencialidade das informações, para acompanhamento da situação vacinal no estabelecimento de saúde.

Reforça-se que os registros das doses aplicadas das vacinas COVID-19 deverão garantir a identificação do cidadão vacinado pelo número do CPF ou do CNS, para possibilitar a identificação, o controle, a segurança e o monitoramento das pessoas vacinadas, evitar duplicidade de vacinação e possibilitar acompanhamento de possíveis EAPV. Estes deverão garantir também a identificação da vacina, do lote, do produtor e do tipo de dose aplicada, objetivando possibilitar o registro na carteira digital de vacinação. 

Rede de Frio e o Planejamento Logístico 

A Rede de Frio Nacional organiza-se nas três esferas de gestão, viabilizando a adequada logística de aproximadamente 300 milhões de doses de 47 imunobiológicos distribuídos anualmente pelo Programa Nacional de Imunização, para garantia de vacinação em todo o território nacional. 

Conta com a seguinte estrutura:

▪ 1 Central Nacional;

▪ 27 Centrais Estaduais; 273 Centrais Regionais e aproximadamente 3.342 Centrais Municipais;

▪ Aproximadamente 38 mil Salas de Imunização, podendo chegar a 50 mil pontos de vacinação em períodos de campanhas;

▪ 52 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Confira também nosso guia sobre o controle de temperatura de geladeira.

Programa Nacional de Imunização

Armazenamento das vacinas do Programa Nacional de Imunização 

Com o objetivo de manter a confiabilidade da temperatura de armazenamento dos imunobiológicos nas diversas unidades de rede de frio orienta-se o registro da temperatura em mapas de controle, no início e término do expediente. 

Os sensores aplicados à medição devem ser periodicamente calibrados e certificados por Laboratórios de Calibração da Rede Brasileira de Calibração do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, de forma a garantir a precisão dos registros de temperatura (+2° a +8°C).

Em relação à garantia do desempenho dos equipamentos de armazenamento e das condições de manuseio dos imunobiológicos convenciona-se o uso de ar condicionado nos ambientes. No que se refere à segurança do funcionamento dos equipamentos, para preservação das condições de armazenamento, a depender da unidade de rede de frio, recomenda-se o uso de geradores de energia elétrica, nobreak, ou ainda câmaras refrigeradas com autonomia de 72 horas ou em conformidade com o plano de contingência local. 

Observadas todas as medidas de segurança adotadas em orientação única à Rede de Frio Nacional, nos casos de ocorrência de mau funcionamento no abastecimento de energia elétrica e/ou exposição dos imunobiológicos, ou ainda constatação de desvio da qualidade dos imunobiológicos da rede é orientado o registro em formulário padronizado em banco unificado para registro do histórico dos produtos, desde a aquisição até a administração.

Confira detalhes sobre a importância da temperatura da geladeira de vacina.

Monitoramento, supervisão e avaliação 

O monitoramento, supervisão e avaliação do Programa Nacional de Imunização são importantes para acompanhamento da execução das ações planejadas, na identificação oportuna da necessidade de intervenções, assim como para subsidiar a tomada de decisão gestora em tempo oportuno. Ocorre de maneira transversal em todo o processo de vacinação.

O monitoramento está dividido em três blocos:

  1. Avaliação e identificação da estrutura existente na rede;
  2. Processos;
  3. Indicadores de intervenção.

I-Vigilant: sistema de monitoramento de vacinas 

O IVigilant V, foi desenvolvido como um sistema de monitoramento de vacinas, hemoderivados, medicamentos de alto custo e produtos termos-sensíveis bem como estufas, incubadoras no que se refere à sua temperatura.

Tais equipamentos precisam ser monitorados 24 horas para que a temperatura não fuja dos parâmetros exigidos pela ANVISA. Com o monitoramento em tempo real, os hospitais podem garantir que seus ativos essenciais estejam no ambiente certo, evitando substituições dispendiosas e melhorando seus resultados.

Composto por um módulo microprocessado autônomo que monitora armazena e processa alarmes em tempo real, permite a configuração de regras de atuação e conexões, baixo consumo de energia 5 watts, opcional com bateria.

Saiba mais aqui.

Consulte também nossa série de artigos sobre vacinas:

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica-1.pdf

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A vacinação é segura? Existem efeitos colaterais?

A vacinação é segura e os efeitos colaterais da vacina são geralmente menores e temporários, como dor no braço ou febre baixa. Efeitos colaterais mais graves são possíveis, mas extremamente raros.

Qualquer vacina licenciada é rigorosamente testada em várias fases de testes antes de ser aprovada para uso e regularmente reavaliada assim que é introduzida. Os cientistas também monitoram constantemente as informações de várias fontes em busca de qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.

Lembre-se de que é muito mais provável que você sofra lesões graves por uma doença evitável por vacina do que por uma vacina. Por exemplo, o tétano pode causar dor extrema, espasmos musculares (travamento) e coágulos sanguíneos, o sarampo pode causar encefalite (uma infecção do cérebro) e cegueira. Muitas doenças evitáveis ​​por vacinas podem até resultar em morte. Os benefícios da vacinação superam em muito os riscos, e muito mais doenças e mortes ocorreriam sem vacinas.

