controle de doenças crônicas

Controle de doenças crônicas

Atualmente, de acordo com o relatório da Grand View Research, a maioria dos dispositivos de saúde da IoT são wearables que rastreiam sinais vitais como pressão arterial e níveis de insulina. Mas, com o passar do tempo, mais ênfase será dada à criação de dispositivos, como marca-passos implantados e sensores que possam transmitir dados a outros equipamentos.

Para aproveitar ao máximo esses dispositivos, softwares e serviços relacionados para análise de dados, gerenciamento remoto de dispositivos, segurança e manutenção também se tornarão mais comuns em hospitais.

A terceira idade vem crescendo, bem como a quantidade de doenças crônicas que consomem uma quantidade desproporcional de recursos de saúde. 

Nos Estados Unidos, cerca de 75% dos dólares da assistência médica destinam-se ao tratamento de doenças crônicas.

A demanda atual por recursos para o tratamento de doenças crônicas pede soluções e estratégias viáveis ​que tenham qualidade e tragam resultados à curto prazo.

A Internet das Coisas (IoT), também conhecida como Internet das Coisas Médicas (IoMT), no setor de saúde fornece uma conexão intencional de sensores, dispositivos e software inteligentes para sistemas de rede de computadores usando tecnologia sem fio com o objetivo de promover uma inter-funcionalidade. 

Na área da saúde, o foco é realizar um atendimento ao paciente menos dispendioso, mais eficiente e mais orientado a informações.

No caso dos dispositivos portáteis e frascos de pílulas sem fio, nanotecnologia e outros dispositivos médicos habilitados para rede, como estetoscópios poderão transmitir dados cardíacos diretamente para o prontuário eletrônico de saúde do paciente.

Impacto no gerenciamento de doenças crônicas

IoT é a principal promessa para ajudar a melhorar a saúde de pacientes com condições crônicas. 

As combinações de monitoramento remoto, análise e plataformas móveis têm repetidamente reduzido em mais da metade a readmissão de pacientes de alto risco com insuficiência cardíaca congestiva. 

Dispositivos cada vez mais acessíveis e fáceis de usar, como balanças sem fio e monitores de frequência cardíaca e pressão sanguínea, estão melhorando o bem-estar geral para os doentes crônicos. 

A IoT está ajudando a impulsionar alguns novos avanços tecnológicos empolgantes no gerenciamento de doenças crônicas. 

Um grupo da Universidade do Missouri está liderando um projeto de desenvolvimento para utilizar sensores de monitoramento residencial em um esforço para evitar quedas dos idosos, fornecendo alertas para o paciente quando há risco.

A Dell Healthcare está trabalhando com hospitais para alavancar o uso de tablets com leitores de cartões integrados para permitir cuidados médicos remotos para tratamentos domiciliares.

Estudo com pacientes diabéticos

Existe um potencial ainda maior para a IoT quando pensamos no gerenciamento de doenças crônicas em nível populacional combinado com a análise de dados. 

Por exemplo, a Health Net Connect (HNC) iniciou um programa de controle populacional de diabéticos com a intenção de melhorar os resultados clínicos e gerar mais economia, uma vez que é uma das doenças crônicas mais mortais e caras do mundo.

Os resultados são impressionantes. Eles capturaram os dados vitais e os dados de sangue dos participantes do estudo durante um período de 6 meses para medir o impacto que a teleconferência de rotina e o monitoramento do paciente tiveram no resultado. 

Os pacientes do programa mostraram uma redução significativa nos principais biomarcadores, incluindo 9,5% menos HB A1C e 35% menos LDL.

Ou seja, para cada 1 por cento de queda no HB A1C eles estimam uma economia anual de US$ 8.600, e para cada 1 por cento de redução no LDL haverá uma redução de 1 por cento na doença coronariana, que custa em média um milhão de dólares ao longo da vida. 

Com isso será possível reduzir custos, oferecer melhor acesso dos médicos aos membros do programa, alcançar melhores resultados clínicos e proporcionar mais conhecimento dos pacientes sobre sua doença.

A IoT promete otimizar o conhecimento e as habilidades dos profissionais e empregar tecnologia de ponta para alcançar o objetivo de atendimento eficiente, eficaz e centrado no paciente no século 21 – e, em geral, oferecer melhor saúde para os doentes crônicos.

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