Médico online: saiba como funciona e conheça 4 benefícios

As tecnologias virtuais de comunicação, junto com as inovações da medicina, têm criado novos tipos de relações e práticas que facilitam e aceleram os atendimentos, como a consulta com médico online.

Para as clínicas que desejam estar sempre atualizadas e ativas no mercado, investir nessas tecnologias é um caminho quase que indispensável.

Fazer marcação de consultas online ou até realizar atendimentos por meio de vídeos são tecnologias que já chegaram nas clínicas e consultórios mais modernos do País. 

Para entender melhor como esse tipo de tecnologia com atendimentos médicos online pode se encaixar no seu negócio, continue a leitura!

Entenda como funciona a telemedicina  

telemedicina

A telemedicina nada mais é do que o atendimento médico online, feito à distância. 

Ela pode ser feita por meio de videoconferências realizadas em computadores, além de celulares e tablets conectados à internet.

Basicamente, essa é uma tecnologia que já está em uso na maior parte do mundo de forma legalizada e segura para todos. 

Entretanto, de acordo com o G1, esse tipo de serviço ainda se encontra em fase de aprimoramento e consolidação por parte dos consultórios médicos no País.

Empresas e instituições de saúde, além dos próprios governos federal e estaduais vêm colocando muito esforço para disseminação da prática, especialmente após a pandemia da Covid-19.

Para conhecer melhor como a telemedicina funciona na prática, vamos entender suas principais frentes de atuação. 

Confira!

Teleassistência

A teleassistência é o tipo de atendimento médico online em que os pacientes são monitorados em suas próprias casas ou centros clínicos por um médico.

Neste tipo de consulta, a comunicação com outros profissionais e até mesmo com o paciente acontecem de forma totalmente digital e à distância.

Basicamente, ela tem o foco de oferecer mais conforto e bem-estar aos pacientes, em especial idosos ou doentes acamados.

Para que seja eficiente, atualmente existem ferramentas e equipamentos que avaliam em tempo real os sinais vitais e outros parâmetros clínicos dos pacientes.

Esses recursos ajudam a enviar dados diretamente aos especialistas à distância, facilitando o trabalho do médico online. 

Teleconsulta

Como o próprio nome diz, é uma consulta ao médico usual, só que feita à distância.

Nessa modalidade, o médico possui um prontuário eletrônico online, em que confere as informações do paciente, tira dúvidas e orienta. 

A teleconsulta proporciona muitos benefícios, tantos para os médicos, tais como:

  •  Ampliar o alcance geográfico das consultas;
  • Atender mais pacientes em um mesmo período;
  • Segurança no uso de dados e informações do paciente;
  •  Redução de custos.

Teleducação

Já pensou em ganhar conhecimento prático da sua profissão sem sair de casa? A teleducação oferece isso graças ao avanço das tecnologias.

Além disso, a democratização e o acesso às informações médicas também foram beneficiadas com essa mudança de comportamento do setor. 

Desta maneira, os médicos podem se aperfeiçoar fazendo cursos e desenvolvendo novas capacidades profissionais por meio da educação à distância. 

Emissão de laudos à distância

Essa é uma das aplicações da telemedicina de maior eficiência, pois permite que médicos e pacientes tenham acesso aos resultados de laudos médicos de forma online.

Os exames são realizados nas clínicas e laboratórios especializados e o resultado fica disponível em uma página web, onde paciente e médico podem acessar remotamente.

Aliando a emissão de laudos à distância com as Teleconsultas, médico e paciente podem dialogar sobre saúde com base em dados e resultados concretos.

Isso resulta em médicos com atendimentos mais eficazes e pacientes mais satisfeitos com os resultados. 

4 benefícios de conversar com um médico online

teleconsultas

Ir até um consultório médico e conversar pessoalmente com o profissional é uma cultura brasileira, de um povo que se sente muito confortável com o “olho no olho”.

Porém, na prática, é um costume que pode ser moldado, já que as tecnologias que chegam no mercado da saúde permitindo que consultas com médicos online sejam realizadas, sem perder qualidade e atenção no atendimento.

Os benefícios são muitos e vão ser apresentados a você agora, basta continuar a leitura.

1. Permite tirar dúvidas simples

É comum termos dúvidas médicas que são mais simples do que parecem, e podem ser resolvidas em apenas alguns minutos de conversa com o profissional.

Para os casos mais simples, o ideal para médico e paciente é que a consulta aconteça de forma online. 

Assim, é possível economizar o tempo do deslocamento, a passagem de transporte ou gasolina, e claro, aproveitar o conforto da sua casa ou consultório.

2. Amplia a relação entre médico e paciente  

A relação entre médico e paciente também pode ser aperfeiçoada e até mais próxima utilizando recursos tecnológicos.

Essa, inclusive, é uma forma fácil e prática de criar uma relação mais estreita com esse profissional, que pode ter acesso às suas dúvidas e condições de saúde de forma muito mais rápida.

No caso de alguns profissionais, também se torna possível usar o WhatsApp para criar um canal de comunicação direto com os pacientes, facilitando ainda mais o serviço do médico online.

3. Em tempos de pandemia, evita exposição

A pandemia do coronavírus nos apresentou um cenário sem precedentes, em que ficar em casa é o mais seguro para todos. 

Em caso de necessitar passar por consultas médicas, nada melhor do que resolver todos os seus problemas de saúde dentro de casa.

Se antes da pandemia a regularização da Telemedicina no Brasil andava a passos lentos, no cenário da pandemia essa tecnologia foi percebida como uma aliada importante nos tratamentos médicos. 

Com esse tipo de prática ativa, mais precisamente em abril de 2020, se tornou possível evitar a circulação por locais onde passam muitas pessoas. Evitando, assim, o risco de ser contaminado pelo vírus.

A Lei nº 13.989/20, regulamenta de forma oficial o uso da telemedicina no Brasil, principalmente durante o período considerado como “calamidade pública”. 

Com isso, podemos afirmar que, sim, a telemedicina foi um recurso importante para promoção e controle da saúde nesse momento de pandemia, dentro e fora do Brasil. 

4. Beneficia pessoas com mobilidade reduzida

Para quem tem dificuldade de se locomover, como pessoas com deficiência (PCD) ou pessoas acamadas, a telemedicina é um alívio.

Essa modalidade surge como uma forma de proporcionar atendimento médico de qualidade e com a segurança e conforto que essas pessoas precisam.

Isso, basicamente, é humanizar e democratizar a saúde para todos os públicos de maneira simples e eficiente.

Médico Online: atendimento por WhatsApp

Segundo a Associação Paulista de Medicina (APM), 65% dos médicos se comunicam com seus pacientes via aplicativos de mensagens, como o Whatsapp.