Existem efeitos colaterais das vacinas de modo geral? 

Como qualquer medicamento, as vacinas podem causar efeitos colaterais leves, como febre baixa ou dor ou vermelhidão no local da injeção. As reações leves desaparecem por conta própria em poucos dias.

Os efeitos colaterais graves ou de longa duração são extremamente raros. As vacinas são monitoradas continuamente para segurança, para detectar eventos adversos raros.

Quais os efeitos colaterais da vacina contra o Covid-19? 

Vermelhidão, inchaço ou dor ao redor do local da injeção, bem como fadiga, febre, dor de cabeça e dores nos membros também não são incomuns nos primeiros três dias após a vacinação.

Estas reações são normais e geralmente suaves e diminuem após alguns dias. Mostram, na verdade, que a vacina é eficaz, pois estimula o sistema imunológico, e o organismo produz anticorpos contra uma infecção “simulada” pela vacinação. Essas reações, típicas de vacinação, foram relatadas após a aplicação dos imunizantes da BioNTech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca (Oxford) e Sputnik V. Todas estas estão em uso em várias partes do mundo.

Além das reações típicas da vacinação, houve também casos individuais de efeitos colaterais às vezes graves após a vacinação. Entre eles estão choques alérgicos, que foram relatados em detalhes pelos desenvolvedores. Mas ainda se tratam de casos isolados.

Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez? 

A evidência científica mostra que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não tem efeito negativo. As crianças são expostas a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunológica todos os dias. O simples ato de comer alimentos introduz novos germes no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz.

Quando uma vacinação combinada é possível (por exemplo, para difteria, coqueluche e tétano), isso significa menos injeções e reduz o desconforto para a criança. Também significa que seu filho está recebendo a vacina certa na hora certa, para evitar o risco de contrair uma doença potencialmente mortal.

Quais os componentes de uma vacina? 

Todos os ingredientes de uma vacina desempenham um papel importante para garantir que ela seja segura e eficaz. Alguns deles incluem:

  • O antígeno. Esta é uma forma morta ou enfraquecida de um vírus ou bactéria, que treina nosso corpo para reconhecer e lutar contra a doença se a encontrarmos no futuro.
  • Adjuvantes, que ajudam a aumentar nossa resposta imunológica. Isso significa que eles ajudam as vacinas a funcionar melhor.
  • Conservantes, que garantem que a vacina permaneça eficaz.
  • Estabilizadores, que protegem a vacina durante o armazenamento e transporte.

Os ingredientes da vacina podem parecer desconhecidos quando listados no rótulo. No entanto, muitos dos componentes usados nas vacinas ocorrem naturalmente no corpo, no meio ambiente e nos alimentos que comemos. Todos os ingredientes das vacinas – bem como as próprias vacinas – são exaustivamente testados e monitorados para garantir que sejam seguras.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

Uol

https://bit.ly/38G1mKP

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Como as vacinas são desenvolvidas e testadas?

As vacinas mais comumente usadas já existem há décadas, com milhões de pessoas recebendo-as com segurança todos os anos. Como acontece com todos os medicamentos, toda vacina deve passar por testes extensivos e rigorosos para garantir que seja segura antes de poder ser introduzida em um país.

Uma vacina experimental é testada pela primeira vez em animais para avaliar sua segurança e potencial para prevenir doenças. Em seguida, é testado em ensaios clínicos humanos, em três fases:

Na fase I, a vacina é administrada a um pequeno número de voluntários para avaliar sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta imune e determinar a dosagem certa.

Na fase II, a vacina geralmente recebe centenas de voluntários, que são monitorados de perto quanto a quaisquer efeitos colaterais, para avaliar melhor sua capacidade de gerar uma resposta imune. Nessa fase, os dados também são coletados, sempre que possível, sobre os desfechos da doença, mas geralmente não em números grandes o suficiente para ter uma imagem clara do efeito da vacina sobre a doença. Os participantes dessa fase têm as mesmas características (como idade e sexo) das pessoas para as quais a vacina se destina. Nesta fase, alguns voluntários recebem a vacina e outros não, o que permite fazer comparações e tirar conclusões sobre a vacina.

Na fase III, a vacina é administrada a milhares de voluntários – alguns dos quais recebem a vacina experimental e outros não, assim como nos estudos de fase II. Os dados de ambos os grupos são cuidadosamente comparados para verificar se a vacina é segura e eficaz contra a doença contra a qual se destina.

Assim que os resultados dos ensaios clínicos estiverem disponíveis, uma série de etapas é necessária, incluindo análises de eficácia, segurança e fabricação para aprovações de políticas regulatórias e de saúde pública, antes que uma vacina possa ser introduzida em um programa nacional de imunização.

Após a introdução de uma vacina, o monitoramento próximo continua a detectar quaisquer efeitos colaterais adversos inesperados e a avaliar a eficácia no ambiente de uso rotineiro entre um número ainda maior de pessoas para continuar avaliando a melhor forma de usar a vacina para obter o maior impacto protetor. 

