Nesse artigo iremos aprender:

O que acarreta o desbalanceamento da centrífuga?

Você sabe o que o desbalanceamento da centrífuga pode causar? O balanceamento da centrífuga é muito importante para garantir o pleno funcionamento e performance do equipamento.

O balanceamento da centrífuga é uma das etapas mais importantes para garantir a eficiência da operação da máquina. Calibrar corretamente o rotor é essencial para evitar vibrações indesejáveis e desvios no resultado da centrifugação. 

O fato de manter o balanceamento da centrífuga em dia também aumenta a durabilidade da máquina e a segurança dos operadores. As centrífugas contém um sistema de segurança de desbalanceamento, a fim de prevenir que a rotação inadequada da centrífuga prejudique as amostras tanto em resultado como em risco de acidente. 

O que pode acarretar o desbalanceamento da centrífuga? 

Muitos são os fatores que podem levar ao desbalanceamento da centrífuga, mas a maior parte das centrífugas já vêm equipadas com detector de desbalanceamento. Esses detectores desligam o sistema antes de gerar algum desequilíbrio que comprometa ou cause danos ao mancal. 

Caso uma máquina não tenha esse sensor de vibração, é bem provável que a centrífuga chegue ao limite do desequilíbrio, gerando uma separação ineficiente de material a ser centrifugado e sedimentos previamente isolados. Os principais fatores que ocasionam desbalanceamento é o rotor estar fora de balanceamento de giro em relação ao motor

O rotor de circulação desbalanceado pode ocasionar ruídos altos, prejudicar o motor e causar desprendimento de amostras do porta tubo. Caso a diferença de distribuição do peso estiver acima da faixa de tolerância do equilíbrio da separadora, o centro de gravidade se deslocará e se desviará do eixo central, gerando uma vibração desequilibrada. 

O sistema quando percebe a vibração acima do padrão operacional desliga o motor e notifica o erro de desbalanceamento no display.

Como fazer a verificação correta?

  1. O primeiro procedimento técnico é verificar a rotação do motor e se está adequado para o tamanho de tubos que estão sendo utilizados pela centrífuga. 
  2. É importante que a centrífuga esteja adequadamente ajustada para atender cada tipo de tubo e porta tubo presente, pois pode interferir na sua aceleração, rotação e desaceleração de forma incorreta prejudicando a amostra e até ocasionando erro de balanceamento.
  3. Para identificar o rotor desbalanceado a maneira mais fácil é girar o rotor com a centrífuga desligada e verificar se não há ondulação no ciclo de giro.
  4. Caso esteja inadequado retirar o rotor com auxílio de ferramenta, verificar sua integridade e se foi corretamente encaixado no eixo do motor.
  5. Os porta tubos as vezes podem apresentar diferentes pesos, com auxílio de balança de precisão deve-se equilibrar seus pesos para distribuição no rotor.

Exemplo:

Se temos 2 porta tubos com 100 gramas e 2 com 102 gramas deve-se distribuir no rotor cada porta tubo com peso igual ao da outra ponta do rotor. Se você quer centrifugar uma amostra de 5 mL, coloque outro tubo idêntico, com mesmo volume, no lado oposto do rotor. Ou seja, o número de tubos centrifugados sempre será par.

No exemplo abaixo mostramos a forma correta de distribuir os tubos em um rotor com porta tubos angular fixo.

Dicas fundamentais

A escolha do porta tubo é primordial para melhorar o desempenho da centrífuga. Se temos um porta tubo que atenda tubos de 20 ml não podemos utilizar porta tubos de 10 ml.

O porta tubo e o tubo devem estar bem encaixados e sem folgas para evitar deslocamento e quebra. Em alguns casos pode acontecer do tubo não alcançar o fundo do porta tubo. 

Neste caso, é aconselhável utilizar calço no fundo para que o tubo não quebre na região da tampa do tubo devido a inércia da amostra.

Em caso de utilização de centrífugas sem trava de tampa elétrica é aconselhável aguardar o término de rotação do motor para que abra a tampa, pois se abrir durante a rotação corre-se o risco de algum tubo se soltar do porta tubo e atingir externamente ou cair internamente na centrífuga.

Como limpar?

A limpeza da região do rotor e motor deve ser com sabão neutro, solução bactericida sem álcool e com luvas. Tome cuidado com o rotor, pois as pontas que podem cortar a mão.

A limpeza deve ser realizada com frequência, pois pode gerar contaminação, prejudicar as amostras e o usuário que manipula os tubos.

Centrífuga Fanem 

A Centrífuga Fanem foi desenvolvida para uso em laboratórios e bancos de sangue para procedimentos de centrifugação para micrométodos. Devido as suas opções de rotores, atende aos diferentes processos de microcentrifugação, tais como: testes de grupo sanguíneo, tipagem sanguínea, testes de Coombs e lavagem de células, análise de células em citologia, testes de microhematócrito, microseparações em bioquímica ou biologia, tais como, radioimunoensaio (RIA), receptor de hormônios, análises de aminoácidos, ensaios imunológicos, DNA, separação de materiais aquosos e não aquosos, química industrial e educacional. 

Utilizando-se da aplicação de uma força centrífuga para separar as diversas fases de diferentes densidades, a Centrífuga apresenta a possibilidade de uso com vários tipos de cruzetas e porta-tubos diversos, proporcionando uma grande versatilidade nos trabalhos de laboratórios em geral. 

Confira as centrífugas da Fanem disponíveis. Em caso de dúvidas, entre em contato para mais informações!

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