Os aplicativos de mensagem instantâneas, como o WhatsApp, permitem o envio de textos, áudios e fotos de forma prática, rápida e dinâmica. 

A única exigência é o sinal de internet ativo.

Da marcação de consultas online até o atendimento médico online, a Teleconsulta tem se tornado uma ferramenta muito importante para salvar vidas em todo mundo.

Esse é um tipo de tecnologia na área de saúde que se mostra cada vez mais promissora e um caminho sem volta para as clínicas médicas que desejaem se modernizar e sair na frente do mercado.

Afinal, faz todo sentido usarmos toda a tecnologia disponível no mercado para levar atendimento médico online e de qualidade para todos, já que a experiência de ter um médico online permite até mesmo que mais vidas sejam salvas. 

Como garantir a correta conservação de vacinas?

A conservação de vacinas é um tema muito importante, uma vez que notícias recentes repercutiram em várias cidades e estados sobre a perda de doses de vacinas contra Covid no Brasil. As falhas nos processos, temperatura e distribuição têm ocasionado esses problemas. 

A perda de doses de imunizantes, em um momento que o país desesperadamente precisa dessas vacinas para salvar vidas é muito grave. A desorganização e falta de preparo do país para um programa de imunização desse nível e no prazo estipulado, além da má gestão do presidente Jair Bolsonaro estão contribuindo para o caos da saúde pública. 

Um dos erros mais comuns com relação à conservação de vacinas é com relação à cadeia de frio, também chamada de “cold chain” que envolve o teste de armazenagem, conservação, manuseio, distribuição até o transporte. 

Os estudos são necessários para garantir a eficácia e estabilidade da temperatura da geladeira de vacina, principalmente nos deslocamentos. 

Desperdício de vacinas 

Grande parte das vacinas são produzidas, usando ativos biológicos que exigem uma temperatura entre 2° a 8º C, conhecidas como vacinas termolábeis e, por conta disso, não podem sofrer alterações de temperatura durante toda a rede de frio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou que cerca de 50% das vacinas em todo o mundo são desperdiçadas, principalmente, em decorrência de problemas na temperatura. Porém, a Cadeia de Frio é algo que existem há muito tempo, uma vez que qualquer medicamento ou vacina transportada deve seguir rigorosas regras e protocolos. 

É essencial garantir um controle de temperatura eficiente para fazer com que essas vacinas cheguem à população a tempo e com qualidade

A perda de vacina pode ser derivada de vários problemas, como um transporte ineficiente, problemas com a geladeira ou freezer do posto de saúde, dentre outras falhas. 

Por mais que o Brasil já tenha concluído inúmeros outros programas de imunização com sucesso, nunca antes isso havia sido exigido com tanta urgência como agora e isso certamente sobrecarregou a logística e o sistema de imunização como um todo. 

Casos de vacinas em temperatura inadequada 

No começo do mês passado, para se ter uma ideia, tivemos novos casos de problemas na conservação de vacinas. O Ministério Público do RJ constatou irregularidades em São Gonçalo e Itaboraí que utilizaram geladeiras domésticas com temperaturas inadequadas, ao invés das câmaras de vacinas. 

Além disso, nos pontos de vacinação foram encontradas caixas térmicas com termômetro ineficiente ou com temperatura inadequada para conservação de vacinas. 

Já sabemos que, conforme o Manual da Rede de Frio divulgado pelo Ministério da Saúde, os refrigeradores de uso doméstico, projetados para a conservação de alimentos e produtos que não demandam precisão no ajuste da temperatura, não são mais indicados para o armazenamento e conservação dos imunobiológicos. 

Pela resolução RDC 304/2019 ficou estabelecido que as vacinas, como medicamentos termolábeis, devem ser guardadas em equipamentos servidos com fonte de energia alternativa que garanta estabilidade da temperatura e a correta conservação de vacinas. 

Lembrando também que não adianta congelar a vacina, pois o excesso de resfriamento também é prejudicial para sua estabilidade e eficácia.

Veja também como é importante a organização da geladeira de vacinas para garantir a eficácia e segurança dos imunizantes.

Conservação de vacinas da Pfizer em temperatura mais alta 

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no final de fevereiro de 2021, o armazenamento e transporte de vacina desenvolvida pela Pfizer em temperatura de congelador padrão por até duas semanas, ao invés de instalações ultrafrias. 

Isso ajuda a aliviar a carga de aquisição de equipamentos de armazenamento ultrabaixo e deve ajudar a levar vacinas a mais locais inacessíveis e com baixa infra-estrutura. 

Anteriormente, as empresas pediram ao órgão regulador de saúde dos Estados Unidos que alterasse as exigências de temperatura para sua vacina contra Covid-19, permitindo potencialmente que fosse mantida em refrigeradores de farmácia.

Novos dados foram encaminhados à FDA, em apoio a uma proposta de atualização da bula de uso emergencial que permite que as ampolas de vacina sejam armazenadas entre -25 e -15 graus Celsius por até duas semanas, como alternativa ao armazenamento em congelador de temperatura ultrabaixa.

Em dezembro, a FDA concedeu autorização para uso de emergência da vacina da Pfizer/BioNTech armazenada em congelador ultrafrio, com temperaturas entre -80ºC e -60ºC.

Leia na íntegra o nosso guia de controle de temperatura de geladeira para tirar outras dúvidas.

Solução para conservação de vacinas dentro das normas da Anvisa 

O IVigilant V, é um sistema de monitoramento de temperatura de vacinas que foi desenvolvido para controle das câmaras de vacina, hemoderivados, medicamentos de alto custo e produtos termos-sensíveis bem como estufas e incubadoras.

Tais equipamentos precisam ser monitorados 24 horas para que a temperatura não fuja dos parâmetros de temperatura exigidos pela ANVISA.

Com o monitoramento em tempo real, os hospitais podem garantir que seus ativos essenciais estejam no ambiente certo, evitando substituições dispendiosas e melhorando seus resultados.

Composto por um módulo microprocessado autônomo que monitora armazena e processa alarmes em tempo real, permite a configuração de regras de atuação e conexões, baixo consumo de energia 5 watts, opcional com bateria.

Com o monitoramento do ambiente de saúde com o IVigilant V, a equipe recebe alertas instantâneos quando as medidas são detectadas acima ou abaixo dos parâmetros definidos, para que possam tomar medidas imediatas para resolver o problema. 

Além disso, uma assistência técnica preventiva e correta das câmaras de vacinas também é essencial para evitar problemas em curto, médio e longo prazo.

Realidade atual do Covid-19 

O Brasil vêm enfrentando o crescimento considerável de casos e mortes por Covid-19 diariamente em praticamente todas as regiões e isso é reflexo do descuido da população quanto ao isolamento e distanciamento social, má gestão do governo federal, além da lentidão na imunização somado à circulação de novas variantes. 

Como medicamentos imunobiológicos termossensíveis, as vacinas precisam de cuidados especiais no armazenamento para preservar sua potência e eficácia. 

Para armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte de imunobiológicos, necessita-se de uma rede de frio ou cadeia de frio que assegure todas essas etapas em condições adequadas de refrigeração. Entre em contato e veja como podemos ajudar! 

Leia nossa série de artigos informativos sobre vacina:

Fontes: https://www.metropoles.com/brasil/mp-flagra-vacinas-em-temperatura-inadequada-em-duas-cidades-do-rio

https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-02/fda-autoriza-conservacao-de-vacina-da-pfizer-em-temperatura-mais-alta

https://jornal.usp.br/podcast/pilula-farmaceutica-58-conservacao-de-vacina-contra-covid-19-exige-processo-de-rede-de-frio/

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/03/09/interna_nacional,1244917/falhas-causam-perda-de-doses-de-vacinas-contra-covid-no-brasil-entenda.shtml

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Tudo que precisa saber sobre Programa Nacional de Imunização

O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Brasil é reconhecido no mundo todo. São mais de 300 milhões de doses anuais distribuídas em vacinas, soros e imunoglobulinas, fatos que contribuíram, por exemplo, com a erradicação da varíola e da poliomielite, além da redução dos casos e mortes derivadas do sarampo, da rubéola, do tétano, da difteria e da coqueluche.

O Programa Nacional de Imunização define os calendários de vacinação considerando a situação epidemiológica, o risco, a vulnerabilidade e as especificidades sociais, com orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas. E, para que o programa nacional de imunização continue representando um sucesso na saúde pública, cada vez mais esforços devem ser despendidos. Todas as doenças prevenidas pelas vacinas que constam no calendário de vacinação, se não forem alvo de ações prioritárias, podem voltar a se tornar recorrentes. 

Covid-19: Panorama Geral 

A covid-19 é a maior pandemia da história recente da humanidade causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), que causa infecção respiratória aguda potencialmente grave. Trata-se de uma doença de elevada transmissibilidade e distribuição global. 

A transmissão ocorre principalmente entre pessoas por meio de gotículas respiratórias ou contato com objetos e superfícies contaminadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% das pessoas têm a forma leve ou moderada da doença, porém aproximadamente 15% delas desenvolvem a doença severa necessitando de suporte de oxigênio. 

Tem-se ainda que 5% da população que é afetada com a forma grave da doença e pode vir a desenvolver além das complicações respiratórias, complicações sistêmicas como trombose, complicações cardíacas e renais, sepse e choque séptico.

Dados da doença 

Desde o início de 2020, a covid-19 dispersou-se rapidamente pelo mundo e até 09 de dezembro de 2020, já haviam sido confirmados mais de 67,7 milhões de casos da doença, incluindo mais de 1,5 milhões de óbitos, reportados pela OMS. Na região das Américas, no mesmo período, foram confirmados mais de 28,8 milhões de casos e mais de 756 mil óbitos de covid-19. 

No Brasil, no mesmo período, foram confirmados mais de 6,7 milhões de casos da covid-19 e 178 mil óbitos. Foram notificados cerca de 974 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados, com mais de 54% dos casos confirmados para covid-19 (n=529.549), dos quais 51,6% foram em maiores de 60 anos de idade.

Plano de Vacinação Covid-19 

O plano encontra-se organizado em 10 eixos:

1) Situação epidemiológica e definição da população-alvo para vacinação;

2) Vacinas COVID-19;

3) Farmacovigilância;

4) Sistemas de Informações;

5) Operacionalização para vacinação;

6) Monitoramento, Supervisão e Avaliação;

7) Orçamento para operacionalização da vacinação;

8) Estudos pós-marketing;

9) Comunicação;

10) Encerramento da campanha de vacinação.

Você pode consultar todos eles no plano de vacinação eletrônico disponível aqui

Grupos prioritários 

O Plano de Vacinação desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunização emcooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica, foi baseado em princípios similares aos estabelecidos pela OMS, bem como nas considerações sobre a viabilização operacional das ações de vacinação. 

Optou-se pela seguinte ordem de priorização: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da preservação do funcionamento dos serviços essenciais e proteção dos indivíduos com maior risco de infecção. 

Desta forma foram elencadas as seguintes populações como grupos prioritários para vacinação do Programa Nacional de Imunização: 

  • trabalhadores da área da saúde (incluindo profissionais da saúde, profissionais de apoio, cuidadores de idosos, entre outros), 
  • pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas,
  • população idosa (60 anos ou mais), 
  • indígena aldeado em terras demarcadas aldeados, comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas, 
  • população em situação de rua, 
  • morbidades (Diabetes mellitus; hipertensão arterial grave (difícil controle ou com lesão de órgão alvo); 
  • doença pulmonar obstrutiva crônica; 
  • doença renal;
  • doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares;
  • indivíduos transplantados de órgão sólido; 
  • anemia falciforme; 
  • câncer; 
  • obesidade grau III, 
  • trabalhadores da educação,
  • pessoas com deficiência permanente severa,
  • membros das forças de segurança e salvamento, 
  • funcionários do sistema de privação de liberdade, 
  • trabalhadores do transporte coletivo, 
  • transportadores rodoviários de carga,
  • população privada de liberdade.

Contraindicações à vacina 

Uma vez que ainda não existe registro para uso da vacina no país, não é possível estabelecer uma lista completa de contra indicações, no entanto, considerando os ensaios clínicos em andamento e os critérios de exclusão utilizados nesses estudos, entende-se como contraindicações prováveis:

▪ Pessoas menores de 18 anos de idade (o limite de faixa etária pode variar para cada vacina de acordo com a bula);

▪ Gestantes;

▪ Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma Vacina COVID-19;

▪ Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da(s) vacina(s).

Controle de vacinados 

Para a análise do desempenho da Campanha, informações de doses aplicadas e coberturas vacinais (CV) serão visualizadas a partir de um painel, em desenvolvimento pelo Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS).

Será colocado à disposição o número de doses aplicadas, por UF e municípios, por um determinado período de tempo, por gênero, por faixa etária e por tipo de vacina.

Do mesmo modo serão apresentadas informações relativas ao quantitativo de doses das vacinas distribuídas, viabilizando análise de controle de estoque e de utilização das vacinas recebidas pelos estados e municípios. 

Os dados e indicadores serão disponibilizados aos gestores, profissionais de saúde e público em geral por meio do painel. Salienta-se que os dados individualizados e identificados estarão disponíveis somente para os profissionais de saúde devidamente credenciados e com senhas, resguardando toda a privacidade e confidencialidade das informações, para acompanhamento da situação vacinal no estabelecimento de saúde.

Reforça-se que os registros das doses aplicadas das vacinas COVID-19 deverão garantir a identificação do cidadão vacinado pelo número do CPF ou do CNS, para possibilitar a identificação, o controle, a segurança e o monitoramento das pessoas vacinadas, evitar duplicidade de vacinação e possibilitar acompanhamento de possíveis EAPV. Estes deverão garantir também a identificação da vacina, do lote, do produtor e do tipo de dose aplicada, objetivando possibilitar o registro na carteira digital de vacinação. 

Rede de Frio e o Planejamento Logístico 

A Rede de Frio Nacional organiza-se nas três esferas de gestão, viabilizando a adequada logística de aproximadamente 300 milhões de doses de 47 imunobiológicos distribuídos anualmente pelo Programa Nacional de Imunização, para garantia de vacinação em todo o território nacional. 

Conta com a seguinte estrutura:

▪ 1 Central Nacional;

▪ 27 Centrais Estaduais; 273 Centrais Regionais e aproximadamente 3.342 Centrais Municipais;

▪ Aproximadamente 38 mil Salas de Imunização, podendo chegar a 50 mil pontos de vacinação em períodos de campanhas;

▪ 52 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Confira também nosso guia sobre o controle de temperatura de geladeira.

Programa Nacional de Imunização

Armazenamento das vacinas do Programa Nacional de Imunização 

Com o objetivo de manter a confiabilidade da temperatura de armazenamento dos imunobiológicos nas diversas unidades de rede de frio orienta-se o registro da temperatura em mapas de controle, no início e término do expediente. 

Os sensores aplicados à medição devem ser periodicamente calibrados e certificados por Laboratórios de Calibração da Rede Brasileira de Calibração do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, de forma a garantir a precisão dos registros de temperatura (+2° a +8°C).

Em relação à garantia do desempenho dos equipamentos de armazenamento e das condições de manuseio dos imunobiológicos convenciona-se o uso de ar condicionado nos ambientes. No que se refere à segurança do funcionamento dos equipamentos, para preservação das condições de armazenamento, a depender da unidade de rede de frio, recomenda-se o uso de geradores de energia elétrica, nobreak, ou ainda câmaras refrigeradas com autonomia de 72 horas ou em conformidade com o plano de contingência local. 

Observadas todas as medidas de segurança adotadas em orientação única à Rede de Frio Nacional, nos casos de ocorrência de mau funcionamento no abastecimento de energia elétrica e/ou exposição dos imunobiológicos, ou ainda constatação de desvio da qualidade dos imunobiológicos da rede é orientado o registro em formulário padronizado em banco unificado para registro do histórico dos produtos, desde a aquisição até a administração.

Confira detalhes sobre a importância da temperatura da geladeira de vacina.

Monitoramento, supervisão e avaliação 

O monitoramento, supervisão e avaliação do Programa Nacional de Imunização são importantes para acompanhamento da execução das ações planejadas, na identificação oportuna da necessidade de intervenções, assim como para subsidiar a tomada de decisão gestora em tempo oportuno. Ocorre de maneira transversal em todo o processo de vacinação.

O monitoramento está dividido em três blocos:

  1. Avaliação e identificação da estrutura existente na rede;
  2. Processos;
  3. Indicadores de intervenção.

I-Vigilant: sistema de monitoramento de vacinas 

O IVigilant V, foi desenvolvido como um sistema de monitoramento de vacinas, hemoderivados, medicamentos de alto custo e produtos termos-sensíveis bem como estufas, incubadoras no que se refere à sua temperatura.

Tais equipamentos precisam ser monitorados 24 horas para que a temperatura não fuja dos parâmetros exigidos pela ANVISA. Com o monitoramento em tempo real, os hospitais podem garantir que seus ativos essenciais estejam no ambiente certo, evitando substituições dispendiosas e melhorando seus resultados.

Composto por um módulo microprocessado autônomo que monitora armazena e processa alarmes em tempo real, permite a configuração de regras de atuação e conexões, baixo consumo de energia 5 watts, opcional com bateria.

Saiba mais aqui.

Consulte também nossa série de artigos sobre vacinas:

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica-1.pdf

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A vacinação é segura? Existem efeitos colaterais?

A vacinação é segura e os efeitos colaterais da vacina são geralmente menores e temporários, como dor no braço ou febre baixa. Efeitos colaterais mais graves são possíveis, mas extremamente raros.

Qualquer vacina licenciada é rigorosamente testada em várias fases de testes antes de ser aprovada para uso e regularmente reavaliada assim que é introduzida. Os cientistas também monitoram constantemente as informações de várias fontes em busca de qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.

Lembre-se de que é muito mais provável que você sofra lesões graves por uma doença evitável por vacina do que por uma vacina. Por exemplo, o tétano pode causar dor extrema, espasmos musculares (travamento) e coágulos sanguíneos, o sarampo pode causar encefalite (uma infecção do cérebro) e cegueira. Muitas doenças evitáveis ​​por vacinas podem até resultar em morte. Os benefícios da vacinação superam em muito os riscos, e muito mais doenças e mortes ocorreriam sem vacinas.

Existem efeitos colaterais das vacinas de modo geral? 

Como qualquer medicamento, as vacinas podem causar efeitos colaterais leves, como febre baixa ou dor ou vermelhidão no local da injeção. As reações leves desaparecem por conta própria em poucos dias.

Os efeitos colaterais graves ou de longa duração são extremamente raros. As vacinas são monitoradas continuamente para segurança, para detectar eventos adversos raros.

Quais os efeitos colaterais da vacina contra o Covid-19? 

Vermelhidão, inchaço ou dor ao redor do local da injeção, bem como fadiga, febre, dor de cabeça e dores nos membros também não são incomuns nos primeiros três dias após a vacinação.

Estas reações são normais e geralmente suaves e diminuem após alguns dias. Mostram, na verdade, que a vacina é eficaz, pois estimula o sistema imunológico, e o organismo produz anticorpos contra uma infecção “simulada” pela vacinação. Essas reações, típicas de vacinação, foram relatadas após a aplicação dos imunizantes da BioNTech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca (Oxford) e Sputnik V. Todas estas estão em uso em várias partes do mundo.

Além das reações típicas da vacinação, houve também casos individuais de efeitos colaterais às vezes graves após a vacinação. Entre eles estão choques alérgicos, que foram relatados em detalhes pelos desenvolvedores. Mas ainda se tratam de casos isolados.

Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez? 

A evidência científica mostra que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não tem efeito negativo. As crianças são expostas a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunológica todos os dias. O simples ato de comer alimentos introduz novos germes no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz.

Quando uma vacinação combinada é possível (por exemplo, para difteria, coqueluche e tétano), isso significa menos injeções e reduz o desconforto para a criança. Também significa que seu filho está recebendo a vacina certa na hora certa, para evitar o risco de contrair uma doença potencialmente mortal.

Quais os componentes de uma vacina? 

Todos os ingredientes de uma vacina desempenham um papel importante para garantir que ela seja segura e eficaz. Alguns deles incluem:

  • O antígeno. Esta é uma forma morta ou enfraquecida de um vírus ou bactéria, que treina nosso corpo para reconhecer e lutar contra a doença se a encontrarmos no futuro.
  • Adjuvantes, que ajudam a aumentar nossa resposta imunológica. Isso significa que eles ajudam as vacinas a funcionar melhor.
  • Conservantes, que garantem que a vacina permaneça eficaz.
  • Estabilizadores, que protegem a vacina durante o armazenamento e transporte.

Os ingredientes da vacina podem parecer desconhecidos quando listados no rótulo. No entanto, muitos dos componentes usados nas vacinas ocorrem naturalmente no corpo, no meio ambiente e nos alimentos que comemos. Todos os ingredientes das vacinas – bem como as próprias vacinas – são exaustivamente testados e monitorados para garantir que sejam seguras.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

Uol

https://bit.ly/38G1mKP

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Como as vacinas são desenvolvidas e testadas?

As vacinas mais comumente usadas já existem há décadas, com milhões de pessoas recebendo-as com segurança todos os anos. Como acontece com todos os medicamentos, toda vacina deve passar por testes extensivos e rigorosos para garantir que seja segura antes de poder ser introduzida em um país.

Uma vacina experimental é testada pela primeira vez em animais para avaliar sua segurança e potencial para prevenir doenças. Em seguida, é testado em ensaios clínicos humanos, em três fases:

Na fase I, a vacina é administrada a um pequeno número de voluntários para avaliar sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta imune e determinar a dosagem certa.

Na fase II, a vacina geralmente recebe centenas de voluntários, que são monitorados de perto quanto a quaisquer efeitos colaterais, para avaliar melhor sua capacidade de gerar uma resposta imune. Nessa fase, os dados também são coletados, sempre que possível, sobre os desfechos da doença, mas geralmente não em números grandes o suficiente para ter uma imagem clara do efeito da vacina sobre a doença. Os participantes dessa fase têm as mesmas características (como idade e sexo) das pessoas para as quais a vacina se destina. Nesta fase, alguns voluntários recebem a vacina e outros não, o que permite fazer comparações e tirar conclusões sobre a vacina.

Na fase III, a vacina é administrada a milhares de voluntários – alguns dos quais recebem a vacina experimental e outros não, assim como nos estudos de fase II. Os dados de ambos os grupos são cuidadosamente comparados para verificar se a vacina é segura e eficaz contra a doença contra a qual se destina.

Assim que os resultados dos ensaios clínicos estiverem disponíveis, uma série de etapas é necessária, incluindo análises de eficácia, segurança e fabricação para aprovações de políticas regulatórias e de saúde pública, antes que uma vacina possa ser introduzida em um programa nacional de imunização.

Após a introdução de uma vacina, o monitoramento próximo continua a detectar quaisquer efeitos colaterais adversos inesperados e a avaliar a eficácia no ambiente de uso rotineiro entre um número ainda maior de pessoas para continuar avaliando a melhor forma de usar a vacina para obter o maior impacto protetor. 

Por que a vacina contra o Covid-19 foi produzida tão rápido?

No caso da Covid-19 o seu desenvolvimento teve que ser muito mais rápido do que outras vacinas historicamente. 

Normalmente, novas vacinas demoram a sair devido a questões envolvendo financiamento, assinatura de documentos e reuniões de conselhos para revisar as pesquisas e discutir os próximos passos. No caso da pandemia de COVID-19, esperar o tempo médio de cada um desses processos estava fora de questão.

Quando uma empresa ou instituto decide buscar autorização para uma nova vacina, o FDA costuma processar a solicitação dentro de 10 meses. Nesse caso, a agência optou por convocar uma reunião de emergência e estava pronta para aprovar os imunizantes em três semanas.

Outro fator que ajudou no desenvolvimento de vacinas contra COVID-19 foi o aumento rápido e exponencial no número de infectados. Os testes de vacinas costumam durar até que uma certa quantidade de casos positivos sejam registrados. Assim, quando as taxas de contaminação dispararam durante a fase 3 dos testes, as farmacêuticas conseguiram coletar em um curto intervalo de tempo os dados necessários para encerrar os estudos e analisar os resultados antes que o esperado.

Por fim, para não perder tempo esperando a finalização de cada etapa do processo de desenvolvimento e aprovação da vacina, muitas empresas e órgãos anteciparam quais seriam os próximos passos e já se preparam. As farmacêuticas começaram a produzir grandes quantidades de doses antes de receberem as aprovações. Já as agências governamentais começaram a discutir os potenciais riscos dos imunizantes e planos de vacinação com antecedência também.

Portanto, uma série de fatores contribuiu para termos uma vacina contra COVID-19 em menos de um ano desde que a pandemia atingiu diversos países de forma agressiva. Desde esforços em conjunto de farmacêuticas e governos ao histórico de pesquisas e vacinas passadas, tudo isso ajudou a estarmos mais perto de uma imunização eficaz e segura. O fato de isso ocorrer em um tempo recorde não significa que houve imprudência.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

Confira esse vídeo explicativo produzido pela Unicamp para saber como isso foi possível.

Fontes: 

Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

Gizmodo Uol

https://gizmodo.uol.com.br/como-vacinas-covid-19-desenvolvidas-tao-rapido/

Quando eu devo me vacinar?

As vacinas nos protegem ao longo da vida e em diferentes idades, do nascimento à infância, na adolescência e na velhice. Na maioria dos países, você receberá um cartão de vacinação que informa quais vacinas você ou seu filho tomaram e quando devem ser tomadas as próximas vacinas ou doses de reforço. É importante ter certeza de que todas essas vacinas estão atualizadas.

Se atrasarmos a vacinação, corremos o risco de adoecer gravemente. Se esperarmos até achar que podemos estar expostos a uma doença grave – como durante o surto de uma doença, como aconteceu com o Covid-19 ao redor de todo mundo – pode não haver tempo suficiente para a vacina funcionar e receber todas as doses recomendadas.

O plano de vacinação do Covid-19 já começou na maioria dos países ao redor do mundo, primeiro para os profissionais da saúde, idosos e pessoas do grupo de risco, e depois para os mais jovens. É importante você acompanhar na sua cidade as datas e prazos para cada grupo, inclusive as datas indicadas do reforço para se imunizar completamente. Acesse o site da Prefeitura da sua cidade e confira o cronograma completo. 

Por que a vacinação começa tão jovem? 

Crianças pequenas podem ser expostas a doenças em sua vida diária de muitos lugares e pessoas diferentes. O esquema de vacinação recomendado pela OMS é projetado para proteger bebês e crianças pequenas o mais cedo possível. Bebês e crianças pequenas geralmente correm o maior risco de doenças porque seus sistemas imunológicos ainda não estão totalmente desenvolvidos e seus corpos são menos capazes de combater infecções. Portanto, é muito importante que as crianças sejam vacinadas contra as doenças na data recomendada no cartão de vacinação.

Não vacinei meu filho na data indicada. É muito tarde para recuperar o atraso? 

Para a maioria das vacinas, nunca é tarde para recuperar o atraso. Fale com o seu profissional de saúde ou dirija-se a um SUS para saber como obter as doses de vacinação perdidas para você ou para o seu filho.

Quem pode ser vacinado? 

Quase todas as pessoas podem ser vacinadas. No entanto, devido a algumas condições médicas, algumas pessoas não devem tomar certas vacinas ou devem esperar antes de tomá-las. Essas condições podem incluir:

  • Doenças ou tratamentos crônicos (como quimioterapia) que afetam o sistema imunológico;
  • Alergias graves e com risco de vida aos componentes da vacina, que são muito raros;
  • Se tiver doença grave e febre alta no dia da vacinação.

Clique aqui para saber se quem tem alergia pode ser vacinado contra o covid-19.

Esses fatores geralmente variam para cada vacina. Se você não tem certeza se você ou seu filho deve tomar uma vacina específica, converse com seu profissional de saúde. Eles podem ajudá-lo a fazer uma escolha informada sobre a vacinação para você ou seu filho.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

Por que eu devo me vacinar?

Sem as vacinas, corremos o risco de contrair doenças graves e incapacidades devido a doenças como sarampo, meningite, pneumonia, tétano e poliomielite. Muitas dessas doenças podem ser fatais. A OMS estima que as vacinas salvam entre 2 e 3 milhões de vidas todos os anos.

Embora algumas doenças possam ter se tornado incomuns, os germes que as causam continuam a circular em algumas ou todas as partes do mundo. No mundo de hoje, as doenças infecciosas podem facilmente cruzar fronteiras e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida

Duas razões principais para ser vacinado são para nos proteger a si próprio e proteger aqueles que nos rodeiam. Como nem todos podem ser vacinados – incluindo bebês muito novos, aqueles que estão gravemente doentes ou têm certas alergias – eles dependem de outras pessoas serem vacinadas para garantir que também estejam protegidos contra doenças que são evitadas pela vacina.

Quais doenças as vacinas protegem? 

As vacinas protegem contra muitas doenças diferentes, incluindo:

  • Câncer cervical
  • Cólera
  • Difteria
  • Hepatite B
  • Gripe
  • Encefalite japonesa
  • Sarampo
  • Meningite
  • Caxumba
  • Coqueluche
  • Pneumonia
  • Poliomielite
  • Raiva
  • Rotavírus
  • Rubéola
  • Tétano
  • Tifóide
  • Catapora
  • Febre amarela

Algumas outras vacinas estão atualmente em desenvolvimento ou sendo testadas incluindo aquelas que protegem contra Ebola ou malária, mas ainda não estão amplamente disponíveis em todo o mundo. A vacina para a Covid-19 também já foram desenvolvidas, testadas e aprovadas e já começaram a ser utilizadas na maioria dos países. 

Nem todas essas vacinas listadas acima podem ser necessárias em seu país. Algumas podem ser indicadas para tomar apenas em caso de viagem para áreas de risco ou para pessoas em ocupações de alto risco. Não é o caso da vacina para Covid-19 que é altamente recomendada que seja tomada pelo máximo de pessoas possíveis. Converse com seu profissional de saúde para descobrir quais vacinas são necessárias para você e sua família.

Minha filha deve ser vacinada contra o papilomavírus humano (HPV)? 

Praticamente todos os casos de câncer cervical começam com uma infecção por HPV sexualmente transmissível. Se administrada antes da exposição ao vírus, a vacinação oferece a melhor proteção contra essa doença. Após a vacinação, reduções de até 90% nas infecções por HPV em adolescentes e mulheres jovens foram demonstradas por estudos realizados na Austrália, Bélgica, Alemanha, Nova Zelândia, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Em estudos, a vacina contra o HPV demonstrou ser segura e eficaz. A OMS recomenda que todas as meninas de 9 a 14 anos recebam 2 doses da vacina.

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

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Como a vacina funciona e como protege indivíduos?

As vacinas reduzem os riscos de contrair uma doença, trabalhando com as defesas naturais do seu corpo para construir proteção. Quando você recebe uma vacina, seu sistema imunológico responde dessa forma:

  1. Reconhece o germe invasor, como o vírus ou a bactéria.
  2. Produz anticorpos. Os anticorpos são proteínas produzidas naturalmente pelo sistema imunológico para combater doenças.
  3. Lembra da doença e como combatê-la. Se você for exposto ao germe no futuro, seu sistema imunológico pode destruí-lo rapidamente antes que você se sinta mal.

A vacina é, portanto, uma forma segura e inteligente de produzir uma resposta imunológica no corpo, sem causar doenças.

Nosso sistema imunológico é projetado para lembrar. Depois de expostos a uma ou mais doses de uma vacina, normalmente permanecemos protegidos contra uma doença por anos, décadas ou mesmo por toda a vida. É isso que torna as vacinas tão eficazes. Em vez de tratar uma doença depois que ela ocorre, as vacinas nos previnem, em primeiro lugar, de adoecer.

Como a vacina protege indivíduos e comunidades? 

As vacinas trabalham treinando e preparando as defesas naturais do corpo – o sistema imunológico – para reconhecer e combater vírus e bactérias. Se o corpo for exposto a esses patógenos causadores de doenças mais tarde, ele estará pronto para destruí-los rapidamente – o que previne doenças.

Quando uma pessoa é vacinada contra uma doença, o risco de infecção também é reduzido – portanto, é menos provável que ela transmita o vírus ou a bactéria a outras pessoas. À medida que mais pessoas em uma comunidade são vacinadas, menos pessoas permanecem vulneráveis ​​e há menos possibilidade de uma pessoa infectada transmitir o patógeno a outra pessoa.

Reduzir a possibilidade de um patógeno circular na comunidade protege aqueles que não podem ser vacinados (devido a problemas de saúde, como alergias ou dificuldade de acesso ou idade) da doença.

O que é a imunidade de rebanho? 

‘Imunidade de rebanho’, também conhecida como ‘imunidade populacional’, é a proteção indireta contra uma doença infecciosa que ocorre quando a imunidade se desenvolve em uma população por meio de vacinação ou infecção prévia. A imunidade do rebanho não significa que os indivíduos não vacinados ou que não foram infectados anteriormente sejam imunes. Em vez disso, a imunidade de rebanho existe quando indivíduos que não são imunes, mas vivem em uma comunidade com uma alta proporção de imunidade, têm um risco reduzido de doença em comparação com indivíduos não imunes que vivem em uma comunidade com uma pequena proporção de imunidade.

Em comunidades com alta imunidade, as pessoas não imunes têm um risco menor de doença do que teriam, mas seu risco reduzido resulta da imunidade das pessoas na comunidade em que vivem (ou seja, imunidade de rebanho), não por serem pessoalmente imunes. Mesmo depois que a imunidade de rebanho é alcançada pela primeira vez e é observado um risco reduzido de doença entre as pessoas não imunizadas, esse risco continuará caindo se a cobertura de vacinação continuar a aumentar. Quando a cobertura da vacina é muito alta, o risco de doença entre aqueles que não estão imunes pode se tornar semelhante ao daqueles que são verdadeiramente imunes.

A OMS apoia a obtenção da ‘imunidade de rebanho’ por meio da vacinação, não permitindo que uma doença se espalhe pela população, pois isso resultaria em aumento de casos e mortes desnecessárias.

Para a COVID-19, uma nova doença que causa uma pandemia global, as vacinas desenvolvidas tem demonstrado segurança e eficácia contra a doença. A proporção da população que deve ser vacinada contra COVID-19 para começar a induzir imunidade de rebanho não é conhecida. Esta é uma importante área de pesquisa e provavelmente irá variar de acordo com a comunidade, a vacina, as populações priorizadas para vacinação e outros fatores.

A imunidade do rebanho é um atributo importante das vacinas contra poliomielite, rotavírus, pneumococo, Haemophilus influenzae tipo B, febre amarela, meningococo e várias outras doenças que podem ser evitadas através das vacinas. No entanto, é uma abordagem que só funciona para doenças com disseminação de pessoa para pessoa. Por exemplo, o tétano é contraído por bactérias no meio ambiente, não por outras pessoas, então aqueles que não estão imunizados não estão protegidos da doença, mesmo que a maior parte do restante da comunidade seja vacinada.

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Fonte: Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

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Por que a vacinação é importante?

A vacinação é uma forma simples, segura e eficaz de proteger as pessoas contra doenças nocivas, antes de entrarem em contato com elas. A vacina usa as defesas naturais do seu corpo para construir resistência a infecções específicas e torna o seu sistema imunológico mais forte.

As vacinas treinam seu sistema imunológico para criar anticorpos, assim como faz quando é exposto a uma doença. No entanto, como as vacinas contêm apenas formas mortas ou enfraquecidas de vírus ou bactérias, elas não causam a doença nem colocam você em risco de complicações.

A maioria das vacinas é administrada por injeção, mas algumas são administradas por via oral (pela boca) ou pulverizadas no nariz.

Por que a vacinação é importante? 

A vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenir doenças e salvar vidas – agora mais do que nunca. Hoje existem vacinas disponíveis para proteger contra pelo menos 20 doenças, como difteria, tétano, coqueluche, influenza e sarampo. Juntas, essas vacinas salvam a vida de até 3 milhões de pessoas todos os anos.

Quando somos vacinados, não estamos apenas protegendo a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor. Algumas pessoas, como aquelas gravemente doentes, são aconselhadas a não tomar certas vacinas – portanto, dependem de nós para se vacinar e ajudar a reduzir a propagação da doença.

Durante a pandemia do COVID-19, a vacinação continua a ser extremamente importante. A pandemia causou um declínio no número de crianças que recebem imunizações de rotina, o que pode levar a um aumento de doenças e morte por doenças que podem ser evitadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimulou os países a garantir que a imunização essencial e os serviços de saúde continuem, apesar dos desafios causados pela COVID-19. 

Conheça o I-Vigilant para monitoramento de temperatura de vacinas.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde

https://bit.ly/2XPy1aR

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Temperatura da Geladeira de Vacina: Informações e Manual da Rede de Frio

Logo as vacinas de combate ao coronavírus começarão a ser aplicadas no Brasil, sendo que já começaram em alguns países e certamente esse é motivo para comemorar. Porém, existem algumas questões como a temperatura da geladeira de vacina e outros cuidados que devem ser considerados pelos agentes de saúde.

A compra, distribuição e venda dos imunobiológicos termolábeis (sensíveis ao calor e frio) não é algo simples. O processo de imunização não acontece da noite para o dia e um dos maiores desafios da logística é que algumas vacinas precisam ser mantidas em temperaturas muito baixas, diferente do que oferecem as geladeiras e freezers domésticos.

Por exemplo, a vacina da Pfizer precisa ser congelada a temperaturas baixíssimas entre – 80 ºC e – 70 ºC  e não pode ser descongelada muitas vezes. O ideal, na verdade, é que seja descongelada uma única vez para aplicação da dose no paciente, o que dificulta seu transporte e distribuição em massa.

Para se ter uma ideia, essa temperatura é cerca de 20 vezes mais fria do que a temperatura das câmaras de vacina padrão em hospitais e farmácias ao redor do mundo.

Por isso que, ter um controle da temperatura da geladeira de vacina é essencial para garantir que a população seja corretamente imunizada, para estabilizar a pandemia ou ainda suprimi-la e garantir a conservação de vacinas.

Qual a temperatura das vacinas em geral?

temperatura da geladeira de vacina

Existem algumas vacinas que não fazem parte do plano nacional de imunização– PNI e estão disponíveis nas farmácias, sendo comum armazená-las na geladeira comum em casa para administrá-la quando necessário. Embora não seja recomendado o uso de geladeiras domésticas.

Porém, quando estamos falando de vacinas, elas devem ser cuidadosamente transportadas e armazenadas, mantidas idealmente numa temperatura entre +2 e +8 °C e protegidas da luz, desde a produção até à administração.

Nesse artigo sobre organização da geladeira de vacina falamos um pouco mais sobre temperatura de vacinas e como elas devem ser conservadas.

Se uma vacina for manipulada incorretamente ou conservada em uma temperatura inadequada e inferior à estipulada pelos órgãos competentes, então pode ser que ela perca potência e eficácia. Para evitar esses riscos, o ideal é que as vacinas sejam guardadas em câmaras de conservação de vacinas na temperatura ideal até o momento da sua administração.

Posso usar mala térmica?

Se o tempo entre a compra e administração for superior a uma hora, elas devem ser mantidas em um contentor (de poliestireno expandido, EPS, mais conhecido como isopor ou outro material isolante) com acumulador de frio, previamente congelado pelo menos durante 24 horas. É importante evitar o contato direto da vacina com o acumulador gelado para que a vacina não congele.

Se as vacinas forem levadas para casa, devem ser colocadas imediatamente em um freezer, em uma prateleira central, sem contato com as paredes laterais. Não devem ser colocadas na porta de maneira alguma. O freezer deve ser aberto o menos possível de modo a manter a temperatura entre +2 e +8°C e devem permanecer lá por pouco tempo.

De qualquer forma, cada vacina tem um prazo de validade que varia com a temperatura do local de armazenamento, o produto e o fabricante. No caso de não terem sido cumpridas as normas acima referidas, o farmacêutico ou o médico assistente devem ser consultados antes de descartar ou administrar a vacina. 

Existem outros tipos e freezers e geladeiras portáteis que possuem motores alimentados por baterias de veículos e/ou rede elétrica, estes são mais seguros e garantem o correto armazenamento no transporte.

 Durante o transporte, a temperatura dos imunibiológicos termolábeis devem ser monitorados de forma contínua.

Manual da Rede de Frio: normas de armazenamento, transporte e aplicação

Estas normas foram propostas e aprovadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo. Embora o novo manual da rede de Frio 2017 (quinta edição) não recomende o uso de geladeiras convencionais a prática ainda é muito utilizada em regiões mais remotas do Brasil.

A conservação das vacinas é feita através de um sistema denominado rede de frio que inclui o armazenamento, o transporte, a manipulação das vacinas e as condições de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é aplicada. Assim, as recomendações abaixo devem ser seguidas à risca, confira as principais:

1) O refrigerador deve estar posicionado em lugar bem nivelado, não exposto aos raios solares e longe de qualquer fonte de calor (estufa ou autoclave). 

2) O refrigerador deve ser instalado a uns 30 cm de distância da parede para que haja uma boa circulação do ar quente do motor.

3) A tomada, ou conexão com a fonte de energia elétrica, deve ser exclusiva para a câmara de conservação de vacinas, para o refrigerador e para o freezer, evitando-se assim sobrecarga na rede elétrica e desconexão acidental da tomada.

4) Não são recomendadas as geladeiras do tipo “Duplex” ou “frigobar”, isto é, as que possuem dois compartimentos separados.

5) O refrigerador deve ser usado única e exclusivamente para as vacinas. Não se pode de maneira alguma permitir que nele sejam guardados alimentos, bebidas ou material coletados para exames.

6) Manter sempre a porta do refrigerador fechada.

7) As vacinas devem ser colocadas nas prateleiras centrais e nunca na parte inferior do refrigerador. Também não podem ser colocadas na porta.

8) Os frascos e ampolas de vacinas, de preferência, devem ser colocados em bandejas perfuradas, sobre as prateleiras, a fim de haver uma boa circulação de ar frio. 

9) As vacinas, dentro do refrigerador não podem ser armazenadas em caixas térmicas ou em sacos plásticos, a não ser que estes estejam perfurados e abertos.

 10) As vacinas, na sua embalagem original, devem ser organizadas de forma a manter uma distância entre elas de aproximadamente dois dedos e também devem ser dispostas a uma certa distância da parede dos refrigerados, para que haja circulação do ar frio.

 11) As vacinas com vencimento mais próximo devem ser colocadas na frente para que sejam utilizadas primeiro.

 12) A gaveta inferior deve ser retirada, e em seu lugar, colocar garrafas com água, sal e corantes, que contribuem para estabilizar a temperatura. As garrafas devem estas dispostas com um pequeno espaço entre elas para que haja circulação de ar frio.

 13) No congelador deve-se colocar gelo reciclável que também ajuda a manter a temperatura. Quando houver um aumento da temperatura deve-se colocar gelo reciclável na porta do refrigerador e quando houver queda da temperatura retirar as garrafas de água e os gelos do congelador e da porta.

14) O termômetro de máxima e de mínima deve ser colocado em pé na prateleira central e a temperatura deve ser verificada duas vezes ao dia (início e fim do expediente) e registrada no mapa de controle de temperatura (lembrar que a temperatura ideal para conservação das vacinas no geral são de +2 a +8°C.

15) Rotineiramente deve-se proceder a limpeza das câmaras de vacina, do refrigerador e do freezer.

16) Para proceder a limpeza do refrigerador, retirar toda vacina e colocá-la em uma caixa de isopor a temperatura de +2 a +8°C. Após a limpeza, ligar novamente o refrigerador e manter a porta fechada por mais ou menos 3 horas a fim de estabilizar a temperatura. Quando a mesma estiver entre +2 a +8°C deve-se recolocar as vacinas.

17) Durante os cortes de energia elétrica, o sistema de conservar pacotes de gelo no congelador e garrafas com água e sal na porta e na parte inferior do refrigerador, permitem manter a temperatura interna em torno de +4°C durante 6 horas quando a temperatura ambiente estiver entre 25°C e 28°C; e por 12 horas quando a temperatura ambiente estiver entre 5 e 12°C, desde que se mantenha a porta do aparelho sempre fechada.

Restabelecendo o funcionamento do aparelho, a porta deve permanecer fechada, pelo menos durante uma hora, com o fim de normalizar a temperatura interna, requerida para a conservação das vacinas.

18) No caso de falta de energia elétrica, tomar as providências necessárias o mais rápido possível, para sua normalização. Nestas ocasiões as seguintes medidas devem ser tomadas:

  • verificar se no interior do aparelho há garrafas com água e sal e sacos plásticos contendo gelo;
  •     verificar a temperatura logo que perceber a falha de refrigeração;
  •     procurar saber o tempo que o aparelho ficou sem funcionar;
  •     constatando-se alterações de temperatura, deve-se comunicar os Departamentos Regionais de Saúde – DRS, por telefone e através de comunicação padronizada.

regiões biocam

Para consultar o Manual Completo da Rede de Frio, clique aqui.

Como a Biocam pode ajudar no programa de imunização?

Há mais de 10 anos contamos com uma plataforma de telemetria de temperatura aplicada em câmaras de conservação de vacinas e armazenamento de tecido humano. Saiba mais aqui.

Além disso, oferecemos solução completa para câmara de vacinas, desde a venda, locação, até manutenção e software de monitoramento de parâmetros e gestão da qualidade.

Contamos com um serviço de consultoria em implantação do sistema de qualidade para a rede de frio de acordo com as diretrizes do manual da rede de frio do Ministério da Saúde.

Realizamos manutenção geral do equipamento, com calibração, validação e ajustes necessários com troca de peças inclusas com validade de 12 meses.

Em caso de dúvida, entre em contato e veja como podemos ajudar.

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