Por que a vacina contra o Covid-19 foi produzida tão rápido?

No caso da Covid-19 o seu desenvolvimento teve que ser muito mais rápido do que outras vacinas historicamente. 

Normalmente, novas vacinas demoram a sair devido a questões envolvendo financiamento, assinatura de documentos e reuniões de conselhos para revisar as pesquisas e discutir os próximos passos. No caso da pandemia de COVID-19, esperar o tempo médio de cada um desses processos estava fora de questão.

Quando uma empresa ou instituto decide buscar autorização para uma nova vacina, o FDA costuma processar a solicitação dentro de 10 meses. Nesse caso, a agência optou por convocar uma reunião de emergência e estava pronta para aprovar os imunizantes em três semanas.

Outro fator que ajudou no desenvolvimento de vacinas contra COVID-19 foi o aumento rápido e exponencial no número de infectados. Os testes de vacinas costumam durar até que uma certa quantidade de casos positivos sejam registrados. Assim, quando as taxas de contaminação dispararam durante a fase 3 dos testes, as farmacêuticas conseguiram coletar em um curto intervalo de tempo os dados necessários para encerrar os estudos e analisar os resultados antes que o esperado.

Por fim, para não perder tempo esperando a finalização de cada etapa do processo de desenvolvimento e aprovação da vacina, muitas empresas e órgãos anteciparam quais seriam os próximos passos e já se preparam. As farmacêuticas começaram a produzir grandes quantidades de doses antes de receberem as aprovações. Já as agências governamentais começaram a discutir os potenciais riscos dos imunizantes e planos de vacinação com antecedência também.

Portanto, uma série de fatores contribuiu para termos uma vacina contra COVID-19 em menos de um ano desde que a pandemia atingiu diversos países de forma agressiva. Desde esforços em conjunto de farmacêuticas e governos ao histórico de pesquisas e vacinas passadas, tudo isso ajudou a estarmos mais perto de uma imunização eficaz e segura. O fato de isso ocorrer em um tempo recorde não significa que houve imprudência.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

Confira esse vídeo explicativo produzido pela Unicamp para saber como isso foi possível.

Fontes: 

Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

Gizmodo Uol

https://gizmodo.uol.com.br/como-vacinas-covid-19-desenvolvidas-tao-rapido/

Quando eu devo me vacinar?

As vacinas nos protegem ao longo da vida e em diferentes idades, do nascimento à infância, na adolescência e na velhice. Na maioria dos países, você receberá um cartão de vacinação que informa quais vacinas você ou seu filho tomaram e quando devem ser tomadas as próximas vacinas ou doses de reforço. É importante ter certeza de que todas essas vacinas estão atualizadas.

Se atrasarmos a vacinação, corremos o risco de adoecer gravemente. Se esperarmos até achar que podemos estar expostos a uma doença grave – como durante o surto de uma doença, como aconteceu com o Covid-19 ao redor de todo mundo – pode não haver tempo suficiente para a vacina funcionar e receber todas as doses recomendadas.

O plano de vacinação do Covid-19 já começou na maioria dos países ao redor do mundo, primeiro para os profissionais da saúde, idosos e pessoas do grupo de risco, e depois para os mais jovens. É importante você acompanhar na sua cidade as datas e prazos para cada grupo, inclusive as datas indicadas do reforço para se imunizar completamente. Acesse o site da Prefeitura da sua cidade e confira o cronograma completo. 

Por que a vacinação começa tão jovem? 

Crianças pequenas podem ser expostas a doenças em sua vida diária de muitos lugares e pessoas diferentes. O esquema de vacinação recomendado pela OMS é projetado para proteger bebês e crianças pequenas o mais cedo possível. Bebês e crianças pequenas geralmente correm o maior risco de doenças porque seus sistemas imunológicos ainda não estão totalmente desenvolvidos e seus corpos são menos capazes de combater infecções. Portanto, é muito importante que as crianças sejam vacinadas contra as doenças na data recomendada no cartão de vacinação.

Não vacinei meu filho na data indicada. É muito tarde para recuperar o atraso? 

Para a maioria das vacinas, nunca é tarde para recuperar o atraso. Fale com o seu profissional de saúde ou dirija-se a um SUS para saber como obter as doses de vacinação perdidas para você ou para o seu filho.

Quem pode ser vacinado? 

Quase todas as pessoas podem ser vacinadas. No entanto, devido a algumas condições médicas, algumas pessoas não devem tomar certas vacinas ou devem esperar antes de tomá-las. Essas condições podem incluir:

  • Doenças ou tratamentos crônicos (como quimioterapia) que afetam o sistema imunológico;
  • Alergias graves e com risco de vida aos componentes da vacina, que são muito raros;
  • Se tiver doença grave e febre alta no dia da vacinação.

Clique aqui para saber se quem tem alergia pode ser vacinado contra o covid-19.

Esses fatores geralmente variam para cada vacina. Se você não tem certeza se você ou seu filho deve tomar uma vacina específica, converse com seu profissional de saúde. Eles podem ajudá-lo a fazer uma escolha informada sobre a vacinação para você ou seu filho.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR